
O Sistema Faemg Senar consolidou, em 2025, um ciclo de crescimento em Minas Gerais com resultados expressivos em qualificação profissional, assistência técnica e inovação tecnológica voltadas ao produtor rural. O avanço, de acordo com o balanço do período, reforça o impacto direto das ações na produtividade, na gestão das propriedades e na geração de renda no campo.
Os números indicam uma execução consistente dos programas e a ampliação do acesso de produtores e trabalhadores rurais à capacitação. Em paralelo, iniciativas sociais e de saúde expandiram o alcance em municípios mineiros, enquanto novas ferramentas digitais passaram a integrar cursos e eventos, modernizando as estratégias de ensino.
As frentes de Formação Profissional Rural e Promoção Social mantiveram desempenho elevado ao longo do ano, com mais de 90% de execução. A iniciativa contribuiu para ampliar oportunidades de aprendizado e fortalecer competências ligadas ao agronegócio, com foco em práticas mais eficientes e sustentáveis.
Na avaliação do Sistema, a combinação entre capacitação técnica e ações sociais tem contribuído para melhorar a organização do trabalho no meio rural, apoiar a tomada de decisão e ampliar o acesso a conhecimentos aplicáveis ao dia a dia das propriedades.
Destaque: Em 2025, os programas de Formação Profissional Rural e Promoção Social superaram 90% de execução, ampliando o acesso à capacitação no meio rural mineiro.
Na frente de educação formal, o Senar Minas fortaleceu a formação técnica por meio da Rede e-Tec, com sete cursos voltados ao agronegócio. Ao todo, foram organizadas 22 turmas, distribuídas em 26 polos, somando 484 alunos matriculados.
Já o Centro de Excelência em Cafeicultura reuniu 170 participantes em cursos presenciais, reforçando a especialização em uma das cadeias produtivas mais relevantes do estado. A proposta é aprofundar competências técnicas e gerenciais associadas à produção e ao manejo, alinhando conhecimento prático a métodos atualizados de gestão.
Área Resultados Rede e-Tec 7 cursos, 22 turmas, 26 polos e 484 matriculados Centro de Excelência em Cafeicultura 170 participantes em cursos presenciais Formação Profissional Rural e Promoção Social Mais de 90% de execução no período
Os resultados mais expressivos do ano apareceram na Assistência Técnica e Gerencial (ATeG). Em 2025, o programa atendeu 7.810 produtores rurais em dez cadeias produtivas e ultrapassou a meta anual, alcançando 102,47% do planejado.
Na prática, a ATeG combina orientação técnica com acompanhamento gerencial, apoiando o produtor no controle de custos, no planejamento de atividades e na melhoria de processos dentro da propriedade. Segundo o balanço divulgado, os resultados refletem ganhos de desempenho e maior previsibilidade na gestão, com impacto direto no resultado econômico.
Um dos exemplos citados foi o desempenho na olericultura: produtores assistidos registraram aumento significativo da produção e crescimento do lucro, evidenciando a relação entre assistência qualificada, decisões mais eficientes e maior rentabilidade.
Diagnóstico da propriedade e definição de metas de melhoria
Acompanhamento contínuo para ajustar manejo, processos e rotinas
Gestão e indicadores para reduzir desperdícios e aumentar eficiência
Planejamento produtivo com foco em produtividade e renda
Por que isso importa: quando assistência técnica e gestão caminham juntas, o produtor ganha clareza de custos, melhora a organização e amplia as chances de aumentar produtividade e lucro.
Além da qualificação e do suporte técnico, as ações sociais ampliaram o alcance em Minas Gerais. Em 2025, houve atendimento em 31 municípios, com mais de 11,5 mil pessoas beneficiadas em iniciativas de saúde e cidadania realizadas em parceria com o Hospital de Amor.
