
A neofobia alimentar, que caracteriza o medo ou rejeição a novos alimentos, emerge como um obstáculo significativo para o consumo de alimentos à base de insetos. Segundo um estudo realizado pela Embrapa Agroindústria de Alimentos (RJ), grilos e larvas apresentam um potencial promissor como fontes de proteína acessíveis e sustentáveis.
As estratégias para superar essa resistência inicial envolvem o uso de imagens atrativas e informações sobre os benefícios à saúde e sustentabilidade dos produtos. Tais abordagens demonstraram ser eficazes ao aumentar a aceitação de biscoitos e snacks feitos de insetos, especialmente entre consumidores que valorizam o bem-estar e as questões ambientais.
Em resposta a essas inovações, o Ministério da Agricultura e Pecuária está desenvolvendo uma legislação específica para a produção e consumo de alimentos à base de insetos. O objetivo é assegurar padrões de higiene e segurança alimentar, ao mesmo tempo em que se promovem campanhas educativas para facilitar a adoção desses produtos no mercado brasileiro.
Os dados coletados no estudo da Embrapa estão sendo utilizados para embasar essa regulamentação, garantindo um processo produtivo seguro e bem controlado. Importante destacar que os insetos empregados são criados em cativeiro sob rigorosos controles, diferindo dos encontrados naturalmente.
A escolha da Embrapa por testar biscoitos e snacks não é mero acaso. Aproximadamente 51% dos produtos à base de insetos comercializados globalmente consistem em petiscos. No Brasil, onde o consumo de biscoitos é bastante elevado, esta abordagem é vista como a mais viável para introduzir esses produtos na dieta cotidiana.
"A familiaridade é o segredo para vencer a neofobia alimentar", afirma Rosires Deliza, pesquisadora da Embrapa.
Deliza argumenta que uma vez que os insetos são integrados a farinhas e utilizados em receitas familiares, como biscoitos, a resistência ao consumo diminui significativamente.
Segundo o pesquisador Romano, informações claras sobre os benefícios à saúde não só aumentaram o desejo dos consumidores de comprar biscoitos de insetos, mas também melhoraram a percepção de sustentabilidade associada a esses produtos. Para as indústrias de marketing e empresas alimentícias, o desafio é desenvolver campanhas educacionais e promover sessões de degustação para incentivar o público a adotar esses novos alimentos.
Em um cenário de crescimento populacional mundial, os alimentos à base de insetos se destacam como uma solução viável e ecológica para garantir a segurança alimentar global. Os esforços combinados da Embrapa e do Ministério da Agricultura fortalecem a possibilidade de o Brasil se tornar um líder nesse setor emergente.

Sumário: Em entrevista realizada durante um dia de campo na lavoura de milho safrinha, Fábio Christovam, da RouteLife & AgroShield Seguros, explica como o seguro agrícola funciona como ferramenta de estabilidade para produtores. O destaque é o planejamento antecipado para entrar na fila da subvenção governamental federal e estadual, que reduz o custo da proteção. Mesmo quem já foi plantado pode contratar, mediante avaliação técnica, com a vantagem da cobertura de replantio caso haja atraso na emergência das plantas devido às chuvas. O seguro é dividido em estágios: replantio até 15 cm e, depois, a cobertura básica contra eventos climáticos severos. Em caso de sinistro, peritos avaliam o laudo inicial, e na colheita ocorre nova perícia para validar a produtividade, liberando indenização pela diferença entre o garantido e o rendimento efetivo. A RouteLife oferece portfólio amplo para o agronegócio, com visitas técnicas às propriedades, cotações personalizadas sem custo e atendimento no campo e na cidade; seguros de vida, automóveis e empresariais também integram a oferta.

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O vereador Pedro Kawai (PSDB) visitou a SCI-AGRO, empresa vencedora na categoria de médio porte no 18º Destaque Industrial promovido pelo Ciesp-Piracicaba. A premiação, que homenageou 15 empresas em 2025, reconhece indústrias de vários portes e uma categoria especial com impacto econômico e social significativo. Durante a visita, Kawai conheceu a estrutura e o funcionamento da SCI-AGRO, um laboratório de análises químicas e biológicas que contribui para o desenvolvimento da região. A empresa destaca-se por seu rigor técnico, empregando mais de 100 colaboradores.

O Sistema Faep e outras entidades do setor agropecuário entregaram um documento ao Instituto Água e Terra solicitando ajustes nas regras de licenciamento ambiental no Paraná. A proposta visa simplificar processos burocráticos que impactam cadeias produtivas como bovinocultura e avicultura, que atualmente enfrentam insegurança jurídica. Paralelamente, o Hackathon Show Rural Digital Coopavel, marcado para fevereiro, busca soluções inovadoras para o agronegócio, destacando-se como um impulsionador da transformação digital no setor. Em Goiás, o Valor Bruto da Produção Agropecuária cresceu 13,6% em 2025, reforçado principalmente pela soja, bovinocultura e milho. O Relatório de Perspectivas para Commodities 2026 da StoneX aponta uma estabilidade no setor de commodities, com riscos geopolíticos e impactos nos custos de fertilizantes. A economia global mostra crescimento, mas enfrenta incertezas políticas e econômicas.

A fruticultura de Santa Catarina celebra uma melhora nas exportações de maçãs com a realização de inspeções fitossanitárias diretamente nos packing houses, fortalecendo a segurança e a credibilidade do produto. Essa decisão, fruto de uma parceria entre entidades como a Faesc e ABPM, garante conformidade sanitária e solidifica a competitividade do estado, consolidando-o como referência na produção de maçãs no Brasil. Além disso, a Reforma Tributária, em vigor a partir de 2026, trará mudanças significativas para os produtores, como a introdução do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), demandando adaptação e planejamento tributário. A implementação da Nota Fiscal Fácil e do CNPJ Alfanumérico são outras inovações que prometem simplificar processos fiscais e melhorar a identificação dos produtores.