
Produção de Soja no Brasil: Expectativas Altas para a Safra 2025/26
A produção brasileira de soja continua a apresentar sinais promissores, de acordo com a nova projeção da consultoria AgRural. A estimativa agora calcula uma produção de 181 milhões de toneladas para a safra 2025/26, demonstrando um aumento significativo de aproximadamente 600 mil toneladas em comparação com a previsão anterior.
O avanço da colheita, que já alcançou 4,9% da área cultivada até a última quinta-feira, sinaliza um cenário otimista para a produção geral. Este progresso é visível principalmente em estados-chave como Mato Grosso e Paraná, onde a colheita tem evoluído rapidamente. Além disso, a temporada de colheita está em fase inicial em outros estados brasileiros.
Em um desenvolvimento paralelo, a AgRural também atualizou suas previsões para a produção total de milho no mesmo ciclo, englobando as três safras do ano, para 136,6 milhões de toneladas, ligeiramente superior à estimativa de dezembro, que era de 136 milhões. Estes números reforçam ainda mais a posição de destaque do Brasil como um dos maiores produtores de grãos no cenário global.
Com o aumento das projeções tanto para soja quanto para milho, a expectativa é que o Brasil continue a fortalecer sua presença no mercado internacional de grãos, atraindo investidores e fortalecendo a economia local.

A preferência chinesa pela soja brasileira é sustentada por uma relação de preços favoráveis, apesar das pressões no mercado interno devido ao câmbio valorizado e avanço da colheita. Segundo Anderson Nacaxe, CEO da Oken.Finance, os preços voltaram a mínimas, aumentando a dependência da demanda externa para o escoamento da produção nacional. O acesso a esse conteúdo é exclusivo para usuários cadastrados no Agrolink.

O IPCA-15 subiu 0,20% em janeiro, ligeiramente inferior à alta de 0,25% em dezembro. Em 12 meses, o índice acumula aumento de 4,50%. Habitação e Transportes caíram, enquanto Saúde e cuidados pessoais lideraram o aumento com alta de 0,81%. Alimentação e bebidas aceleraram, com alta influenciada por tomates e batata-inglesa. Embora passagens aéreas e transporte urbano tenham caído em Transportes, combustíveis subiram 1,25%.

O setor de lácteos da Argentina, em 2025, alcançou seu melhor desempenho externo em 12 anos, graças à modernização da cadeia produtiva e condições de mercado favoráveis. O país exportou 425.042 toneladas de produtos lácteos, gerando US$ 1,69 bilhão, um aumento de 11% em volume e 20% em valor em relação ao ano anterior. O volume exportado representou 27% da produção nacional, que atingiu 11,618 bilhões de litros, o maior da década. O leite em pó integral liderou as exportações, com o Brasil como principal parceiro. A expansão do setor leiteiro integra um crescimento mais amplo do agronegócio argentino.

A soja teve queda nos preços no Paraná e em Paranaguá, com desvalorizações de 1,12% e 2,18%, respectivamente. No interior do Paraná, a saca é cotada a R$ 119,83, enquanto no litoral chega a R$ 124,76. Em contraste, o trigo presenta reajustes para cima, com aumentos de 0,13% no Paraná (R$ 1.176,36 por tonelada) e 0,31% no Rio Grande do Sul (R$ 1.057,34 por tonelada). A padronização da saca em 60 kg facilita a comercialização e monitoramento de preços.

As importações brasileiras de fertilizantes atingiram um recorde histórico de 45,5 milhões de toneladas em 2025, superando o total de 44,28 milhões de toneladas em 2024, conforme o Boletim Logístico divulgado pela Conab. Esse aumento de 2,68% destaca a confiança do setor agrícola no Brasil, com Mato Grosso, Paraná e São Paulo liderando o consumo. O crescimento nas importações apoia o planejamento para expansão da área plantada e melhorias na produtividade, reforçando a robustez da cadeia de suprimentos agrícolas no país.