
O governo federal lança nesta terça-feira o Plano Safra 2026-2027, principal programa anual de crédito rural e financiamento para o setor agropecuário no Brasil. Para a área destinada ao que a gestão classifica como agricultura empresarial, o volume anunciado é de R$ 525,1 bilhões em financiamento.
Também haverá uma frente de crédito voltada a produtores familiares, mas o valor ainda não foi divulgado oficialmente. A expectativa é que o anúncio específico para essa modalidade ocorra em um evento separado ao longo do dia.
A cerimônia de lançamento está prevista para o fim da manhã no Palácio do Planalto e contará com a participação do vice-presidente Geraldo Alckmin. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva está no Paraguai para uma reunião do Mercosul e deve retornar para o anúncio voltado à agricultura familiar no fim da tarde.
No ciclo 2025-2026, o Plano Safra destinado à agricultura empresarial previa R$ 516 bilhões. Para 2026-2027, o acréscimo é de R$ 9 bilhões. Segundo a referência de inflação acumulada no período entre julho de 2025 e maio deste ano, o aumento nominal fica abaixo da variação inflacionária.
O Plano Safra é anunciado todos os anos e é considerado um dos instrumentos centrais de estímulo ao crédito, à produção e ao investimento no campo.
Do total de R$ 525,1 bilhões para a agricultura empresarial, a maior parte será destinada a custeio e comercialização, somando R$ 384,9 bilhões. Essa categoria cobre despesas do dia a dia do produtor, como compra de insumos e manutenção de rebanhos, além de apoio a estratégias de venda e escoamento da produção.
Os outros R$ 140,2 bilhões serão direcionados a investimentos, com foco em áreas como irrigação, armazenagem e outras iniciativas de modernização e ampliação de capacidade produtiva. Os números foram divulgados pelo Ministério da Agricultura.
Categoria Valor Exemplos do que cobre Custeio e comercialização R$ 384,9 bilhões Compra de insumos, manutenção de rebanhos, apoio à comercialização Investimentos R$ 140,2 bilhões Irrigação, armazenagem e outras ações estruturantes
De acordo com o governo, o Plano Safra 2026-2027 traz redução nas taxas de juros em comparação com o ciclo anterior em linhas consideradas estratégicas. Entre os exemplos citados está o financiamento de R$ 72,6 bilhões para médios produtores rurais, com juros de até 9% ao ano.
Além disso, o pacote prevê descontos de até 1 ponto percentual nas taxas de juros para produtores que tenham o Cadastro Ambiental Rural (CAR) em situação regular e adotem práticas sustentáveis de produção.
Destaque: produtores com CAR regular e boas práticas ambientais podem acessar desconto adicional nos juros, conforme as regras do plano.
O Plano Safra é um dos principais motores de financiamento agrícola no Brasil e influencia diretamente decisões de plantio, manejo, compra de insumos e investimentos em tecnologia no campo. Ao direcionar recursos para custeio, comercialização e investimento, o programa tende a impactar a produtividade, a competitividade e a capacidade de modernização do setor.
A presença de incentivos atrelados à regularidade ambiental e à adoção de práticas sustentáveis reforça a tentativa de associar crédito a compromissos de conformidade e sustentabilidade, tema que vem ganhando peso nas cadeias produtivas e no acesso a mercados.
Embora o Plano Safra seja anunciado anualmente, independentemente do governo, a apresentação do programa tem peso adicional no atual cenário político. O setor de produtores rurais é frequentemente apontado como um dos segmentos com maior resistência ao governo petista.
Em 2023, no primeiro ano do atual mandato, o presidente Lula anunciou um plano com valor recorde e afirmou que buscaria incrementos constantes no programa, defendendo que o governo não deveria atuar com viés ideológico ao definir o apoio creditício ao agronegócio.
R$ 525,1 bilhões para a agricultura empresarial.
R$ 384,9 bilhões para custeio e comercialização.
R$ 140,2 bilhões para investimentos (como irrigação e armazenagem).
Exemplo de linha: R$ 72,6 bilhões para médios produtores com juros de até 9% ao ano.
Desconto de até 1 ponto percentual para quem tiver CAR regular e práticas sustentáveis.
Crédito para agricultura familiar será anunciado separadamente, com valor ainda não divulgado.
A divulgação completa das regras, prazos e condições de cada linha de crédito deve detalhar como os recursos serão acessados por produtores de diferentes portes, além de esclarecer critérios para os descontos atrelados à regularidade ambiental e às práticas de sustentabilidade.
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No dia 1º de julho entrou em vigor o Plano Safra 26/27, com recorde de R$ 610 bilhões disponibilizados no pacote de financiamento, dos quais R$525,1 bilhões (86%) são destinados à agricultura empresarial.

Não é novidade que o agronegócio brasileiro atravessa um momento desafiador. Soja, milho e algodão, pilares da nossa balança comercial, enfrentam preços pressionados e margens mais apertadas. Para quem se alavancou nos últimos anos, surfando no crédito farto e expansão acelerada, o cenário ficou ainda mais duro.

Minas Gerais é o segundo maior produtor de feijão do Brasil, ficando atrás apenas do Paraná, e deve colher cerca de 514,1 mil toneladas na safra 2025/26. Além do volume expressivo, o Estado se destaca por produzir três safras anuais — a safra das águas, a safra da seca e o feijão irrigado — demonstrando adaptação tecnológica. Nesse contexto, MG sediará o 14º Congresso Nacional de Pesquisa do Feijão (Conafe), de 27 a 29 de maio, na Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves, em Belo Horizonte.

Resumo: Os futuros de café encerraram a semana em alta nos pregões da NY e de Londres, com ganhos próximos a 2% e 2,7%, respectivamente, impulsionados por uma correção técnica após as fortes quedas da semana anterior. O recuo dos estoques certificados, de cerca de 650 mil para 600 mil sacas, em patamar historicamente baixo, atuou como suporte aos preços no curto prazo. O atraso da colheita brasileira manteve o mercado de arábica relativamente apertado, com a colheita até o momento em cerca de 14% frente a uma média histórica de 21%.

O algodão em pluma brasileiro encerrou junho em queda após quatro meses de valorização, com retração puxada pela cautela dos compradores e pela desvalorização no mercado internacional. Segundo o Cepea, as indústrias têxteis reduziram o ritmo de compras diante das dificuldades de comercialização de produtos manufaturados, limitando o repasse de custos ao consumidor e adotando uma postura mais conservadora. O abastecimento por estoques existentes e por contratos firmados anteriormente reduziu a necessidade de novas aquisições. Na oferta, questões de qualidade em alguns lotes dificultam o fechamento de negócios, com compradores exigindo padrões mais específicos. Em resposta, produtores e vendedores flexibilizaram condições, oferecendo preços diferenciados para viabilizar novos contratos, o que pressionou ainda mais as cotações da pluma no mercado interno. O Brasil continua entre os maiores produtores e exportadores globais, e as oscilações de preços são acompanhadas por produtores, indústrias têxteis e investidores. O desempenho nos próximos meses dependerá da demanda interna, das exportações e da evolução das cotações internacionais. Mesmo com a queda em junho, o setor permanece atento à safra e ao comércio global, que devem influenciar as cotações no segundo semestre de 2025.