
O mercado de mamão no Brasil tem enfrentado uma significativa desvalorização, especialmente nas principais regiões produtoras do Norte do Espírito Santo e Sul da Bahia. Dados do levantamento realizado pela equipe Hortifrúti/Cepea indicam que, em janeiro, as cotações da fruta registraram queda por três semanas consecutivas.
Especialistas apontam que essa forte pressão de baixa decorre do aumento substancial da oferta que vem superando a demanda, levando a um movimento contínuo de queda nos preços.
| Região | Preço Médio (R$) | Variação (%) |
|---|---|---|
| Norte do Espírito Santo | 1,97/kg | -21% |
| Sul da Bahia | 2,14/kg | -13% |
Na última parcial de janeiro, o Norte do Espírito Santo registrou uma queda acumulada de 34% no preço do mamão havaí 12-18. No Sul da Bahia, a variedade formosa teve uma retração acumulada de 51%, destacando-se como uma das maiores quedas dos últimos meses.
A redução dos preços não afetou apenas as áreas produtoras. O mercado atacadista em São Paulo, como o Ceagesp, também sentiu os efeitos da maior oferta de mamão. Durante a última semana analisada, o mamão formosa foi cotado a R$ 54,00 por caixa de 13 kg, uma queda de 17% em relação à semana anterior.
Com a colheita acelerada e condições climáticas que favorecem a produção, a oferta de mamão deve permanecer elevada, continuando a exercer pressão sobre os preços. A recuperação da demanda será crucial para evitar novas desvalorizações, especialmente no início de fevereiro, período em que o consumo de frutas tende a crescer.
Analistas do Cepea sugerem que uma possível melhoria na demanda nas próximas semanas pode aliviar a pressão sobre o mercado doméstico, ajudando a estabilizar os preços em um nível mais favorável para os produtores.

A preferência chinesa pela soja brasileira é sustentada por uma relação de preços favoráveis, apesar das pressões no mercado interno devido ao câmbio valorizado e avanço da colheita. Segundo Anderson Nacaxe, CEO da Oken.Finance, os preços voltaram a mínimas, aumentando a dependência da demanda externa para o escoamento da produção nacional. O acesso a esse conteúdo é exclusivo para usuários cadastrados no Agrolink.

O IPCA-15 subiu 0,20% em janeiro, ligeiramente inferior à alta de 0,25% em dezembro. Em 12 meses, o índice acumula aumento de 4,50%. Habitação e Transportes caíram, enquanto Saúde e cuidados pessoais lideraram o aumento com alta de 0,81%. Alimentação e bebidas aceleraram, com alta influenciada por tomates e batata-inglesa. Embora passagens aéreas e transporte urbano tenham caído em Transportes, combustíveis subiram 1,25%.

O setor de lácteos da Argentina, em 2025, alcançou seu melhor desempenho externo em 12 anos, graças à modernização da cadeia produtiva e condições de mercado favoráveis. O país exportou 425.042 toneladas de produtos lácteos, gerando US$ 1,69 bilhão, um aumento de 11% em volume e 20% em valor em relação ao ano anterior. O volume exportado representou 27% da produção nacional, que atingiu 11,618 bilhões de litros, o maior da década. O leite em pó integral liderou as exportações, com o Brasil como principal parceiro. A expansão do setor leiteiro integra um crescimento mais amplo do agronegócio argentino.

A soja teve queda nos preços no Paraná e em Paranaguá, com desvalorizações de 1,12% e 2,18%, respectivamente. No interior do Paraná, a saca é cotada a R$ 119,83, enquanto no litoral chega a R$ 124,76. Em contraste, o trigo presenta reajustes para cima, com aumentos de 0,13% no Paraná (R$ 1.176,36 por tonelada) e 0,31% no Rio Grande do Sul (R$ 1.057,34 por tonelada). A padronização da saca em 60 kg facilita a comercialização e monitoramento de preços.

As importações brasileiras de fertilizantes atingiram um recorde histórico de 45,5 milhões de toneladas em 2025, superando o total de 44,28 milhões de toneladas em 2024, conforme o Boletim Logístico divulgado pela Conab. Esse aumento de 2,68% destaca a confiança do setor agrícola no Brasil, com Mato Grosso, Paraná e São Paulo liderando o consumo. O crescimento nas importações apoia o planejamento para expansão da área plantada e melhorias na produtividade, reforçando a robustez da cadeia de suprimentos agrícolas no país.