
SÃO PAULO – A Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) expressou preocupações quanto aos efeitos do Acordo de Associação entre o Mercosul e a União Europeia, em função da recente decisão do Parlamento Europeu de enviar o texto para revisão pela Suprema Corte Europeia.
De acordo com a ABAG, essa ação representa um retrocesso nas negociações, lançando um sinal negativo ao comércio internacional. O acordo, já alvo de rigorosas avaliações técnicas e jurídicas por mais de duas décadas, é visto como essencial para potencializar a parceria entre as duas regiões. “Esse novo impasse limita o potencial da parceria e adia benefícios concretos para ambas as regiões”, afirmou a entidade.
O retrocesso na aprovação do acordo compromete a integração de mercados e o desenvolvimento de cadeias produtivas em diversos setores. A postergação é percebida como um enfraquecimento do multilateralismo no atual cenário global, marcado por tensões geopolíticas e incertezas econômicas. A ABAG destacou que, ao invés de fomentar a cooperação e a previsibilidade nas relações comerciais, a decisão fragiliza a União Europeia em seus esforços por uma soberania compartilhada.
Do ponto de vista do agronegócio brasileiro, o acordo é uma ferramenta estratégica para integrar o Brasil a mercados de alto poder aquisitivo com padrões regulatórios rigorosos. Especialistas sugerem que a ratificação pode impulsionar as exportações de carnes, grãos, frutas e produtos industrializados, além de fortalecer práticas de sustentabilidade e rastreabilidade, que são cada vez mais valorizadas na Europa.
A ABAG pede uma retomada pragmática das negociações, com foco na redução de incertezas e no destravamento de investimentos e acordos bilaterais. A expectativa é de que os países favoráveis ao tratado encontrem alternativas para acelerar sua implementação e garantir avanços concretos nas relações entre os dois blocos.

Decreto presidencial assinado em 12 de agosto de 2026 autoriza propriedades rurais, pequenos comércios, indústrias de menor porte, hospitais e escolas em baixa tensão a acessar o mercado livre a partir de 25 de novembro de 2027. Consumidores residenciais entram na etapa seguinte, em 25 de novembro de 2028.

O PL 2290/26, de autoria do deputado Evair Vieira de Melo, inclui veículos utilitários leves como quadriciclos no financiamento do Pronaf, com cilindrada entre 250 cm³ e 700 cm³. O uso fora da atividade rural implica vencimento antecipado do saldo devedor.

No dia 6 de agosto de 2026, de 14h às 18h, entidades promoveram em Natal o evento 'Minerais Críticos para o Rio Grande do Norte', com foco em industrialização e valor agregado a recursos estratégicos. Líderes destacaram a importância dos minerais críticos e o potencial do tungstênio no Seridó.

As recentes decisões da Justiça sobre a recuperação de créditos de PIS e Cofins têm chamado a atenção de empresas do agronegócio. O entendimento, que ganhou força após as mudanças promovidas pela Lei Complementar 224/2025, pode representar uma oportunidade para produtores rurais, cooperativas e agroindústrias revisarem sua estratégia tributária e recuperarem valores pagos indevidamente.
A Defesa Agropecuária, órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) através do seu Programa Estadual de Certificação Fitossanitária e do Programa Estadual de Exportação de Produtos de Origem Vegetais, deu início nesta terça-feira, 21 de julho, a uma série de reuniões que têm como objetivo, abordar junto a Responsáveis Técnicos (RT’s) habilitados para a emissão de Certificado Fitossanitário de Origem e do Certificado Fitossanitário de Origem Consolidado (CFO/CFOC), as novas diretrizes do Sistema Nacional de Certificação Fitossanitária de Origem, o SINFITO. Até o dia 6 de agosto, engenheiros agrônomos percorrem o Estado para finalizar a série de sete encontros.