
O ano de 2025 foi marcado por uma significativa alta no custo de produção da criação de gado de corte em Mato Grosso. Contudo, essa elevação foi superada pela valorização expressiva no preço do bezerro, conforme dados apurados pelo projeto de Custo de Produção Agropecuário (CPA), do Senar, em parceria com o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).
De acordo com o levantamento, o Custo Operacional Total (COT) do sistema de cria registrou uma média de R$ 282,29 por arroba, um aumento de 29,33% em relação a 2024. No mesmo intervalo, o preço do bezerro de sete arrobas exibiu um crescimento ainda mais acentuado, atingindo R$ 397,35 por arroba, o que representa uma valorização de 38,70% no período.
Essa situação gerou um alívio no caixa dos pecuaristas, resultando em uma margem de R$ 115,05 por arroba em 2025, um notável avanço de 68,70% em comparação com o ano anterior. O Imea informa que este é o primeiro aumento anual nas margens desde 2021, refletindo um fortalecimento significativo do mercado de bezerros no estado.
Observando a melhora contínua das cotações do bezerro, as projeções para 2026, segundo o Imea, indicam uma tendência de aumento na retenção de fêmeas. Essa movimentação tende a reduzir a oferta de animais, favorecendo a manutenção dos preços do bezerro em altos níveis e garantindo margens ainda mais favoráveis para o sistema de cria.

A preferência chinesa pela soja brasileira é sustentada por uma relação de preços favoráveis, apesar das pressões no mercado interno devido ao câmbio valorizado e avanço da colheita. Segundo Anderson Nacaxe, CEO da Oken.Finance, os preços voltaram a mínimas, aumentando a dependência da demanda externa para o escoamento da produção nacional. O acesso a esse conteúdo é exclusivo para usuários cadastrados no Agrolink.

O IPCA-15 subiu 0,20% em janeiro, ligeiramente inferior à alta de 0,25% em dezembro. Em 12 meses, o índice acumula aumento de 4,50%. Habitação e Transportes caíram, enquanto Saúde e cuidados pessoais lideraram o aumento com alta de 0,81%. Alimentação e bebidas aceleraram, com alta influenciada por tomates e batata-inglesa. Embora passagens aéreas e transporte urbano tenham caído em Transportes, combustíveis subiram 1,25%.

O setor de lácteos da Argentina, em 2025, alcançou seu melhor desempenho externo em 12 anos, graças à modernização da cadeia produtiva e condições de mercado favoráveis. O país exportou 425.042 toneladas de produtos lácteos, gerando US$ 1,69 bilhão, um aumento de 11% em volume e 20% em valor em relação ao ano anterior. O volume exportado representou 27% da produção nacional, que atingiu 11,618 bilhões de litros, o maior da década. O leite em pó integral liderou as exportações, com o Brasil como principal parceiro. A expansão do setor leiteiro integra um crescimento mais amplo do agronegócio argentino.

A soja teve queda nos preços no Paraná e em Paranaguá, com desvalorizações de 1,12% e 2,18%, respectivamente. No interior do Paraná, a saca é cotada a R$ 119,83, enquanto no litoral chega a R$ 124,76. Em contraste, o trigo presenta reajustes para cima, com aumentos de 0,13% no Paraná (R$ 1.176,36 por tonelada) e 0,31% no Rio Grande do Sul (R$ 1.057,34 por tonelada). A padronização da saca em 60 kg facilita a comercialização e monitoramento de preços.

As importações brasileiras de fertilizantes atingiram um recorde histórico de 45,5 milhões de toneladas em 2025, superando o total de 44,28 milhões de toneladas em 2024, conforme o Boletim Logístico divulgado pela Conab. Esse aumento de 2,68% destaca a confiança do setor agrícola no Brasil, com Mato Grosso, Paraná e São Paulo liderando o consumo. O crescimento nas importações apoia o planejamento para expansão da área plantada e melhorias na produtividade, reforçando a robustez da cadeia de suprimentos agrícolas no país.