A expansão desse tipo de ação fortalece a dimensão social do desenvolvimento rural, contribuindo para levar serviços e orientações a comunidades que, muitas vezes, enfrentam barreiras de acesso. A estratégia integra capacitação e cuidado, aproximando iniciativas de bem-estar da realidade do campo.
No eixo de inovação, o Sistema passou a disponibilizar óculos de realidade virtual nos escritórios regionais, modernizando o ensino rural e oferecendo experiências imersivas durante cursos e eventos. A tecnologia também foi apresentada ao público por meio de um tour virtual durante a Exposição Nacional do Cavalo Mangalarga Marchador.
A adoção de ferramentas de aprendizagem imersiva busca aumentar o engajamento e facilitar a compreensão de processos técnicos, permitindo que o participante vivencie cenários e simulações de forma mais próxima da prática. A expectativa é que recursos desse tipo ampliem a efetividade do ensino, especialmente em temas que exigem visualização e passo a passo.
O desempenho do programa também foi reconhecido nacionalmente no Prêmio ATeG 2025, quando Minas Gerais conquistou três categorias: Supervisor Destaque, com Ramon Stéfano Souza Silva; Técnico de Campo Destaque, com Ariel Schumaker de Oliveira; e Produtor Destaque, com Iris Ferreira Santana, da Fazenda Lagoa Escura, em Rio Pardo de Minas, referência nacional na cadeia da bovinocultura de leite.
Para o Sistema, o resultado reforça a importância de investir em equipes qualificadas e acompanhamento próximo ao produtor, fortalecendo a capacidade de transformar conhecimento técnico em melhoria real de desempenho no campo.
Com foco na capacitação do homem e da mulher do campo, o Sistema Faemg Senar afirma seguir fortalecendo a agricultura e a pecuária mineiras ao unir conhecimento técnico, inovação e gestão eficiente. A proposta é impulsionar o aumento de produtividade e apoiar um desenvolvimento mais sustentável no meio rural, com resultados mensuráveis para o produtor e benefícios ampliados para as comunidades atendidas.
Em um cenário de crescente exigência por eficiência, organização e boas práticas, iniciativas de qualificação, assistência técnica e ações sociais tendem a se tornar ainda mais estratégicas para manter a competitividade no agronegócio e elevar a qualidade de vida no campo.
```

Resumo: O fechamento do Estreito de Ormuz pode impactar o agronegócio de Minas Gerais ao elevar o custo do petróleo, combustíveis e fretes, pressionando a logística e o custo de produção. A crise tende a valorizar o dólar, o que, por um lado, pode favorecer exportações para o mercado árabe, mas, por outro, encarece fertilizantes, defensivos e máquinas importadas. O setor de fertilizantes, dependente de insumos importados, fica particularmente vulnerável à volatilidade de preços. A Faemg/Senar recomenda reforçar a gestão de risco, planejar compras de insumos com antecedência, usar instrumentos de proteção de preços e manter o fluxo de caixa sob controle, além de cobrar ações diplomáticas para reduzir impactos. Apesar dos riscos, há potencial de maior receita em reais com as exportações, desde que custos permaneçam sob controle.

Sumário: O PIB do setor agropecuário brasileiro cresceu 29,1% desde 2020, com 2025 registrando alta de 11,7% impulsionada por safras recordes na agricultura e pela recuperação da pecuária. Em 2024/25 houve safra de soja de 166 milhões de toneladas e milho de 142 milhões em 2025; para 2026, a projeção aponta queda do milho para 134 milhões e do arroz para 11,5 milhões (-2,2%), comrecados esperados para algodão, trigo e sorgo, enquanto a soja pode alcançar recorde de 173 milhões. A laranja atingiu 15,7 milhões de toneladas (+28,4%), o arroz 12,7 milhões (+19,4%) e o algodão 9,9 milhões (+11,4%). A cana-de-açúcar permanece estável. A produção de carne totalizou 33 milhões de toneladas em 2025, com a bovina dominando as exportações mundiais; no entanto, 2026 tende a trazer maior volatilidade e possível redução de oferta, influenciada pela demanda chinesa e por riscos geopolíticos, como a guerra no Irã. Café (+6%), cacau e batata também devem sustentar o PIB do setor.

