
Mercado de Arroz no Rio Grande do Sul Enfrenta Pressão Apesar de Oferta Restrita
O mercado de arroz em casca no Rio Grande do Sul enfrenta uma situação de pressão, isso mesmo diante de uma oferta que se mostra mais restrita no momento. Especialistas do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) atribuem essa limitação principalmente à estratégia dos produtores em priorizar contratos de exportação, o que acaba por reduzir o volume que é disponibilizado para negociação no curto prazo.
Apesar deste cenário desafiador no presente, há sinais que apontam para um futuro mais abastecido. Dados fornecidos pelo USDA indicam um aumento nos estoques iniciais do Brasil, acompanhado das expectativas de uma ampliação na oferta no mercado global para o biênio de 2025/26. Essa perspectiva sugere uma disponibilidade estruturalmente maior ao longo da cadeia de suprimento.
Os embarques globais também apresentam crescimento nas projeções, com uma expectativa de que atinjam 62,8 milhões de toneladas de arroz beneficiado. Este valor representa um aumento de 5,2% em comparação à temporada anterior, denotando um potencial de crescimento considerável nas exportações. Em termos de produção, a expectativa mundial é de atingir a marca de 541,16 milhões de toneladas.
Essas informações fornecidas pelo USDA e monitoradas pelo Cepea demonstram que, mesmo com o cenário atual de restrição imediata devido à força nas exportações, o mercado de arroz tem perspectivas de crescimento e ampla disponibilidade futura tanto no Brasil quanto globalmente.
Com um olhar para o futuro, os produtores e empresários do setor devem se preparar para um cenário de maior oferta, que poderá permitir condições de negociação mais favoráveis e sustentáveis. Este equilíbrio entre exportação e oferta interna será crucial para consolidar o mercado de arroz brasileiro em um contexto global cada vez mais dinâmico e competitivo.

A preferência chinesa pela soja brasileira é sustentada por uma relação de preços favoráveis, apesar das pressões no mercado interno devido ao câmbio valorizado e avanço da colheita. Segundo Anderson Nacaxe, CEO da Oken.Finance, os preços voltaram a mínimas, aumentando a dependência da demanda externa para o escoamento da produção nacional. O acesso a esse conteúdo é exclusivo para usuários cadastrados no Agrolink.

O IPCA-15 subiu 0,20% em janeiro, ligeiramente inferior à alta de 0,25% em dezembro. Em 12 meses, o índice acumula aumento de 4,50%. Habitação e Transportes caíram, enquanto Saúde e cuidados pessoais lideraram o aumento com alta de 0,81%. Alimentação e bebidas aceleraram, com alta influenciada por tomates e batata-inglesa. Embora passagens aéreas e transporte urbano tenham caído em Transportes, combustíveis subiram 1,25%.

O setor de lácteos da Argentina, em 2025, alcançou seu melhor desempenho externo em 12 anos, graças à modernização da cadeia produtiva e condições de mercado favoráveis. O país exportou 425.042 toneladas de produtos lácteos, gerando US$ 1,69 bilhão, um aumento de 11% em volume e 20% em valor em relação ao ano anterior. O volume exportado representou 27% da produção nacional, que atingiu 11,618 bilhões de litros, o maior da década. O leite em pó integral liderou as exportações, com o Brasil como principal parceiro. A expansão do setor leiteiro integra um crescimento mais amplo do agronegócio argentino.

A soja teve queda nos preços no Paraná e em Paranaguá, com desvalorizações de 1,12% e 2,18%, respectivamente. No interior do Paraná, a saca é cotada a R$ 119,83, enquanto no litoral chega a R$ 124,76. Em contraste, o trigo presenta reajustes para cima, com aumentos de 0,13% no Paraná (R$ 1.176,36 por tonelada) e 0,31% no Rio Grande do Sul (R$ 1.057,34 por tonelada). A padronização da saca em 60 kg facilita a comercialização e monitoramento de preços.

As importações brasileiras de fertilizantes atingiram um recorde histórico de 45,5 milhões de toneladas em 2025, superando o total de 44,28 milhões de toneladas em 2024, conforme o Boletim Logístico divulgado pela Conab. Esse aumento de 2,68% destaca a confiança do setor agrícola no Brasil, com Mato Grosso, Paraná e São Paulo liderando o consumo. O crescimento nas importações apoia o planejamento para expansão da área plantada e melhorias na produtividade, reforçando a robustez da cadeia de suprimentos agrícolas no país.