
O acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE) tem potencial para incrementar as exportações do agronegócio brasileiro em cerca de US$ 5 bilhões por ano, conforme estimativas do Ministério da Agricultura do Brasil. Prevê-se que os efeitos desse pacto sejam percebidos de forma gradativa, com impacto mais significativo em até cinco anos após sua implementação, quando a maior parte das tarifas comerciais será eliminada.
Atualmente, a União Europeia se destaca como o segundo maior destino dos produtos agrícolas brasileiros, totalizando aproximadamente US$ 25,2 bilhões em exportações anuais, o que equivale a cerca de 14,9% das transações externas do setor. Com a assinatura do acordo, esse volume pode se aproximar de US$ 30 bilhões por ano.
O tratado de livre comércio proporcionará melhores condições tarifárias para que os produtos do Mercosul acessem o mercado europeu, visto como um dos mais lucrativos do mundo devido à alta renda per capita dos consumidores.
De acordo com o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Luis Rua, os impactos podem variar conforme o setor produtivo, já que cada produto possui um cronograma específico de desgravação tarifária — algumas poderão ocorrer de forma imediata e outras de maneira progressiva.
"O acordo é positivo no curto, médio e longo prazo e estimula setores ainda pouco internacionalizados a acessar um mercado estratégico com vantagens tarifárias", afirmou Rua.
Entre os produtos que ganharão destaque nesse acordo estão as frutas e o café, que terão acesso com tarifa zero e sem cotas. Alguns exemplos incluem:
Por outro lado, produtos agropecuários considerados sensíveis pela UE, como açúcar, etanol, arroz, mel, milho, queijos e cachaça, terão tarifas reduzidas gradualmente ou acesso aos mercados europeus por meio de cotas.
As cotas serão distribuídas entre os países do Mercosul, com expectativa de que o Brasil, devido à sua relevância produtiva e exportadora, absorva a maior parte. A definição dessas cotas será realizada por meio de fóruns técnicos do bloco, com participação ativa de governos e setores privados.
Embora o Parlamento Europeu tenha solicitado uma revisão jurídica do acordo, a Comissão Europeia já demonstrou disposição para uma aplicação provisória do tratado. O governo brasileiro tem como perspectiva que o acordo entre em vigor no segundo semestre de 2026.

Sumário: Em entrevista realizada durante um dia de campo na lavoura de milho safrinha, Fábio Christovam, da RouteLife & AgroShield Seguros, explica como o seguro agrícola funciona como ferramenta de estabilidade para produtores. O destaque é o planejamento antecipado para entrar na fila da subvenção governamental federal e estadual, que reduz o custo da proteção. Mesmo quem já foi plantado pode contratar, mediante avaliação técnica, com a vantagem da cobertura de replantio caso haja atraso na emergência das plantas devido às chuvas. O seguro é dividido em estágios: replantio até 15 cm e, depois, a cobertura básica contra eventos climáticos severos. Em caso de sinistro, peritos avaliam o laudo inicial, e na colheita ocorre nova perícia para validar a produtividade, liberando indenização pela diferença entre o garantido e o rendimento efetivo. A RouteLife oferece portfólio amplo para o agronegócio, com visitas técnicas às propriedades, cotações personalizadas sem custo e atendimento no campo e na cidade; seguros de vida, automóveis e empresariais também integram a oferta.

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O vereador Pedro Kawai (PSDB) visitou a SCI-AGRO, empresa vencedora na categoria de médio porte no 18º Destaque Industrial promovido pelo Ciesp-Piracicaba. A premiação, que homenageou 15 empresas em 2025, reconhece indústrias de vários portes e uma categoria especial com impacto econômico e social significativo. Durante a visita, Kawai conheceu a estrutura e o funcionamento da SCI-AGRO, um laboratório de análises químicas e biológicas que contribui para o desenvolvimento da região. A empresa destaca-se por seu rigor técnico, empregando mais de 100 colaboradores.

O Sistema Faep e outras entidades do setor agropecuário entregaram um documento ao Instituto Água e Terra solicitando ajustes nas regras de licenciamento ambiental no Paraná. A proposta visa simplificar processos burocráticos que impactam cadeias produtivas como bovinocultura e avicultura, que atualmente enfrentam insegurança jurídica. Paralelamente, o Hackathon Show Rural Digital Coopavel, marcado para fevereiro, busca soluções inovadoras para o agronegócio, destacando-se como um impulsionador da transformação digital no setor. Em Goiás, o Valor Bruto da Produção Agropecuária cresceu 13,6% em 2025, reforçado principalmente pela soja, bovinocultura e milho. O Relatório de Perspectivas para Commodities 2026 da StoneX aponta uma estabilidade no setor de commodities, com riscos geopolíticos e impactos nos custos de fertilizantes. A economia global mostra crescimento, mas enfrenta incertezas políticas e econômicas.

A fruticultura de Santa Catarina celebra uma melhora nas exportações de maçãs com a realização de inspeções fitossanitárias diretamente nos packing houses, fortalecendo a segurança e a credibilidade do produto. Essa decisão, fruto de uma parceria entre entidades como a Faesc e ABPM, garante conformidade sanitária e solidifica a competitividade do estado, consolidando-o como referência na produção de maçãs no Brasil. Além disso, a Reforma Tributária, em vigor a partir de 2026, trará mudanças significativas para os produtores, como a introdução do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), demandando adaptação e planejamento tributário. A implementação da Nota Fiscal Fácil e do CNPJ Alfanumérico são outras inovações que prometem simplificar processos fiscais e melhorar a identificação dos produtores.