
Os principais índices de ações de Wall Street encerraram a sessão de segunda-feira com ganhos substanciais, refletindo um otimismo cauteloso por parte dos investidores. O Dow Jones subiu 0,64%, chegando a 49.412 pontos. Já o índice tecnológico Nasdaq obteve um aumento de 0,43%, alcançando 23.601 pontos, enquanto o S&P 500 apresentou uma valorização de 0,50%, atingindo 6.950 pontos.
A atenção dos investidores agora se volta para a decisão de política monetária do Federal Reserve, que será anunciada na quarta-feira. Existe uma expectativa amplamente predominante, com uma probabilidade de 97%, de que o Fed manterá as taxas de juros estáveis, conforme análise do CME Group. No entanto, o mercado está ansioso por sinais sobre a possível trajetória futura dessas taxas.
Este anúncio poderá ser ofuscado por recentes questionamentos acerca da independência do banco central dos EUA. O Departamento de Justiça iniciou uma investigação sobre o presidente do Fed, Jerome Powell, o que lançou uma dúvida sobre a autonomia da instituição.
A semana também é marcada pela divulgação dos balanços corporativos de algumas das maiores empresas de tecnologia. Resultados de quatro das "Sete Magníficas" – Apple, Meta, Microsoft e Tesla – são aguardados com ansiedade. Com o mercado atento ao risco de uma possível bolha no setor de tecnologia, os dados financeiros dessas empresas serão analisados minuciosamente para avaliar se os investimentos têm gerado rendimentos sustentáveis.
Incertezas políticas também agravam a situação, com a ameaça de uma paralisação parcial do governo dos EUA. O prazo de 30 de janeiro para financiar o Departamento de Segurança Interna e outras agências federais se aproxima, no meio de tensões crescentes causadas por um tiroteio envolvendo agentes federais em Minneapolis, que acionou alertas sobre a política de imigração do governo Trump.
O líder democrata no Senado, Chuck Schumer, declarou que o partido se oporá a qualquer proposta legislativa que financie o DHS sem impor restrições às suas políticas imigratórias, adicionando mais uma camada de complexidade ao cenário político e econômico.

A preferência chinesa pela soja brasileira é sustentada por uma relação de preços favoráveis, apesar das pressões no mercado interno devido ao câmbio valorizado e avanço da colheita. Segundo Anderson Nacaxe, CEO da Oken.Finance, os preços voltaram a mínimas, aumentando a dependência da demanda externa para o escoamento da produção nacional. O acesso a esse conteúdo é exclusivo para usuários cadastrados no Agrolink.

O IPCA-15 subiu 0,20% em janeiro, ligeiramente inferior à alta de 0,25% em dezembro. Em 12 meses, o índice acumula aumento de 4,50%. Habitação e Transportes caíram, enquanto Saúde e cuidados pessoais lideraram o aumento com alta de 0,81%. Alimentação e bebidas aceleraram, com alta influenciada por tomates e batata-inglesa. Embora passagens aéreas e transporte urbano tenham caído em Transportes, combustíveis subiram 1,25%.

O setor de lácteos da Argentina, em 2025, alcançou seu melhor desempenho externo em 12 anos, graças à modernização da cadeia produtiva e condições de mercado favoráveis. O país exportou 425.042 toneladas de produtos lácteos, gerando US$ 1,69 bilhão, um aumento de 11% em volume e 20% em valor em relação ao ano anterior. O volume exportado representou 27% da produção nacional, que atingiu 11,618 bilhões de litros, o maior da década. O leite em pó integral liderou as exportações, com o Brasil como principal parceiro. A expansão do setor leiteiro integra um crescimento mais amplo do agronegócio argentino.

A soja teve queda nos preços no Paraná e em Paranaguá, com desvalorizações de 1,12% e 2,18%, respectivamente. No interior do Paraná, a saca é cotada a R$ 119,83, enquanto no litoral chega a R$ 124,76. Em contraste, o trigo presenta reajustes para cima, com aumentos de 0,13% no Paraná (R$ 1.176,36 por tonelada) e 0,31% no Rio Grande do Sul (R$ 1.057,34 por tonelada). A padronização da saca em 60 kg facilita a comercialização e monitoramento de preços.

As importações brasileiras de fertilizantes atingiram um recorde histórico de 45,5 milhões de toneladas em 2025, superando o total de 44,28 milhões de toneladas em 2024, conforme o Boletim Logístico divulgado pela Conab. Esse aumento de 2,68% destaca a confiança do setor agrícola no Brasil, com Mato Grosso, Paraná e São Paulo liderando o consumo. O crescimento nas importações apoia o planejamento para expansão da área plantada e melhorias na produtividade, reforçando a robustez da cadeia de suprimentos agrícolas no país.