
Acordo Mercosul-UE: Exportações do Agronegócio Brasileiro Podem Crescer US$ 5 Bi Anuais com Tarifas Zero em 2026
O acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia poderá adicionar cerca de US$ 5 bilhões por ano às exportações do agronegócio brasileiro, conforme estimado pelo Ministério da Agricultura. O impacto será gradual, com maior efeito em até cinco anos após a entrada em vigor, eliminando a maioria das tarifas. A UE, já o segundo maior destino das exportações agrícolas brasileiras, pode ver um aumento das vendas anuais de US$ 25,2 bilhões para US$ 30 bilhões. O tratado de livre comércio melhora o acesso tarifário ao mercado europeu para produtos do Mercosul. Frutas e café terão tarifa zero, enquanto outros produtos enfrentam reduções graduais ou cotas. As cotas serão divididas entre os países do Mercosul, com o Brasil esperado para liderar devido à sua importância produtiva. A aplicação provisória do acordo, esperada para o segundo semestre de 2026, ainda aguarda ratificação final.
Impacto do Acordo Comercial Mercosul-União Europeia no Agronegócio Brasileiro
O acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE) tem potencial para incrementar as exportações do agronegócio brasileiro em cerca de US$ 5 bilhões por ano, conforme estimativas do Ministério da Agricultura do Brasil. Prevê-se que os efeitos desse pacto sejam percebidos de forma gradativa, com impacto mais significativo em até cinco anos após sua implementação, quando a maior parte das tarifas comerciais será eliminada.
Atualmente, a União Europeia se destaca como o segundo maior destino dos produtos agrícolas brasileiros, totalizando aproximadamente US$ 25,2 bilhões em exportações anuais, o que equivale a cerca de 14,9% das transações externas do setor. Com a assinatura do acordo, esse volume pode se aproximar de US$ 30 bilhões por ano.
Melhorias nas Condições Tarifárias
O tratado de livre comércio proporcionará melhores condições tarifárias para que os produtos do Mercosul acessem o mercado europeu, visto como um dos mais lucrativos do mundo devido à alta renda per capita dos consumidores.
De acordo com o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Luis Rua, os impactos podem variar conforme o setor produtivo, já que cada produto possui um cronograma específico de desgravação tarifária — algumas poderão ocorrer de forma imediata e outras de maneira progressiva.
"O acordo é positivo no curto, médio e longo prazo e estimula setores ainda pouco internacionalizados a acessar um mercado estratégico com vantagens tarifárias", afirmou Rua.
Produtos Destaque: Frutas e Café
Entre os produtos que ganharão destaque nesse acordo estão as frutas e o café, que terão acesso com tarifa zero e sem cotas. Alguns exemplos incluem:
- Café
- Abacate
- Limão e lima
- Melão
- Melancia
- Uva de mesa
- Maçã
Por outro lado, produtos agropecuários considerados sensíveis pela UE, como açúcar, etanol, arroz, mel, milho, queijos e cachaça, terão tarifas reduzidas gradualmente ou acesso aos mercados europeus por meio de cotas.
Distribuição de Cotas e Papel do Brasil
As cotas serão distribuídas entre os países do Mercosul, com expectativa de que o Brasil, devido à sua relevância produtiva e exportadora, absorva a maior parte. A definição dessas cotas será realizada por meio de fóruns técnicos do bloco, com participação ativa de governos e setores privados.
Quando o Acordo Entra em Vigor?
Embora o Parlamento Europeu tenha solicitado uma revisão jurídica do acordo, a Comissão Europeia já demonstrou disposição para uma aplicação provisória do tratado. O governo brasileiro tem como perspectiva que o acordo entre em vigor no segundo semestre de 2026.
Resumo dos Pontos Principais
- Impacto Estimado: + US$ 5 bilhões/ano nas exportações do agronegócio
- Prazo: Até 5 anos após a vigência
- Mercado: União Europeia como segundo maior destino das exportações agrícolas brasileiras
- Destaques: Café e frutas com tarifa zero
- Status: Ratificação em andamento




