
O ano de 2025 foi marcado por uma significativa alta no custo de produção da criação de gado de corte em Mato Grosso. Contudo, essa elevação foi superada pela valorização expressiva no preço do bezerro, conforme dados apurados pelo projeto de Custo de Produção Agropecuário (CPA), do Senar, em parceria com o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).
De acordo com o levantamento, o Custo Operacional Total (COT) do sistema de cria registrou uma média de R$ 282,29 por arroba, um aumento de 29,33% em relação a 2024. No mesmo intervalo, o preço do bezerro de sete arrobas exibiu um crescimento ainda mais acentuado, atingindo R$ 397,35 por arroba, o que representa uma valorização de 38,70% no período.
Essa situação gerou um alívio no caixa dos pecuaristas, resultando em uma margem de R$ 115,05 por arroba em 2025, um notável avanço de 68,70% em comparação com o ano anterior. O Imea informa que este é o primeiro aumento anual nas margens desde 2021, refletindo um fortalecimento significativo do mercado de bezerros no estado.
Observando a melhora contínua das cotações do bezerro, as projeções para 2026, segundo o Imea, indicam uma tendência de aumento na retenção de fêmeas. Essa movimentação tende a reduzir a oferta de animais, favorecendo a manutenção dos preços do bezerro em altos níveis e garantindo margens ainda mais favoráveis para o sistema de cria.

A proibição da União Europeia a produtos brasileiros de carne bovina e mel entra em vigor em 3 de setembro, com base em alegações de monitoramento insuficiente de antimicrobianos. Exportações de carne e mel orgânico para o bloco registraram altas recentes, mas o cenário futuro torna-se incerto.
Após a expansão do ecossistema de inovação voltado ao agronegócio, o mercado de fusões e aquisições envolvendo agtechs caminha para uma etapa mais seletiva. Com investidores e compradores cada vez mais atentos à geração de valor, empresas capazes de comprovar resultados operacionais, escalabilidade e maturidade de gestão tendem a concentrar as oportunidades de negócios nos próximos anos. Nesse cenário, de acordo com Camila Perez, líder de M&A da Galapos, a expectativa é que 2026 seja marcado por operações mais qualificadas, com foco em ativos que combinem tecnologia validada, base de clientes consistente, governança madura e capacidade comprovada de gerar vantagem competitiva no campo.

Produzir mais, preservando os recursos naturais e reduzindo a vulnerabilidade às mudanças climáticas, deixou de ser apenas uma agenda ambiental para se tornar uma estratégia de sobrevivência no agronegócio. Essa necessidade acelerou a busca por sistemas produtivos mais resilientes.
Fundada em um pequeno kibbutz em Israel há 60 anos, a Netafim é pioneira e líder mundial em soluções para irrigação. Com atuação em mais de 110 países, chegou ao Brasil na década de 1990, com um portfólio completo de produtos e soluções inovadoras de irrigação por gotejamento, que visam contribuir com o eficiente uso da água, aumentando a produtividade na agricultura e trazendo mais tranquilidade ao produtor rural.
A construção de uma agricultura mais resiliente às mudanças climáticas e capaz de gerar valor para toda a cadeia produtiva passa, cada vez mais, pela atuação conjunta entre empresas, instituições financeiras e produtores rurais. Foi com esse objetivo que a BB Seguros sediou, na última semana, o encontro "Agricultura Regenerativa em Pauta: Valor, Métricas e Mercado", promovido pelo Consórcio Reg.IA, primeiro consórcio de agricultura regenerativa da América Latina, liderado pela Produzindo Certo, empresa que conecta produtores rurais a empresas comprometidas com a sustentabilidade.