
O Estado do Paraná está experimentando condições climáticas que beneficiam o desenvolvimento das principais culturas agrícolas entre os dias 13 e 19 de janeiro. De acordo com o boletim do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), as chuvas típicas de verão, combinadas com temperaturas elevadas, têm promovido o crescimento vigoroso das lavouras e o avanço das colheitas em várias regiões.
Após um início de semana com chuvas irregulares, o tempo firme prevaleceu na quarta-feira, trazendo precipitações mais concentradas para o Leste do estado. Com o fim de semana se aproximando, ocorreram novas pancadas generalizadas em quase todo o Paraná, alternadas por períodos de sol. Na segunda-feira, houve uma redução nas instabilidades, mas as regiões Leste e Centro-Sul ainda registraram maior nebulosidade.
A safra de soja 2025/26 apresenta um desenvolvimento robusto na maioria das áreas, com as fazendas variando entre as fases de floração, frutificação e enchimento de grãos. As chuvas recentes contribuíram para o crescimento das plantas, embora a precipitação irregular em algumas regiões mantenha os agricultores em alerta, especialmente em solos mais leves e áreas de plantio tardio. A colheita começou pontualmente e deve se intensificar nas próximas semanas.
A primeira safra de milho também está mostrando resultados positivos. Muitas regiões já atingiram a maturação fisiológica ou estão finalizando o ciclo, com produtividades dentro do esperado nas áreas iniciais de colheita. De acordo com o Deral, o plantio do milho da segunda safra está avançando nas áreas já colhidas de feijão.
A colheita do feijão da primeira safra está em estágio avançado ou final em grande parte do estado. Enquanto algumas áreas foram afetadas por adversidades climáticas durante o ciclo, outras obtiveram resultados satisfatórios. O mercado mostrou sinais de recuperação durante a semana.
A colheita da primeira safra de batata está avançada, com boa qualidade e produtividade, embora os preços de comercialização estejam abaixo do esperado. Outras culturas, como cana-de-açúcar e mandioca, também apresentam quadros promissores graças às condições climáticas favoráveis. As pastagens estão se recuperando expressivamente, garantindo boas condições para os rebanhos.
Na fruticultura, a colheita de pêssego, ameixa, nectarina, acerola, goiaba e abacaxi está em ritmo acelerado, com os frutos apresentando boa qualidade e normalidade na comercialização. As hortaliças também seguem com desenvolvimento consistente, garantindo oferta regular ao mercado.
Com expectativas de intensificação das colheitas nas próximas semanas, os agricultores permanecem atentos às condições climáticas futuras que poderão impactar a produtividade das safras.

A preferência chinesa pela soja brasileira é sustentada por uma relação de preços favoráveis, apesar das pressões no mercado interno devido ao câmbio valorizado e avanço da colheita. Segundo Anderson Nacaxe, CEO da Oken.Finance, os preços voltaram a mínimas, aumentando a dependência da demanda externa para o escoamento da produção nacional. O acesso a esse conteúdo é exclusivo para usuários cadastrados no Agrolink.

O IPCA-15 subiu 0,20% em janeiro, ligeiramente inferior à alta de 0,25% em dezembro. Em 12 meses, o índice acumula aumento de 4,50%. Habitação e Transportes caíram, enquanto Saúde e cuidados pessoais lideraram o aumento com alta de 0,81%. Alimentação e bebidas aceleraram, com alta influenciada por tomates e batata-inglesa. Embora passagens aéreas e transporte urbano tenham caído em Transportes, combustíveis subiram 1,25%.

O setor de lácteos da Argentina, em 2025, alcançou seu melhor desempenho externo em 12 anos, graças à modernização da cadeia produtiva e condições de mercado favoráveis. O país exportou 425.042 toneladas de produtos lácteos, gerando US$ 1,69 bilhão, um aumento de 11% em volume e 20% em valor em relação ao ano anterior. O volume exportado representou 27% da produção nacional, que atingiu 11,618 bilhões de litros, o maior da década. O leite em pó integral liderou as exportações, com o Brasil como principal parceiro. A expansão do setor leiteiro integra um crescimento mais amplo do agronegócio argentino.

A soja teve queda nos preços no Paraná e em Paranaguá, com desvalorizações de 1,12% e 2,18%, respectivamente. No interior do Paraná, a saca é cotada a R$ 119,83, enquanto no litoral chega a R$ 124,76. Em contraste, o trigo presenta reajustes para cima, com aumentos de 0,13% no Paraná (R$ 1.176,36 por tonelada) e 0,31% no Rio Grande do Sul (R$ 1.057,34 por tonelada). A padronização da saca em 60 kg facilita a comercialização e monitoramento de preços.

As importações brasileiras de fertilizantes atingiram um recorde histórico de 45,5 milhões de toneladas em 2025, superando o total de 44,28 milhões de toneladas em 2024, conforme o Boletim Logístico divulgado pela Conab. Esse aumento de 2,68% destaca a confiança do setor agrícola no Brasil, com Mato Grosso, Paraná e São Paulo liderando o consumo. O crescimento nas importações apoia o planejamento para expansão da área plantada e melhorias na produtividade, reforçando a robustez da cadeia de suprimentos agrícolas no país.