
O setor de agronegócio brasileiro está projetando um marco histórico no processamento de soja para o ano de 2026, de acordo com os números mais recentes divulgados pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove). Com uma previsão revisada para 61 milhões de toneladas, essa cifra representa um aumento de 0,8% em comparação à estimativa anterior de 60,5 milhões de toneladas. Este crescimento destaca-se ainda mais quando projetado perante o ano de 2025, indicando um salto de 4,3% no processamento.
Consolidando sua posição como produto agrícola principal, a soja desempenha um papel crucial no agronegócio brasileiro, impulsionando as exportações do país. São poucos os países que se equiparam ao Brasil no cenário global, onde junto com Estados Unidos e Argentina, forma o poderoso trio que controla aproximadamente 80% da produção mundial de soja. No grupo, o Brasil sobressai com uma projeção de participação de 40% no total global.
Dentro das fronteiras brasileiras, o estado do Mato Grosso permanece como o maior produtor de soja, representando cerca de 30% da safra nacional. Minas Gerais, tradicionalmente conhecido pela produção de café, também ganha projeção no cenário da soja, com estimativas indicando uma safra de 9,54 milhões de toneladas para o período 2025-2026. Este crescimento é expressivo, representando um aumento de 1,8% em relação ao ciclo anterior, com colheitas realizadas em uma área de 2,41 milhões de hectares.
No cenário internacional, o mercado é de vital importância para o escoamento da crescente produção brasileira de soja. A China desponta como um dos maiores compradores, garantindo a relevância estratégica dessa commodity para a balança comercial do Brasil. Nos mercados externos, o grão brasileiro tem ampla utilização na alimentação animal, reforçando ainda mais sua vitalidade econômica.

A preferência chinesa pela soja brasileira é sustentada por uma relação de preços favoráveis, apesar das pressões no mercado interno devido ao câmbio valorizado e avanço da colheita. Segundo Anderson Nacaxe, CEO da Oken.Finance, os preços voltaram a mínimas, aumentando a dependência da demanda externa para o escoamento da produção nacional. O acesso a esse conteúdo é exclusivo para usuários cadastrados no Agrolink.

O IPCA-15 subiu 0,20% em janeiro, ligeiramente inferior à alta de 0,25% em dezembro. Em 12 meses, o índice acumula aumento de 4,50%. Habitação e Transportes caíram, enquanto Saúde e cuidados pessoais lideraram o aumento com alta de 0,81%. Alimentação e bebidas aceleraram, com alta influenciada por tomates e batata-inglesa. Embora passagens aéreas e transporte urbano tenham caído em Transportes, combustíveis subiram 1,25%.

O setor de lácteos da Argentina, em 2025, alcançou seu melhor desempenho externo em 12 anos, graças à modernização da cadeia produtiva e condições de mercado favoráveis. O país exportou 425.042 toneladas de produtos lácteos, gerando US$ 1,69 bilhão, um aumento de 11% em volume e 20% em valor em relação ao ano anterior. O volume exportado representou 27% da produção nacional, que atingiu 11,618 bilhões de litros, o maior da década. O leite em pó integral liderou as exportações, com o Brasil como principal parceiro. A expansão do setor leiteiro integra um crescimento mais amplo do agronegócio argentino.

A soja teve queda nos preços no Paraná e em Paranaguá, com desvalorizações de 1,12% e 2,18%, respectivamente. No interior do Paraná, a saca é cotada a R$ 119,83, enquanto no litoral chega a R$ 124,76. Em contraste, o trigo presenta reajustes para cima, com aumentos de 0,13% no Paraná (R$ 1.176,36 por tonelada) e 0,31% no Rio Grande do Sul (R$ 1.057,34 por tonelada). A padronização da saca em 60 kg facilita a comercialização e monitoramento de preços.

As importações brasileiras de fertilizantes atingiram um recorde histórico de 45,5 milhões de toneladas em 2025, superando o total de 44,28 milhões de toneladas em 2024, conforme o Boletim Logístico divulgado pela Conab. Esse aumento de 2,68% destaca a confiança do setor agrícola no Brasil, com Mato Grosso, Paraná e São Paulo liderando o consumo. O crescimento nas importações apoia o planejamento para expansão da área plantada e melhorias na produtividade, reforçando a robustez da cadeia de suprimentos agrícolas no país.