
O boletim semanal de Condições de Tempo e Cultivo do Departamento de Economia Rural (Deral), abrangendo o período de 20 a 26 de janeiro, revela um panorama climático de calor intenso e chuvas irregulares, impactando diretamente o desenvolvimento das safras 2025/26 no Paraná.
Com base em dados do Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná), o relatório aponta que entre os dias 20 e 21 de janeiro, as regiões Oeste, Sudoeste e Noroeste experimentaram aumento nas temperaturas, enquanto as áreas a Leste e Centro-sul tenderam a ter climas mais amenos e maior nebulosidade.
| Período | Condições Meteorológicas |
|---|---|
| 22 a 24 de janeiro | Clima quente e estável, sol entre nuvens e pouca chuva |
| 25 de janeiro | Temperaturas elevadas no interior, com chuvas ocasionais e risco de incêndios florestais |
| 26 de janeiro | Fortes aquecimentos, chuvas típicas de verão à tarde |
As condições climáticas influenciaram diversamente o cultivo de soja da primeira safra, que apresenta 89% das áreas em boas condições. No entanto, a variação da umidade do solo tem gerado contrastes significativos, causando estresse hídrico em algumas áreas devido à estiagem e altas temperaturas.
O milho da primeira safra se encontra majoritariamente nas fases finais de enchimento de grãos e maturação, embora o ciclo tenha sido alongado em algumas regiões pelas condições climáticas, atrasando o início da colheita. As perspectivas, porém, continuam positivas.
O plantio do milho de segunda safra progride conforme a liberação das áreas e a disponibilidade de umidade no solo. Já a colheita do feijão da primeira safra está em fase final, com resultados variáveis devido ao impacto dos preços sobre a rentabilidade dos produtores.
Este boletim destaca a importância de monitorar continuamente as condições climáticas para garantir a eficiência e produtividade das lavouras no estado do Paraná.

A preferência chinesa pela soja brasileira é sustentada por uma relação de preços favoráveis, apesar das pressões no mercado interno devido ao câmbio valorizado e avanço da colheita. Segundo Anderson Nacaxe, CEO da Oken.Finance, os preços voltaram a mínimas, aumentando a dependência da demanda externa para o escoamento da produção nacional. O acesso a esse conteúdo é exclusivo para usuários cadastrados no Agrolink.

O IPCA-15 subiu 0,20% em janeiro, ligeiramente inferior à alta de 0,25% em dezembro. Em 12 meses, o índice acumula aumento de 4,50%. Habitação e Transportes caíram, enquanto Saúde e cuidados pessoais lideraram o aumento com alta de 0,81%. Alimentação e bebidas aceleraram, com alta influenciada por tomates e batata-inglesa. Embora passagens aéreas e transporte urbano tenham caído em Transportes, combustíveis subiram 1,25%.

O setor de lácteos da Argentina, em 2025, alcançou seu melhor desempenho externo em 12 anos, graças à modernização da cadeia produtiva e condições de mercado favoráveis. O país exportou 425.042 toneladas de produtos lácteos, gerando US$ 1,69 bilhão, um aumento de 11% em volume e 20% em valor em relação ao ano anterior. O volume exportado representou 27% da produção nacional, que atingiu 11,618 bilhões de litros, o maior da década. O leite em pó integral liderou as exportações, com o Brasil como principal parceiro. A expansão do setor leiteiro integra um crescimento mais amplo do agronegócio argentino.

A soja teve queda nos preços no Paraná e em Paranaguá, com desvalorizações de 1,12% e 2,18%, respectivamente. No interior do Paraná, a saca é cotada a R$ 119,83, enquanto no litoral chega a R$ 124,76. Em contraste, o trigo presenta reajustes para cima, com aumentos de 0,13% no Paraná (R$ 1.176,36 por tonelada) e 0,31% no Rio Grande do Sul (R$ 1.057,34 por tonelada). A padronização da saca em 60 kg facilita a comercialização e monitoramento de preços.

As importações brasileiras de fertilizantes atingiram um recorde histórico de 45,5 milhões de toneladas em 2025, superando o total de 44,28 milhões de toneladas em 2024, conforme o Boletim Logístico divulgado pela Conab. Esse aumento de 2,68% destaca a confiança do setor agrícola no Brasil, com Mato Grosso, Paraná e São Paulo liderando o consumo. O crescimento nas importações apoia o planejamento para expansão da área plantada e melhorias na produtividade, reforçando a robustez da cadeia de suprimentos agrícolas no país.