
Em 22 de janeiro, lideranças indígenas do Baixo Tapajós, ao lado de movimentos sociais, tomaram a iniciativa de ocupar o porto em Santarém (PA) operado pela multinacional Cargill. O protesto tem como alvo a proposta de privatização do Rio Tapajós que, segundo os manifestantes, pode trazer impactos negativos para as comunidades locais e o meio ambiente.
Em dezembro passado, o governo federal anunciou um edital de R$ 74 milhões para a gestão do rio Tapajós e realização de dragagens para assegurar sua navegabilidade anual. A proposta, de acordo com o governo, visa beneficiar o escoamento de soja e outras commodities, mesmo em períodos de seca extrema na Amazônia.
As lideranças indígenas e movimentos sociais afirmam que o edital ignora a Consulta Prévia, Livre e Informada, conforme estabelece a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Além disso, alegam a ausência de um Estudo de Impacto Ambiental (EIA), essencial para garantir a legitimidade do processo.
Documentos elaborados por entidades como o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), apontam que a dragagem pode liberar metais pesados na água, como o mercúrio, e aumentar a turbidez, prejudicando a fauna e flora aquática. Esses efeitos afetam diretamente as comunidades que dependem do rio para subsistência.
O Decreto 12.600/2025, assinado pelo Presidente Luís Inácio, insere a privatização dos rios Tapajós, Madeira e Tocantins no Plano Nacional de Desestatização. Tal medida, argumentam os ativistas, favorece interesses da elite agrária e do setor de mineração.
Uma Carta Pública em Defesa do Rio Tapajós, do Território e da Vida foi elaborada pelos participantes do movimento. Eles enfatizam que, além da ameaça à ecologia, o projeto desconsidera a ligação ancestral dos povos indígenas com seu território.
Em resposta às medidas polêmicas, os manifestantes exigem a revogação imediata do Decreto nº 12.600, interrompendo esforços de privatização e mercantilização do Rio Tapajós, além de reafirmar a necessidade de respeitar integralmente os direitos indígenas. A mobilização solicita solidariedade de outros grupos em todo o Estado do Pará.

Sumário: Em entrevista realizada durante um dia de campo na lavoura de milho safrinha, Fábio Christovam, da RouteLife & AgroShield Seguros, explica como o seguro agrícola funciona como ferramenta de estabilidade para produtores. O destaque é o planejamento antecipado para entrar na fila da subvenção governamental federal e estadual, que reduz o custo da proteção. Mesmo quem já foi plantado pode contratar, mediante avaliação técnica, com a vantagem da cobertura de replantio caso haja atraso na emergência das plantas devido às chuvas. O seguro é dividido em estágios: replantio até 15 cm e, depois, a cobertura básica contra eventos climáticos severos. Em caso de sinistro, peritos avaliam o laudo inicial, e na colheita ocorre nova perícia para validar a produtividade, liberando indenização pela diferença entre o garantido e o rendimento efetivo. A RouteLife oferece portfólio amplo para o agronegócio, com visitas técnicas às propriedades, cotações personalizadas sem custo e atendimento no campo e na cidade; seguros de vida, automóveis e empresariais também integram a oferta.

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O vereador Pedro Kawai (PSDB) visitou a SCI-AGRO, empresa vencedora na categoria de médio porte no 18º Destaque Industrial promovido pelo Ciesp-Piracicaba. A premiação, que homenageou 15 empresas em 2025, reconhece indústrias de vários portes e uma categoria especial com impacto econômico e social significativo. Durante a visita, Kawai conheceu a estrutura e o funcionamento da SCI-AGRO, um laboratório de análises químicas e biológicas que contribui para o desenvolvimento da região. A empresa destaca-se por seu rigor técnico, empregando mais de 100 colaboradores.

O Sistema Faep e outras entidades do setor agropecuário entregaram um documento ao Instituto Água e Terra solicitando ajustes nas regras de licenciamento ambiental no Paraná. A proposta visa simplificar processos burocráticos que impactam cadeias produtivas como bovinocultura e avicultura, que atualmente enfrentam insegurança jurídica. Paralelamente, o Hackathon Show Rural Digital Coopavel, marcado para fevereiro, busca soluções inovadoras para o agronegócio, destacando-se como um impulsionador da transformação digital no setor. Em Goiás, o Valor Bruto da Produção Agropecuária cresceu 13,6% em 2025, reforçado principalmente pela soja, bovinocultura e milho. O Relatório de Perspectivas para Commodities 2026 da StoneX aponta uma estabilidade no setor de commodities, com riscos geopolíticos e impactos nos custos de fertilizantes. A economia global mostra crescimento, mas enfrenta incertezas políticas e econômicas.

A fruticultura de Santa Catarina celebra uma melhora nas exportações de maçãs com a realização de inspeções fitossanitárias diretamente nos packing houses, fortalecendo a segurança e a credibilidade do produto. Essa decisão, fruto de uma parceria entre entidades como a Faesc e ABPM, garante conformidade sanitária e solidifica a competitividade do estado, consolidando-o como referência na produção de maçãs no Brasil. Além disso, a Reforma Tributária, em vigor a partir de 2026, trará mudanças significativas para os produtores, como a introdução do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), demandando adaptação e planejamento tributário. A implementação da Nota Fiscal Fácil e do CNPJ Alfanumérico são outras inovações que prometem simplificar processos fiscais e melhorar a identificação dos produtores.