
"Brasil Conquista Mercado Internacional: Exportações de Carne de Alta Qualidade em Ascensão em 2026"
O Brasil está reposicionando sua imagem no mercado global de carnes, impulsionado pela abertura de novos mercados e pela crescente demanda por produtos de maior valor agregado. Em 2025, as exportações brasileiras de carne cresceram consideravelmente, e a expectativa para 2026 é de consolidação. Segundo Maychel Borges, gerente do Programa Carne Angus, o Brasil agora é visto como um fornecedor de carne de alta qualidade, capaz de competir com tradicionais exportadores como EUA, Austrália e Uruguai. Isso ocorreu em parte devido ao déficit de rebanho em países tradicionalmente exportadores de carne premium. O Brasil atende exigências variadas de mercados como China, Israel, Chile e México, cada um com demandas específicas. O crescimento das exportações em programas de carne certificada atingiu até 260% em 2025, e manter esse nível é o desafio para 2026. Apesar de limitações comerciais, o setor brasileiro busca agregar valor e manter seu faturamento, destacando sua capacidade de suprir qualidade e volume.
Brasil Consolida Presença no Mercado Global de Carnes
O Brasil avança no cenário internacional de carne bovina, expandindo suas exportações em 2025 e estabelecendo um caminho para consolidação em 2026. A abertura de novos mercados e o crescente interesse por produtos de maior valor agregado são os principais motores desse crescimento.
De acordo com Maychel Borges, Gerente Nacional do Programa Carne Angus, o cenário vai além de simples números. Há uma mudança significativa na percepção internacional sobre a carne brasileira, que agora é vista como um produto de alta qualidade e capacidade de entrega em grande escala. "Estamos presenciando uma tendência onde o Brasil é reconhecido como fornecedor de carne premium", afirmou Borges.
Países reconhecidos como tradicionais fornecedores de carne premium enfrentam atualmente um déficit de rebanho, proporcionando ao Brasil a oportunidade de ganhar espaço em novos mercados. "Esses países deixaram seus clientes à procura de qualidade em escala, que só o Brasil consegue oferecer", explica Borges.
Com isso, o Brasil está competindo diretamente com exportadores tradicionais, como Estados Unidos, Austrália e Uruguai, em mercados que oferecem melhor remuneração ao longo da cadeia produtiva. "Hoje, o Brasil ocupa o mesmo patamar para venda de carne de alto valor agregado, marcando uma transformação histórica", destaca ele.
Destinos Principais e Demandas
China, Israel, Chile e México são alguns dos principais destinos das exportações brasileiras. Cada um desses países possui exigências específicas, com destaque para a China, responsável por quase metade das exportações de carne brasileiras. A demanda chinesa agora inclui cortes de maior qualidade, desafiando a ideia de que o país importa apenas carne commodity.
Israel, por sua vez, impõe altos padrões técnicos e religiosos, incentivando processos produtivos mais rigorosos. Essa configuração tem impulsionado programas de carne certificada, que registraram um aumento de 260% nas exportações em 2025. A expectativa para 2026 é uma consolidação mais do que uma expansão acelerada. "Após um crescimento tão intenso, não regredir é uma vitória", diz Borges.
Desafios e Estratégias
Entretanto, a trajetória de crescimento do Brasil no mercado internacional de carnes não está isenta de desafios. A redução da oferta de matéria-prima, por conta do aumento do abate de matrizes, e barreiras comerciais, como tarifas e cotas, demandam estratégias inovadoras.
"O Brasil conseguiu redirecionar exportações de carne para outros mercados, reduzindo os impactos. Foi um aprendizado valioso", afirma Borges. Diante da atribuição de valores, a agregação de valor representa um caminho para sustentar o faturamento. "Em situações de restrição, é essencial maximizar o espaço disponível, ofertando carne de maior lucro. Essa abordagem traz benefícios aos produtores, frigoríficos e ao país em geral", completa.
Para Borges, o Brasil não deixa nada a desejar em qualidade frente a outros fornecedores globais. O mercado brasileiro dispõe de escala, conhecimento técnico e uma cadeia produtiva em franco avanço e profissionalização. Essa combinação posiciona o Brasil como um competidor expressivo no mercado global.



