
Levantamento do Indicador Semanal do Etanol do Cepea/Esalq/USP mostra queda nos preços do etanol hidratado e do anidro, com impacto direto sobre custos e decisões do setor energético.
O preço do etanol registrou nova retração nas usinas do Estado de São Paulo na semana mais recente, segundo dados do Indicador Semanal do Etanol calculado pelo Cepea/Esalq/USP. O movimento foi liderado pelo etanol anidro, que teve queda mais intensa, enquanto o etanol hidratado recuou de forma mais moderada.
De acordo com o levantamento, o etanol hidratado apresentou queda de 0,67% no período analisado. Já o etanol anidro, usado na mistura obrigatória com a gasolina, recuou 2,11% nas negociações realizadas diretamente nas unidades produtoras paulistas.
Especialistas do setor acompanham o comportamento semanal do indicador por ele servir como referência para diferentes agentes do mercado, incluindo distribuidores, produtores e consumidores, além de orientar estratégias de comercialização e planejamento de curto prazo dentro da cadeia sucroenergética.
A variação negativa nos dois tipos de etanol sinaliza um cenário de ajuste de preços nas usinas, o que pode refletir mudanças na dinâmica de oferta e demanda, além de expectativas do mercado quanto ao consumo de combustíveis e à competitividade do etanol frente à gasolina.
Destaque: o recuo mais forte do etanol anidro tende a chamar atenção por sua relação direta com a composição da gasolina e com decisões de compra no abastecimento de distribuidoras.
Produto Variação semanal Referência Etanol hidratado -0,67% Usinas de São Paulo Etanol anidro -2,11% Usinas de São Paulo
Embora ambos sejam derivados da cana-de-açúcar e façam parte da matriz de combustíveis do país, hidratado e anidro atendem a funções distintas no mercado:
Etanol hidratado: é o combustível usado diretamente em veículos flex e a etanol, e sua competitividade costuma ser comparada à gasolina no momento do abastecimento.
Etanol anidro: é utilizado na mistura com a gasolina, compondo o produto final distribuído aos postos. Por isso, oscilações no seu preço podem impactar custos na cadeia de distribuição.
Nesse contexto, o acompanhamento do indicador semanal ajuda o mercado a monitorar tendências de curto prazo e a calibrar decisões de compra e venda, especialmente em um ambiente de volatilidade em commodities agrícolas e energéticas.
O Indicador Semanal do Etanol é calculado a partir de informações de negociações no estado de São Paulo, maior polo produtor do país. Por reunir dados de transações no mercado, o índice funciona como termômetro para preços praticados na origem e serve de base para análises e projeções no setor.
Para consumidores e empresas que acompanham o tema, a variação semanal é um sinal importante sobre como o mercado está se comportando, sobretudo em períodos em que o etanol disputa espaço com outros combustíveis.
Em resumo: na semana, os preços do etanol nas usinas paulistas recuaram, com queda de 0,67% no hidratado e de 2,11% no anidro, conforme o indicador do Cepea/Esalq/USP.

O governo do Paraguai decidiu tornar obrigatória a incorporação de etanol com 50% de origem na cana-de-açúcar na gasolina, posição que posiciona o país como nova fronteira de expansão da cana na América do Sul. A regra atual vinha com 30% de etanol, produzido principalmente a partir da cana, que passou a ter prioridade na matriz energética, diminuindo o papel relativo do milho.

O texto aborda a escalada do uso de biomassa para atender usinas térmicas ligadas às agroindústrias, impulsionada pelos investimentos em usinas de etanol de milho em Mato Grosso. A demanda aquém da oferta de biomassa já levou ao uso até de florestas nativas, mas há um movimento público-privado para restringir isso: o Ministério Público de Mato Grosso conseguiu que o governo estadual se comprometa a proibir o uso de floresta nativa para energia até 2035, o que deve acelerar o plantio de eucaliptos, que demoram seis a sete anos para maturar.

Preço e vantagem: o etanol hidratado permanece economicamente mais vantajoso que a gasolina em boa parte do país, com média de preço de 63,7% da gasolina (60,7% em São Paulo) na última semana de maio; para boa parte da frota flex, o rendimento fica em torno de 70% da gasolina (chegando a 75% em modelos mais recentes).

A empresa processou 17,9 milhões de toneladas de cana na safra, 12% abaixo da anterior, e concentrou a produção de açúcar para mitigar o menor esmagamento, com preços fixados próximo de 18 centavos de dólar por libra-peso. Como resultado, o lucro líquido caiu 62%, para 137 milhões de reais, a receita líquida recuou 16%, para 5,7 bilhões, e o EBITDA caiu 29%, para 1,3 bilhão; ainda assim, o desempenho figura entre os três melhores da história da companhia. Em contraste, a Tereos global encerrou a safra com prejuízo de 590 milhões (unit europeia mais afetada). A venda da Usina Andrade à Viralcool ajudou o resultado brasileiro, já que a unidade tem foco em etanol, enquanto o grupo é mais voltado ao açúcar e está em uma região com forte competição por cana. O executivo Santoul aponta a....

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