
Colheita da Safra 2025/26: Otimismo Crescente e Preços em Queda
A colheita da safra de soja 2025/26 no Brasil está avançando em ritmo acelerado, impulsionando o otimismo quanto à produção. De acordo com informações de especialistas, este avanço reflete-se nas perspectivas positivas do setor para a temporada atual.
De acordo com a Pátria Agronegócios, a área já colhida atingiu 5% até agora, um número significativamente à frente dos 1% registrados no mesmo período do ano passado. Este progresso acelerado é liderado pelo estado de Mato Grosso, que já concluiu aproximadamente 14% da área cultivada, comprovando resultados promissores para a safra nacional.
Contudo, mesmo com expectativas elevadas, os preços internos da soja estão em declínio. Na última sexta-feira (23/1), o indicador Cepea/Esalq, com base no porto de Paranaguá (PR), registrou uma queda de 0,53%, com a saca cotada a R$ 128,66. Este movimento de queda nos preços é o quarto consecutivo.
No cenário internacional, a Bolsa de Chicago apresentou movimento contrário. O aumento das vendas do grão nos Estados Unidos elevou os preços, com papéis para entrega em março fechando a sessão cotados a US$ 10,6775 o bushel, uma alta de 0,35%.
Outras regiões do Brasil também refletem a tendência de preços variáveis na soja. Segundo levantamento da AgRural, a saca em Ponta Grossa (PR) foi avaliada a R$ 124. No Rio Grande do Sul, em Passo Fundo, a saca manteve-se estável em R$ 128. Em Primavera do Leste, o preço foi de R$ 107, enquanto em Luís Eduardo Magalhães, a soja terminou o dia cotada a R$ 114,50.
Esses indicadores apontam para um cenário de mercado dinâmico e desafiador, onde produtores e investidores devem se manter atentos às flutuações tanto nacionais quanto internacionais que impactam diretamente no valor do grão brasileiro.
As movimentações atuais no mercado da soja são de extrema importância para o agronegócio brasileiro, que se destaca como um dos maiores produtores e exportadores globais do grão. O acompanhamento contínuo dos preços e das condições de colheita será crucial para o planejamento estratégico no setor, considerando também fatores climáticos e logísticos que podem influenciar os resultados desta safra promissora.

A preferência chinesa pela soja brasileira é sustentada por uma relação de preços favoráveis, apesar das pressões no mercado interno devido ao câmbio valorizado e avanço da colheita. Segundo Anderson Nacaxe, CEO da Oken.Finance, os preços voltaram a mínimas, aumentando a dependência da demanda externa para o escoamento da produção nacional. O acesso a esse conteúdo é exclusivo para usuários cadastrados no Agrolink.

O IPCA-15 subiu 0,20% em janeiro, ligeiramente inferior à alta de 0,25% em dezembro. Em 12 meses, o índice acumula aumento de 4,50%. Habitação e Transportes caíram, enquanto Saúde e cuidados pessoais lideraram o aumento com alta de 0,81%. Alimentação e bebidas aceleraram, com alta influenciada por tomates e batata-inglesa. Embora passagens aéreas e transporte urbano tenham caído em Transportes, combustíveis subiram 1,25%.

O setor de lácteos da Argentina, em 2025, alcançou seu melhor desempenho externo em 12 anos, graças à modernização da cadeia produtiva e condições de mercado favoráveis. O país exportou 425.042 toneladas de produtos lácteos, gerando US$ 1,69 bilhão, um aumento de 11% em volume e 20% em valor em relação ao ano anterior. O volume exportado representou 27% da produção nacional, que atingiu 11,618 bilhões de litros, o maior da década. O leite em pó integral liderou as exportações, com o Brasil como principal parceiro. A expansão do setor leiteiro integra um crescimento mais amplo do agronegócio argentino.

A soja teve queda nos preços no Paraná e em Paranaguá, com desvalorizações de 1,12% e 2,18%, respectivamente. No interior do Paraná, a saca é cotada a R$ 119,83, enquanto no litoral chega a R$ 124,76. Em contraste, o trigo presenta reajustes para cima, com aumentos de 0,13% no Paraná (R$ 1.176,36 por tonelada) e 0,31% no Rio Grande do Sul (R$ 1.057,34 por tonelada). A padronização da saca em 60 kg facilita a comercialização e monitoramento de preços.

As importações brasileiras de fertilizantes atingiram um recorde histórico de 45,5 milhões de toneladas em 2025, superando o total de 44,28 milhões de toneladas em 2024, conforme o Boletim Logístico divulgado pela Conab. Esse aumento de 2,68% destaca a confiança do setor agrícola no Brasil, com Mato Grosso, Paraná e São Paulo liderando o consumo. O crescimento nas importações apoia o planejamento para expansão da área plantada e melhorias na produtividade, reforçando a robustez da cadeia de suprimentos agrícolas no país.