
Em 2025, o {{Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE)}} tornou-se protagonista no financiamento do agronegócio paranaense ao registrar R$ 1,26 bilhão em contratos. Este montante evidenciou a agricultura familiar como a maior beneficiada, sublinhando a importância do crédito rural para o desenvolvimento produtivo da região.
O BRDE contabilizou 3.621 operações no Paraná em 2025, e apesar de se manter estável em relação ao ano anterior, um crescimento expressivo de 10% foi observado no período de julho a dezembro, atingindo R$ 850 milhões. Este cenário demonstra uma dinâmica positiva no crédito rural, essencial para financiar atividades produtivas e adquirir insumos agrícolas.
A maior parte dos recursos foi direcionada à agricultura familiar, elemento vital da estrutura agrária do estado. O Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) destacou-se com repasses de R$ 422,9 milhões através de 3.259 contratos, focando em estruturar e melhorar a eficiência produtiva local.
Outra iniciativa relevante foi o Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA), que alocou R$ 277,6 milhões em apenas 25 operações. Este programa visa aumentar a capacidade de armazenamento e minimizar perdas na produção agrícola, fortalecendo a segurança alimentar e a sustentabilidade produtiva no Paraná.
O apoio às cooperativas agroindustriais também foi significativo, com o Programa de Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Produção Agropecuária (Prodecoop) alcançando R$ 178,1 milhões em 38 contratos. Este incentivo busca a modernização e expansão das estruturas produtivas das cooperativas, promovendo maior competitividade e valor agregado ao produto final.
Linhas de crédito dedicadas à inovação e sustentabilidade, como o Inovagro e o RenovAgro, totalizaram R$ 96,5 milhões e R$ 40,4 milhões respectivamente. Esses financiamentos, embora menores, demonstram o compromisso contínuo com a tecnologia e práticas sustentáveis na agricultura paranaense.
Complementando o cenário financeiro, o Banco do Agricultor Paranaense registrou R$ 133 milhões distribuídos em 985 projetos em 2025, acumulando um total de R$ 414 milhões desde sua criação em 2021. Este apoio persistente sublinha a vitalidade de financiar projetos inovadores e sustentáveis no estado.
O encerramento de 2025 do BRDE, com 5.707 novas operações e um total de R$ 2,24 bilhões em financiamentos, sublinha sua solidez e relevância ao suportar o setor agrícola e agroindustrial no Paraná. A robusta carteira de crédito, superando R$ 8,5 bilhões, reflete o compromisso da instituição com o desenvolvimento sustentável e a eficiência produtiva da região.

A preferência chinesa pela soja brasileira é sustentada por uma relação de preços favoráveis, apesar das pressões no mercado interno devido ao câmbio valorizado e avanço da colheita. Segundo Anderson Nacaxe, CEO da Oken.Finance, os preços voltaram a mínimas, aumentando a dependência da demanda externa para o escoamento da produção nacional. O acesso a esse conteúdo é exclusivo para usuários cadastrados no Agrolink.

O IPCA-15 subiu 0,20% em janeiro, ligeiramente inferior à alta de 0,25% em dezembro. Em 12 meses, o índice acumula aumento de 4,50%. Habitação e Transportes caíram, enquanto Saúde e cuidados pessoais lideraram o aumento com alta de 0,81%. Alimentação e bebidas aceleraram, com alta influenciada por tomates e batata-inglesa. Embora passagens aéreas e transporte urbano tenham caído em Transportes, combustíveis subiram 1,25%.

O setor de lácteos da Argentina, em 2025, alcançou seu melhor desempenho externo em 12 anos, graças à modernização da cadeia produtiva e condições de mercado favoráveis. O país exportou 425.042 toneladas de produtos lácteos, gerando US$ 1,69 bilhão, um aumento de 11% em volume e 20% em valor em relação ao ano anterior. O volume exportado representou 27% da produção nacional, que atingiu 11,618 bilhões de litros, o maior da década. O leite em pó integral liderou as exportações, com o Brasil como principal parceiro. A expansão do setor leiteiro integra um crescimento mais amplo do agronegócio argentino.

A soja teve queda nos preços no Paraná e em Paranaguá, com desvalorizações de 1,12% e 2,18%, respectivamente. No interior do Paraná, a saca é cotada a R$ 119,83, enquanto no litoral chega a R$ 124,76. Em contraste, o trigo presenta reajustes para cima, com aumentos de 0,13% no Paraná (R$ 1.176,36 por tonelada) e 0,31% no Rio Grande do Sul (R$ 1.057,34 por tonelada). A padronização da saca em 60 kg facilita a comercialização e monitoramento de preços.

As importações brasileiras de fertilizantes atingiram um recorde histórico de 45,5 milhões de toneladas em 2025, superando o total de 44,28 milhões de toneladas em 2024, conforme o Boletim Logístico divulgado pela Conab. Esse aumento de 2,68% destaca a confiança do setor agrícola no Brasil, com Mato Grosso, Paraná e São Paulo liderando o consumo. O crescimento nas importações apoia o planejamento para expansão da área plantada e melhorias na produtividade, reforçando a robustez da cadeia de suprimentos agrícolas no país.