
Com o encerramento do ciclo das safras de verão — que incluem milho, trigo e uva — a Cooperativa Nossa Terra apresentou um balanço do desempenho produtivo e atualizou as projeções para o início da colheita da maçã. A entidade também confirmou o pagamento do Programa de Participação nos Resultados (PPR) pelo quinto ano consecutivo, dentro do seu modelo de gestão baseado em transparência e valorização de pessoas.
Os dados divulgados indicam manutenção de produtividade em alguns cultivos, avanço no volume captado e resultados acima do esperado em determinadas cadeias, além de um cenário de atenção para a maçã em função de impactos climáticos recentes, especialmente episódios de granizo que afetaram parte da qualidade da fruta vinculada à cooperativa.
No trigo, mais de 45 agricultores participaram do processo de entrega da produção, somando um volume superior a 20 mil sacas. Segundo o balanço, a produtividade regional ficou dentro da média, mas a qualidade do grão superou as expectativas iniciais, sinalizando um resultado positivo para a comercialização e para a renda no campo.
A cooperativa destacou ainda a adoção de uma política de bonificação diferenciada, que inclui incentivo à participação feminina nas atividades ligadas à produção. A medida integra estratégias de fortalecimento da agricultura familiar e de estímulo à permanência no meio rural.
Destaque: O ciclo do trigo terminou com volume acima de 20 mil sacas e qualidade do grão melhor do que a projeção inicial.
Em relação ao milho, a Nossa Terra informou que cerca de 70% da safra já foi recebida, com captação superior a 20 mil sacas. A estimativa é de que o volume total se aproxime de 30 mil sacas até o fechamento do ciclo.
O recebimento ocorre na unidade instalada no município de Ponte Preta, inaugurada no ano passado com foco em ampliar a capacidade de atendimento à demanda regional de grãos e melhorar a logística de entrega dos associados.
A safra da uva, concentrada na região de Alpestre, encerrou com volume acima de 3 milhões de quilos, superando a estimativa inicial. Mais de 120 agricultores participaram das entregas, reforçando a relevância da cadeia para a renda das famílias e para a economia regional.
A cooperativa também informou que mantém políticas de valorização voltadas a jovens e mulheres no campo, buscando estimular a sucessão rural e ampliar a participação de diferentes perfis de produtores nas decisões e oportunidades de mercado.
Cultura Participação de produtores Volume informado Observações Trigo Mais de 45 Mais de 20 mil sacas Qualidade do grão acima do esperado Milho — Mais de 20 mil sacas (70% da safra) Projeção próxima de 30 mil sacas ao fim do ciclo Uva Mais de 120 Acima de 3 milhões de quilos Volume superou estimativa inicial
Para a maçã, cuja produção se concentra na Serra Gaúcha e em áreas de Santa Catarina, a projeção inicial apontava uma supersafra. No entanto, eventos climáticos recentes — com destaque para episódios de granizo — atingiram parte da produção vinculada à cooperativa, com impacto percebido principalmente na qualidade da fruta.
Mesmo com o revés climático, a cooperativa mantém uma perspectiva favorável em relação à produtividade geral ao longo da colheita, prevista para seguir até o fim de abril. O acompanhamento das condições de campo e a triagem dos lotes devem ser determinantes para assegurar a destinação adequada da produção e a manutenção do valor comercial.
Em foco: O clima entra como fator-chave na safra da maçã, com o granizo influenciando a qualidade, embora a produtividade ainda seja considerada promissora.
No campo da assistência técnica, a Nossa Terra informou que mantém um planejamento estruturado para ampliar o suporte aos associados. Entre as frentes citadas estão a assessoria técnica no manejo, o fornecimento de insumos, a correção de solo e o incentivo ao uso de bioinsumos, estratégia alinhada à busca por eficiência produtiva e práticas mais sustentáveis.
A entidade também reforçou a importância de manter unidades de recebimento em diferentes municípios e de ampliar a rede de comercialização para dar vazão à produção, reduzir gargalos logísticos e sustentar a competitividade do cooperado.
Ampliação da assistência técnica e do acompanhamento ao produtor
Oferta de insumos e suporte à correção de solo
Incentivo a bioinsumos e práticas de manejo com foco em sustentabilidade
Unidades de recebimento em diferentes localidades para facilitar entregas
Expansão comercial para fortalecer escoamento e renda
A cooperativa informou que sua atuação comercial alcança mais de 11 estados brasileiros, com presença nos três estados da região Sul — Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná — e base de associados distribuída por mais de 100 municípios.
Em 2025, o faturamento superou R$ 160 milhões, com mais de R$ 80 milhões revertidos diretamente aos produtores vinculados. Para 2026, a projeção de comercialização é de aproximadamente R$ 180 milhões, sustentada pela expansão de mercados e pelo fortalecimento das operações.
No eixo de gestão, a Nossa Terra anunciou o pagamento do Programa de Participação nos Resultados (PPR) pelo quinto ano consecutivo. De acordo com a cooperativa, o valor distribuído corresponde a 2,2 salários adicionais para cada um dos cerca de 70 colaboradores.
A iniciativa faz parte de uma política de valorização interna e está vinculada ao modelo de gestão com foco em participação coletiva e transparência. Na avaliação da cooperativa, o desempenho produtivo e financeiro é resultado direto do alinhamento entre estrutura operacional, suporte ao produtor e engajamento das equipes.
A cooperativa completa 25 anos de atuação em 2026 e ampliou frentes de negócio com a inauguração de um centro comercial em 2025. A entidade avalia que o avanço está interligado ao fortalecimento da agricultura familiar, ao estímulo à sucessão no campo e ao desenvolvimento regional.
Com o fechamento das safras de verão e o avanço para o período de colheita da maçã, a Nossa Terra projeta os próximos ciclos com foco em crescimento sustentável, ampliação de mercado e valorização de associados e colaboradores, mantendo a assistência técnica e a logística como pilares de suporte à produção.

