
Mercado Agrícola Inicia Dia com Valorização dos Principais Grãos
O mercado agrícola começou o dia em alta nos preços dos principais grãos negociados internacionalmente. Essa tendência positiva é resultado de fatores como variações cambiais, condições climáticas e aumento na demanda externa.
Segundo a TF Agroeconômica, a manhã desta quarta-feira, 28, foi marcada por um movimento ascendente nos preços do trigo, soja e milho na Bolsa de Chicago. No mercado brasileiro, os preços mostraram comportamentos distintos dependendo da região e do produto.
Os contratos futuros de trigo apresentaram aumento nos vencimentos em março de 2026, dezembro de 2026 e março de 2027. Esse crescimento foi impulsionado pela recente valorização do euro em relação ao dólar, que ultrapassou a marca de 1,20 dólar por euro após o fechamento anterior do mercado.
Esse movimento favoreceu a competitividade das exportações americanas, que estão acima das metas projetadas para 2025. No Brasil, os preços físicos do trigo subiram levemente no Paraná e no Rio Grande do Sul. Paralelamente, os preços de exportação na Argentina e no Paraguai continuam competitivos na região.
Na Bolsa de Chicago, a soja também iniciou o dia em alta, com compras significativas realizadas por fundos de investimento. Essa tendência tem suporte nas dificuldades enfrentadas pelas lavouras argentinas devido ao déficit de chuvas e na valorização do real frente ao dólar.
Essa conjuntura impactou negativamente a competitividade do produto brasileiro, no começo de uma safra que promete volumes recordes. Internamente, os preços da soja caíram tanto no interior do Paraná quanto no porto de Paranaguá, acumulando perdas consideráveis no mês.
A valorização dos grãos nas bolsas internacionais destaca a complexidade das interações globais que influenciam o mercado agrícola. Fatores cambiais, climáticos e de demanda por exportações desempenham um papel crucial para determinar a direção dos preços.

A preferência chinesa pela soja brasileira é sustentada por uma relação de preços favoráveis, apesar das pressões no mercado interno devido ao câmbio valorizado e avanço da colheita. Segundo Anderson Nacaxe, CEO da Oken.Finance, os preços voltaram a mínimas, aumentando a dependência da demanda externa para o escoamento da produção nacional. O acesso a esse conteúdo é exclusivo para usuários cadastrados no Agrolink.

O IPCA-15 subiu 0,20% em janeiro, ligeiramente inferior à alta de 0,25% em dezembro. Em 12 meses, o índice acumula aumento de 4,50%. Habitação e Transportes caíram, enquanto Saúde e cuidados pessoais lideraram o aumento com alta de 0,81%. Alimentação e bebidas aceleraram, com alta influenciada por tomates e batata-inglesa. Embora passagens aéreas e transporte urbano tenham caído em Transportes, combustíveis subiram 1,25%.

O setor de lácteos da Argentina, em 2025, alcançou seu melhor desempenho externo em 12 anos, graças à modernização da cadeia produtiva e condições de mercado favoráveis. O país exportou 425.042 toneladas de produtos lácteos, gerando US$ 1,69 bilhão, um aumento de 11% em volume e 20% em valor em relação ao ano anterior. O volume exportado representou 27% da produção nacional, que atingiu 11,618 bilhões de litros, o maior da década. O leite em pó integral liderou as exportações, com o Brasil como principal parceiro. A expansão do setor leiteiro integra um crescimento mais amplo do agronegócio argentino.

A soja teve queda nos preços no Paraná e em Paranaguá, com desvalorizações de 1,12% e 2,18%, respectivamente. No interior do Paraná, a saca é cotada a R$ 119,83, enquanto no litoral chega a R$ 124,76. Em contraste, o trigo presenta reajustes para cima, com aumentos de 0,13% no Paraná (R$ 1.176,36 por tonelada) e 0,31% no Rio Grande do Sul (R$ 1.057,34 por tonelada). A padronização da saca em 60 kg facilita a comercialização e monitoramento de preços.

As importações brasileiras de fertilizantes atingiram um recorde histórico de 45,5 milhões de toneladas em 2025, superando o total de 44,28 milhões de toneladas em 2024, conforme o Boletim Logístico divulgado pela Conab. Esse aumento de 2,68% destaca a confiança do setor agrícola no Brasil, com Mato Grosso, Paraná e São Paulo liderando o consumo. O crescimento nas importações apoia o planejamento para expansão da área plantada e melhorias na produtividade, reforçando a robustez da cadeia de suprimentos agrícolas no país.