
As cotações da oleaginosa no mercado interno brasileiro apresentaram uma queda significativa na terceira semana de janeiro. Essa variação nos preços é atribuída a dois fatores principais: a valorização do real em relação ao dólar e a aproximação de uma safra nacional considerada robusta.
Com o recuo do dólar perante o real, os produtos brasileiros tornam-se menos competitivos no exterior, afetando diretamente os prêmios de exportação da oleaginosa. O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) destaca que essa dinâmica exerce pressão sobre o mercado, influenciando as estratégias dos produtores e exportadores.
A expectativa de uma safra considerável está contribuindo para a oferta excessiva de produtos no mercado interno. Isso, por sua vez, impacta os preços locais, uma vez que a abundância de oferta pode levar à diminuição dos valores médios pagos ao produtor.
Os exportadores estão enfrentando desafios adicionais à medida que a concorrência internacional se intensifica. O Brasil, que é um dos maiores exportadores mundiais, precisa ajustar suas estratégias para manter sua posição no mercado global.
Para o futuro próximo, o setor está atento às flutuações cambiais e ao progresso da colheita para melhor adaptar suas operações. É essencial que produtores e exportadores mantenham-se informados sobre as tendências de mercado para otimizar suas ações frente a um cenário econômico dinâmico e desafiador.

A preferência chinesa pela soja brasileira é sustentada por uma relação de preços favoráveis, apesar das pressões no mercado interno devido ao câmbio valorizado e avanço da colheita. Segundo Anderson Nacaxe, CEO da Oken.Finance, os preços voltaram a mínimas, aumentando a dependência da demanda externa para o escoamento da produção nacional. O acesso a esse conteúdo é exclusivo para usuários cadastrados no Agrolink.

O IPCA-15 subiu 0,20% em janeiro, ligeiramente inferior à alta de 0,25% em dezembro. Em 12 meses, o índice acumula aumento de 4,50%. Habitação e Transportes caíram, enquanto Saúde e cuidados pessoais lideraram o aumento com alta de 0,81%. Alimentação e bebidas aceleraram, com alta influenciada por tomates e batata-inglesa. Embora passagens aéreas e transporte urbano tenham caído em Transportes, combustíveis subiram 1,25%.

O setor de lácteos da Argentina, em 2025, alcançou seu melhor desempenho externo em 12 anos, graças à modernização da cadeia produtiva e condições de mercado favoráveis. O país exportou 425.042 toneladas de produtos lácteos, gerando US$ 1,69 bilhão, um aumento de 11% em volume e 20% em valor em relação ao ano anterior. O volume exportado representou 27% da produção nacional, que atingiu 11,618 bilhões de litros, o maior da década. O leite em pó integral liderou as exportações, com o Brasil como principal parceiro. A expansão do setor leiteiro integra um crescimento mais amplo do agronegócio argentino.

A soja teve queda nos preços no Paraná e em Paranaguá, com desvalorizações de 1,12% e 2,18%, respectivamente. No interior do Paraná, a saca é cotada a R$ 119,83, enquanto no litoral chega a R$ 124,76. Em contraste, o trigo presenta reajustes para cima, com aumentos de 0,13% no Paraná (R$ 1.176,36 por tonelada) e 0,31% no Rio Grande do Sul (R$ 1.057,34 por tonelada). A padronização da saca em 60 kg facilita a comercialização e monitoramento de preços.

As importações brasileiras de fertilizantes atingiram um recorde histórico de 45,5 milhões de toneladas em 2025, superando o total de 44,28 milhões de toneladas em 2024, conforme o Boletim Logístico divulgado pela Conab. Esse aumento de 2,68% destaca a confiança do setor agrícola no Brasil, com Mato Grosso, Paraná e São Paulo liderando o consumo. O crescimento nas importações apoia o planejamento para expansão da área plantada e melhorias na produtividade, reforçando a robustez da cadeia de suprimentos agrícolas no país.