Resumo: A agricultura regenerativa pode transformar uma propriedade de emissora de carbono para capturadora, armazenando carbono no solo na forma de matéria orgânica, com o solo como o segundo maior reservatório do planeta. O modelo aumenta biodiversidade, recupera ecossistemas e reduz custos a médio e longo prazo ao diminuir a dependência de insumos. Além disso, favorece a vida microbiana do solo e polinizadores, com sistemas integrados como ILPF e o uso de bioinsumos contribuindo para reduzir emissões de óxido nitroso e metano. Economicamente, pode gerar até US$ 1,4 trilhão em oportunidades e criar 62 milhões de empregos no mundo; no Brasil, tende a alinhar conservação ambiental e competitividade, ampliando acesso a mercados e financiamento verde por meio de rastreabilidade. A estabilidade de custos vem da menor dependência de insumos importados e do maior uso de processos biológicos. Embora associada à orgânica, a regenerativa foca em resultados ecológicos (sequestro de carbono, biodiversidade, melhoria do solo) em vez de proibições de insumos. Em transições, podem ocorrer insumos sintéticos pontuais, desde que avaliados por indicadores ambientais. Para iniciar, é essencial um diagnóstico detalhado do solo, identificação de problemas e medidas como bioinsumos, diversificação de culturas, rotação de plantios e plantio direto, com apoio de extensão rural e troca entre produtores já atuantes.

Resumo: A indústria brasileira de máquinas e equipamentos desacelerou em janeiro, com a receita líquida de vendas caindo 17% ante janeiro de 2025, para R$ 17,28 bilhões. No mercado interno, a receita recuou 19% (R$ 12,8 bilhões) e o consumo aparente caiu 21,5% (R$ 26,5 bilhões). As exportações chegaram a US$ 838,2 milhões, alta de 3,1% YoY, mas queda de 41,4% em relação a dezembro. As importações somaram US$ 2,48 bilhões, -10,3% YoY. O nível de utilização da capacidade instalada ficou em 78,6% (alta de 0,6 ponto percentual MoM e 4% frente a janeiro de 2025). O backlog de pedidos ficou em 9 semanas. A Abimaq projeta crescimento de 3,5% na produção e aproximadamente 4% na receita líquida do setor neste ano, sustentados principalmente pelo mercado doméstico, com expansão da demanda próxima de 5,6%, impulsionada por projetos de infraestrutura e investimentos continuados em atividades extrativistas. Em máquinas agrícolas, as vendas devem cair cerca de 5% em 2026; em janeiro, a receita com venda de máquinas e implementos caiu 15,6% YoY, para R$ 3,6 bilhões.

Resumo: Em Minas Gerais, produtores aderem às boas práticas ao destinar corretamente as embalagens vazias de defensivos através do Sistema Campo Limpo. Em 2025, o Brasil teve 75.996 toneladas devolvidas, 11% a mais que 2024, com MG respondendo por 4.246 toneladas (6% do total). O Campo Limpo é baseado na responsabilidade compartilhada entre agricultores, indústria, canais de distribuição e poder público, gerido pelo Inpev. MG possui a maior rede de recebimento do país, com sete centrais e mais de 60 postos, além de recebimentos itinerantes que ajudam comunidades remotas, totalizando mais de 200 pontos por ano. A prática evita contaminação do solo e da água e protege a saúde humana, reforçando a importância de devolver as embalagens no local indicado na nota fiscal. Planos de expansão incluem novas unidades em Governador Valadares e Teófilo Otoni, com Capinópolis no radar, e a taxa de devolução no Brasil varia entre 94% e 96%.