A Copacol planeja melhorar a qualidade e conservação de grãos, reduzir distâncias entre fazendas e pontos de entrega e diminuir perdas, com foco em ampliar eficiência operacional e reduzir custos logísticos no oeste paranaense. Investimentos: nos últimos seis anos, já foram investidos R$ 1,6 bilhão em modernização de instalações para agilizar o recebimento de soja e milho. Resultados 2025: faturamento de R$....

Rio Verde, no sudoeste de Goiás, tornou-se um dos maiores símbolos do agronegócio brasileiro. A transformação da agricultura de subsistência em potência de grãos ocorreu a partir de 1970, com a abertura do Cerrado, a pavimentação de estradas que conectaram o município a Goiânia e a outras cidades, e a chegada de produtores do Sul e do Sudeste que trouxeram máquinas, tecnologia e capital. Entre os recém-chegados estavam agricultores americanos que fundaram uma colônia na região e contribuíram para difundir novas técnicas de cultivo.

Minas Gerais tem as cooperativas como destaque econômico, respondendo por cerca de 1/6 do PIB estadual. Em 2025, o cooperativismo manteve o ritmo de crescimento, com expansão 12 vezes maior que o PIB de MG e movimentação financeira de R$ 184 bilhões, 16,6% acima de 2024. Dados do Anuário do Cooperativismo Mineiro 2026 apontam que o comportamento positivo foi puxado principalmente pelos....

A Coopercitrus – Cooperativa de Produtores Rurais, com 50 anos de atuação e sede em Bebedouro (SP), é uma das maiores organizações do agro brasileiro. Reúne 43 mil cooperados, com forte concentração de pequenos e médios produtores, distribuídos por São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso.

A cooperativa Coamo anunciou a segunda emissão de notas comerciais escriturais, de R$ 500 milhões, para financiar a construção de uma usina de etanol de milho em Campo Mourão (PR). As notas vencem em 2036 e oferecem rentabilidade prefixada de 12,37% ao ano, com a operação liderada pelo Santander dentro do Programa Eco Invest Brasil.