
As compras externas de soja pela União Europeia (UE) somaram 8,109 milhões de toneladas desde o início da temporada 2025/26 até 22 de fevereiro, de acordo com números divulgados pela Comissão Europeia. O volume representa uma queda de 11% em relação ao mesmo intervalo da safra anterior, sinalizando um ajuste no ritmo de importações do bloco.
Mesmo com a retração no acumulado, a UE mantém um fluxo constante de compras para abastecer suas indústrias de processamento e a cadeia de ração animal, setores estratégicos para a produção de proteínas e derivados no continente.
Analistas avaliam que a redução pode refletir uma combinação de fatores, como ajuste de estoques em alguns países do bloco e uma maior disponibilidade interna de farelo vegetal, o que tende a influenciar a necessidade de importação da oleaginosa.
No ranking de origens, os Estados Unidos seguem como o principal fornecedor de soja para a UE, com 3,958 milhões de toneladas embarcadas no período, o equivalente a 48,8% do total importado.
O Brasil aparece na segunda posição, com 2,417 milhões de toneladas e participação de 29,8%. Na sequência, destacam-se Ucrânia (865 mil toneladas; 10,7%) e Canadá (760,7 mil toneladas; 9,4%). A Argentina completa a lista, com 50,1 mil toneladas (0,6%).
Origem Volume (toneladas) Participação Estados Unidos 3,958 milhões 48,8% Brasil 2,417 milhões 29,8% Ucrânia 865 mil 10,7% Canadá 760,7 mil 9,4% Argentina 50,1 mil 0,6%
A liderança dos EUA reforça a importância do país no abastecimento do mercado europeu, enquanto o Brasil mantém posição estratégica como segundo maior exportador para o bloco, em um cenário em que a UE segue dependente de volumes externos para sustentar sua cadeia de processamento.
Entre os países membros, a Espanha se destacou como a maior compradora, com 2,115 milhões de toneladas importadas desde o início da temporada até 22 de fevereiro. Em seguida, os Países Baixos registraram 1,993 milhão de toneladas, e a Alemanha aparece na terceira posição, com 1,416 milhão de toneladas.
O grupo dos principais importadores é completado por Itália, com 1,273 milhão de toneladas, e Portugal, com 580,1 mil toneladas.
Espanha: 2,115 milhões de toneladas
Países Baixos: 1,993 milhão de toneladas
Alemanha: 1,416 milhão de toneladas
Itália: 1,273 milhão de toneladas
Portugal: 580,1 mil toneladas
A concentração das compras nesses mercados reflete a relevância de hubs logísticos e industriais para a entrada e o processamento da soja, além da forte demanda ligada à produção de alimentos, rações e derivados.
A queda de 11% no acumulado da temporada é interpretada como um indicador de reequilíbrio no abastecimento, em vez de uma interrupção do consumo. Em termos práticos, a UE segue importando volumes expressivos, mas com possível redução do apetite diante de estoques mais ajustados e mudanças no uso de ingredientes para a alimentação animal.
Em destaque: a União Europeia importou 8,109 milhões de toneladas de soja na temporada 2025/26 até 22 de fevereiro, 11% abaixo do mesmo período da safra anterior, com EUA e Brasil liderando o fornecimento ao bloco.
O cenário também reforça a atenção do mercado para a dinâmica de oferta e demanda entre os principais exportadores e os grandes centros de consumo europeus, especialmente em um momento em que custos, estoques e composição de ingredientes podem influenciar a estratégia de compras.
Dados consolidados pela Comissão Europeia para o início da temporada 2025/26 até 22 de fevereiro.

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