
Recorde na Safra de Soja Brasileira em 2026: Previsões Atualizadas da Consultoria Safras & Mercado
A colheita de soja no Brasil está progredindo bem, com expectativas de uma safra recorde de 179,28 milhões de toneladas, um aumento de 4,3% em relação à temporada anterior. A área plantada cresceu 1,5%, atingindo 48,33 milhões de hectares, e a produtividade média deve chegar a 3.728 quilos por hectare. Os estados do Centro-Oeste e Sudeste, além do Rio Grande do Sul, apresentam perspectivas favoráveis, enquanto o Nordeste enfrenta desafios climáticos. As exportações em 2026 estão projetadas para 105 milhões de toneladas, uma queda de 3% em comparação com 2025, enquanto o esmagamento deve atingir 60 milhões de toneladas. A oferta total de soja aumentará 5%, com estoques finais subindo 241%.
A colheita de soja no Brasil avança com resultados promissores. De acordo com a consultoria Safras & Mercado, o país está a caminho de colher a maior safra de sua história, estimada em 179,28 milhões de toneladas, um aumento de 4,3% em relação à temporada anterior de 171,84 milhões.
A área plantada também deve crescer 1,5%, totalizando 48,33 milhões de hectares em comparação aos 47,64 milhões no ciclo anterior. A produtividade média projetada é de 3.728 quilos por hectare, superando os 3.625 quilos da temporada passada.
O especialista Rafael Silveira da Safras afirma que as condições são favoráveis para 2026, sinalizando para mais uma safra recorde. “À medida que a colheita progride, espera-se que as produtividades entrem em evidência, confirmando a robustez dos números”, comenta.
Perspectivas regionais evidenciam um cenário diversificado:
- Centro-Oeste: Houve melhorias nas estimativas de Minas Gerais, com a produção estadual prevista em 9,6 milhões de toneladas. Goiás também apresenta um cenário positivo devido a condições climáticas favoráveis, enquanto em Mato Grosso a expectativa se mantém em 49,7 milhões de toneladas.
- Paraná: O estado espera boas produtividades, com uma média estimada de 62,5 sacas por hectare.
- Nordeste: Atrasos no plantio e condições climáticas adversas levaram a uma redução do potencial produtivo regional. No entanto, este impacto é limitado no contexto nacional.
Os especialistas esperam que volumes significativos comecem a ser entregues a partir de fevereiro e março, apesar dos desafios enfrentados em algumas regiões.
No cenário das exportações, projeta-se um total de 105 milhões de toneladas para 2026, uma redução em comparação às 108,2 milhões de 2025. Este é um ajuste em relação à estimativa anterior de 109 milhões de toneladas mencionada em novembro.
Para o esmagamento, Safras prevê 60 milhões de toneladas em 2026, em contraste com 58,5 milhões no ano anterior. Importações não estão previstas para 2026, enquanto 2025 registrará 969 mil toneladas.
Em termos de oferta e demanda, a produção total de soja deverá aumentar 5%, atingindo 183,79 milhões de toneladas, com a demanda total projetada em 168,42 milhões de toneladas, uma leve queda de 1% em comparação ao ano anterior. Os estoques finais poderão crescer substancialmente, aumentando de 4,51 milhões para 15,37 milhões de toneladas.
Rafael Silveira destaca que a oferta abundante e o esmagamento crescente influenciarão o mercado em 2026, apontando para a produção de 47,4 milhões de toneladas de farelo e 11,7 milhões de toneladas de óleo de soja.



