
Mato Grosso do Sul se destacou em 2025 ao consolidar-se como o quinto maior estado exportador de grãos do país. Ficando atrás de Mato Grosso, Goiás, Paraná e Rio Grande do Sul, o estado somou expressivos volumes de exportação conforme o Boletim de Exportação da Aprosoja/MS.
Durante o período, as exportações de soja do estado atingiram 5,7 milhões de toneladas, resultando em uma receita aproximada de US$ 2,3 bilhões. Já o milho registrou a exportação de 1,8 milhão de toneladas, gerando um faturamento estimado em US$ 369 milhões.
A soja teve como principal mercado de destino a China, responsável por 85,5% das compras. Outros mercados incluem o Paquistão e a Tailândia, com 7,5% e 7% respectivamente. Quanto ao milho, o destaque foi a exportação para o Irã (41%), seguido por Japão (18%), Egito (15%), Arábia Saudita (11%), Vietnã (8%), Iraque (3%), e outros países que juntos constituíram 5% do total.
| Produto | Volume Exportado | Receita Gera |
|---|---|---|
| Soja | 5,7 milhões de toneladas | US$ 2,3 bilhões |
| Milho | 1,8 milhão de toneladas | US$ 369 milhões |
No panorama nacional, o estado foi responsável por 5,3% do total de exportações de soja do Brasil, enquanto o milho representou 4,6% do total.
Segundo Mateus Fernandes, economista da Aprosoja/MS, "a expansão e a diversificação dos mercados compradores são cruciais para reforçar o setor. A abertura de novos canais comerciais tende a diversificar destinos, reduzir riscos e aumentar a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional, o que traz perspectivas positivas para o agronegócio nos próximos anos".

A preferência chinesa pela soja brasileira é sustentada por uma relação de preços favoráveis, apesar das pressões no mercado interno devido ao câmbio valorizado e avanço da colheita. Segundo Anderson Nacaxe, CEO da Oken.Finance, os preços voltaram a mínimas, aumentando a dependência da demanda externa para o escoamento da produção nacional. O acesso a esse conteúdo é exclusivo para usuários cadastrados no Agrolink.

O IPCA-15 subiu 0,20% em janeiro, ligeiramente inferior à alta de 0,25% em dezembro. Em 12 meses, o índice acumula aumento de 4,50%. Habitação e Transportes caíram, enquanto Saúde e cuidados pessoais lideraram o aumento com alta de 0,81%. Alimentação e bebidas aceleraram, com alta influenciada por tomates e batata-inglesa. Embora passagens aéreas e transporte urbano tenham caído em Transportes, combustíveis subiram 1,25%.

O setor de lácteos da Argentina, em 2025, alcançou seu melhor desempenho externo em 12 anos, graças à modernização da cadeia produtiva e condições de mercado favoráveis. O país exportou 425.042 toneladas de produtos lácteos, gerando US$ 1,69 bilhão, um aumento de 11% em volume e 20% em valor em relação ao ano anterior. O volume exportado representou 27% da produção nacional, que atingiu 11,618 bilhões de litros, o maior da década. O leite em pó integral liderou as exportações, com o Brasil como principal parceiro. A expansão do setor leiteiro integra um crescimento mais amplo do agronegócio argentino.

A soja teve queda nos preços no Paraná e em Paranaguá, com desvalorizações de 1,12% e 2,18%, respectivamente. No interior do Paraná, a saca é cotada a R$ 119,83, enquanto no litoral chega a R$ 124,76. Em contraste, o trigo presenta reajustes para cima, com aumentos de 0,13% no Paraná (R$ 1.176,36 por tonelada) e 0,31% no Rio Grande do Sul (R$ 1.057,34 por tonelada). A padronização da saca em 60 kg facilita a comercialização e monitoramento de preços.

As importações brasileiras de fertilizantes atingiram um recorde histórico de 45,5 milhões de toneladas em 2025, superando o total de 44,28 milhões de toneladas em 2024, conforme o Boletim Logístico divulgado pela Conab. Esse aumento de 2,68% destaca a confiança do setor agrícola no Brasil, com Mato Grosso, Paraná e São Paulo liderando o consumo. O crescimento nas importações apoia o planejamento para expansão da área plantada e melhorias na produtividade, reforçando a robustez da cadeia de suprimentos agrícolas no país.