
A produção brasileira de soja para a safra de 2025/26 foi ajustada positivamente pela AgRural, alcançando a marca de 181 milhões de toneladas. Esse novo número representa um aumento de aproximadamente 600 mil toneladas em comparação à estimativa anterior, impulsionado principalmente pelas condições climáticas favoráveis e pelo ritmo acelerado da colheita nas principais regiões produtoras.
No Mato Grosso, maior estado produtor de soja, a colheita avança consistentemente. Paralelamente, no Paraná, as atividades de colheita ganharam impulso nas últimas semanas. Em outros estados, a colheita da soja também começou ou está prestes a intensificar-se, de acordo com a AgRural.
Até a última quinta-feira (22), cerca de 4,9% da área plantada com soja no país havia sido colhida, comparado a 2% na semana anterior e 3,9% no mesmo período do ano passado.
Além do desempenho da soja, a AgRural também reajustou para cima a estimativa de produção de milho no Brasil para 2025/26, considerando as diferentes safras: verão, segunda e terceira. A nova projeção sugere uma produção total de 136,6 milhões de toneladas, acima dos 136 milhões estimados anteriormente em dezembro.
Esses ajustes nas projeções são reflexos de condições estáveis nas lavouras e do desenvolvimento positivo das áreas de segunda safra, sobretudo nos estados do Centro-Oeste. Para esta região, a colheita da soja e a janela ideal de plantio do milho safrinha são fatores que contribuem para os resultados favoráveis.
A AgRural destaca que o avanço acelerado da colheita e a melhoria nas condições climáticas, após semanas de instabilidade, sustentam o otimismo entre os produtores. No Mato Grosso, as operações de colheita estão à frente da média histórica, o que facilita a liberação das terras para o plantio do milho segunda safra no período ideal.
Nos estados do Paraná e Mato Grosso do Sul, o ritmo também está se intensificando, com expectativa de que o ponto alto da colheita ocorra nas próximas semanas.
Com as recentes revisões da AgRural, o Brasil assegura sua posição como líder global na produção e exportação de soja, além de figurar entre os principais produtores de milho do mundo. Essas atualizações positivas sinalizam uma recuperação gradativa das lavouras após impactos climáticos observados no início do ciclo, fortalecendo as previsões para um desempenho econômico otimista do agronegócio em 2026.
Fonte: Portal do Agronegócio

A preferência chinesa pela soja brasileira é sustentada por uma relação de preços favoráveis, apesar das pressões no mercado interno devido ao câmbio valorizado e avanço da colheita. Segundo Anderson Nacaxe, CEO da Oken.Finance, os preços voltaram a mínimas, aumentando a dependência da demanda externa para o escoamento da produção nacional. O acesso a esse conteúdo é exclusivo para usuários cadastrados no Agrolink.

O IPCA-15 subiu 0,20% em janeiro, ligeiramente inferior à alta de 0,25% em dezembro. Em 12 meses, o índice acumula aumento de 4,50%. Habitação e Transportes caíram, enquanto Saúde e cuidados pessoais lideraram o aumento com alta de 0,81%. Alimentação e bebidas aceleraram, com alta influenciada por tomates e batata-inglesa. Embora passagens aéreas e transporte urbano tenham caído em Transportes, combustíveis subiram 1,25%.

O setor de lácteos da Argentina, em 2025, alcançou seu melhor desempenho externo em 12 anos, graças à modernização da cadeia produtiva e condições de mercado favoráveis. O país exportou 425.042 toneladas de produtos lácteos, gerando US$ 1,69 bilhão, um aumento de 11% em volume e 20% em valor em relação ao ano anterior. O volume exportado representou 27% da produção nacional, que atingiu 11,618 bilhões de litros, o maior da década. O leite em pó integral liderou as exportações, com o Brasil como principal parceiro. A expansão do setor leiteiro integra um crescimento mais amplo do agronegócio argentino.

A soja teve queda nos preços no Paraná e em Paranaguá, com desvalorizações de 1,12% e 2,18%, respectivamente. No interior do Paraná, a saca é cotada a R$ 119,83, enquanto no litoral chega a R$ 124,76. Em contraste, o trigo presenta reajustes para cima, com aumentos de 0,13% no Paraná (R$ 1.176,36 por tonelada) e 0,31% no Rio Grande do Sul (R$ 1.057,34 por tonelada). A padronização da saca em 60 kg facilita a comercialização e monitoramento de preços.

As importações brasileiras de fertilizantes atingiram um recorde histórico de 45,5 milhões de toneladas em 2025, superando o total de 44,28 milhões de toneladas em 2024, conforme o Boletim Logístico divulgado pela Conab. Esse aumento de 2,68% destaca a confiança do setor agrícola no Brasil, com Mato Grosso, Paraná e São Paulo liderando o consumo. O crescimento nas importações apoia o planejamento para expansão da área plantada e melhorias na produtividade, reforçando a robustez da cadeia de suprimentos agrícolas no país.