
No Brasil, o mercado de créditos de carbono está ganhando espaço com a regulamentação do SBCE (Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa), que deve estar em operação plena até 2030. Este avanço atrai investidores interessados neste ativo financeiro que, além de ter um valor econômico próprio, pode ser utilizado como garantia em financiamentos. De acordo com Luiz Roberto de Assis, advogado especializado neste setor, os créditos de carbono estão recebendo cada vez mais atenção após a aprovação da lei 15.042.
O destaque da lei 15.042 é a obrigatoriedade para setores específicos compensarem suas emissões de gases de efeito estufa. Além disso, estipula que seguradoras e instituições semelhantes adquiram ao menos 0,5% de créditos de carbono sobre suas reservas técnicas e provisões.
Assis, pioneiro na defesa deste mercado, salienta que a lei criou três tipos distintos de ativos de crédito de carbono: a CBE (Cota Brasileira de Emissão), o CRVE (Certificado de Redução ou Remoção Verificada de Emissões) e os Créditos de Carbono genéricos/verificados. Segundo ele, esses instrumentos agora possuem uma definição legal, o que reforça sua validade como garantia financeira.
Ainda que o uso de créditos de carbono como garantia seja uma novidade pouco explorada, até mesmo em mercados internacionais mais evoluídos nesse quesito, Assis acredita que eles já podem ser utilizados, sem aguardar completamente a regulamentação do mercado local. Destaca-se que existe um bom número de projetos que já geram créditos de alta qualidade e certificação, consolidando sua possibilidade de uso como garantia.
No entanto, a volatilidade do valor dos créditos de carbono pode ser um obstáculo para sua plena aceitação. Assis compara essa situação ao início do bitcoin, onde a volatilidade era uma preocupação similar. Ele prevê que à medida que o mercado amadureça, essa volatilidade tende a se estabilizar, possibilitando um uso mais amplo dos créditos como garantia.
Neste cenário inicial, Assis sugere que poucos credores aceitem créditos de carbono como garantia, com maior adesão a empreendimentos voltados à descarbonização. Segundo ele, é importante promover conhecimento sobre essa oportunidade para fortalecer o mercado e gerar confiança.
O advogado ainda explica que as nuances de cada ativo avaliado como garantia são discutidas em contrato e, com os créditos de carbono, isso não seria diferente. Ele ressalta a necessidade de cláusulas específicas e certificação para aceitação dos créditos como garantia.
Uma preocupação adicional é a condição de "aposentadoria" dos créditos quando são adquiridos para cumprir metas e perdem valor. Assis reforça que tal situação deve ser prevista e gerida adequadamente para garantir segurança aos envolvidos.

Sumário: Em entrevista realizada durante um dia de campo na lavoura de milho safrinha, Fábio Christovam, da RouteLife & AgroShield Seguros, explica como o seguro agrícola funciona como ferramenta de estabilidade para produtores. O destaque é o planejamento antecipado para entrar na fila da subvenção governamental federal e estadual, que reduz o custo da proteção. Mesmo quem já foi plantado pode contratar, mediante avaliação técnica, com a vantagem da cobertura de replantio caso haja atraso na emergência das plantas devido às chuvas. O seguro é dividido em estágios: replantio até 15 cm e, depois, a cobertura básica contra eventos climáticos severos. Em caso de sinistro, peritos avaliam o laudo inicial, e na colheita ocorre nova perícia para validar a produtividade, liberando indenização pela diferença entre o garantido e o rendimento efetivo. A RouteLife oferece portfólio amplo para o agronegócio, com visitas técnicas às propriedades, cotações personalizadas sem custo e atendimento no campo e na cidade; seguros de vida, automóveis e empresariais também integram a oferta.

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O vereador Pedro Kawai (PSDB) visitou a SCI-AGRO, empresa vencedora na categoria de médio porte no 18º Destaque Industrial promovido pelo Ciesp-Piracicaba. A premiação, que homenageou 15 empresas em 2025, reconhece indústrias de vários portes e uma categoria especial com impacto econômico e social significativo. Durante a visita, Kawai conheceu a estrutura e o funcionamento da SCI-AGRO, um laboratório de análises químicas e biológicas que contribui para o desenvolvimento da região. A empresa destaca-se por seu rigor técnico, empregando mais de 100 colaboradores.

O Sistema Faep e outras entidades do setor agropecuário entregaram um documento ao Instituto Água e Terra solicitando ajustes nas regras de licenciamento ambiental no Paraná. A proposta visa simplificar processos burocráticos que impactam cadeias produtivas como bovinocultura e avicultura, que atualmente enfrentam insegurança jurídica. Paralelamente, o Hackathon Show Rural Digital Coopavel, marcado para fevereiro, busca soluções inovadoras para o agronegócio, destacando-se como um impulsionador da transformação digital no setor. Em Goiás, o Valor Bruto da Produção Agropecuária cresceu 13,6% em 2025, reforçado principalmente pela soja, bovinocultura e milho. O Relatório de Perspectivas para Commodities 2026 da StoneX aponta uma estabilidade no setor de commodities, com riscos geopolíticos e impactos nos custos de fertilizantes. A economia global mostra crescimento, mas enfrenta incertezas políticas e econômicas.

A fruticultura de Santa Catarina celebra uma melhora nas exportações de maçãs com a realização de inspeções fitossanitárias diretamente nos packing houses, fortalecendo a segurança e a credibilidade do produto. Essa decisão, fruto de uma parceria entre entidades como a Faesc e ABPM, garante conformidade sanitária e solidifica a competitividade do estado, consolidando-o como referência na produção de maçãs no Brasil. Além disso, a Reforma Tributária, em vigor a partir de 2026, trará mudanças significativas para os produtores, como a introdução do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), demandando adaptação e planejamento tributário. A implementação da Nota Fiscal Fácil e do CNPJ Alfanumérico são outras inovações que prometem simplificar processos fiscais e melhorar a identificação dos produtores.