
Em um cenário em que a soja, tradicionalmente ícone do Cerrado, opera com margens estreitas de 3,8%, o cânhamo desponta como uma promessa revolucionária ao projetar lucros 11 vezes maiores. Nesse contexto, dados de julho de 2025 evidenciam o impacto das mudanças regulatórias promovidas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), pavimentando o caminho para uma migração cultural sem precedentes na história recente do Brasil.
A soja, que ergueu um império no Cerrado, enfrenta desafios econômicos. Enquanto a commodity demanda investimentos altos para margens cada vez mais baixas, o cânhamo industrial surge como uma “nova soja”, prometendo uma lucratividade expressiva e a criação de uma cadeia produtiva anual de R$ 30,5 bilhões.
Para muitos, a comparação entre maconha e cânhamo é um equívoco comum. Para o setor agrícola, a diferença é clara e definida pela biologia e legalidade. O cânhamo contém menos de 0,3% de THC, o que o torna incapaz de gerar efeitos psicoativos. Destaca-se por suas fibras resistentes, caule que pode se transformar em bioplásticos e concreto ecológico, além de flores ricas em CBD, utilizadas na produção de medicamentos.
A safra de soja 2025/2026 traz um cenário de "alto risco, baixa recompensa", com um custo de R$ 6.115,83 por hectare e margens operacionais de apenas R$ 244,17. Em contraste, a cannabis medicinal e industrial demonstra um potencial de receita líquida de R$ 23.306,80 por hectare, uma multiplicação de 11,3 vezes sobre o lucro da soja. Até mesmo as projeções mais conservadoras para o cânhamo oscilam entre R$ 2.800 e R$ 18.400 por hectare.
A adoção do cânhamo industrial, apelidado de “nova soja”, exige um investimento inicial substancial, com estimativas apontando para R$ 104.590,00 por hectare no primeiro ano. Apesar da diminuição nos anos subsequentes, o setor é reservado a profissionais qualificados, o que é reforçado pela decisão do STJ de autorizar somente empresas para o cultivo inicial.
A expectativa regulatória é intensa, com a AGU estendendo prazos para estabelecer normas definitivas até março de 2026. Contudo, a Portaria SDA/MAPA Nº 1.342, de julho de 2025, abriu caminho para a importação de sementes de Cannabis sativa, sinalizando um avanço logístico significativo.
Globalmente, enquanto o Brasil encontra-se em um "limbo regulatório", o mercado de cannabis cresce rapidamente, com previsão de atingir US$ 82 bilhões até 2027. O potencial do Brasil é imenso, dada sua vasta área agricultável tropical, o que poderia posicioná-lo como líder em custos baixos.
Apesar de a soja continuar desempenhando um papel crucial, a cannabis aparece como a nova "joia da coroa" do agronegócio, oferecendo uma excelente oportunidade de diversificação para os agricultores brasileiros, propondo alto valor agregado. A expectativa, até março de 2026, é marcada por tensão, mas os planos já foram traçados: só falta a aprovação governamental para que o cânhamo prospere no solo brasileiro.

Decreto presidencial assinado em 12 de agosto de 2026 autoriza propriedades rurais, pequenos comércios, indústrias de menor porte, hospitais e escolas em baixa tensão a acessar o mercado livre a partir de 25 de novembro de 2027. Consumidores residenciais entram na etapa seguinte, em 25 de novembro de 2028.

O PL 2290/26, de autoria do deputado Evair Vieira de Melo, inclui veículos utilitários leves como quadriciclos no financiamento do Pronaf, com cilindrada entre 250 cm³ e 700 cm³. O uso fora da atividade rural implica vencimento antecipado do saldo devedor.

No dia 6 de agosto de 2026, de 14h às 18h, entidades promoveram em Natal o evento 'Minerais Críticos para o Rio Grande do Norte', com foco em industrialização e valor agregado a recursos estratégicos. Líderes destacaram a importância dos minerais críticos e o potencial do tungstênio no Seridó.

As recentes decisões da Justiça sobre a recuperação de créditos de PIS e Cofins têm chamado a atenção de empresas do agronegócio. O entendimento, que ganhou força após as mudanças promovidas pela Lei Complementar 224/2025, pode representar uma oportunidade para produtores rurais, cooperativas e agroindústrias revisarem sua estratégia tributária e recuperarem valores pagos indevidamente.
A Defesa Agropecuária, órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) através do seu Programa Estadual de Certificação Fitossanitária e do Programa Estadual de Exportação de Produtos de Origem Vegetais, deu início nesta terça-feira, 21 de julho, a uma série de reuniões que têm como objetivo, abordar junto a Responsáveis Técnicos (RT’s) habilitados para a emissão de Certificado Fitossanitário de Origem e do Certificado Fitossanitário de Origem Consolidado (CFO/CFOC), as novas diretrizes do Sistema Nacional de Certificação Fitossanitária de Origem, o SINFITO. Até o dia 6 de agosto, engenheiros agrônomos percorrem o Estado para finalizar a série de sete encontros.