
SÃO PAULO – A Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) expressou preocupações quanto aos efeitos do Acordo de Associação entre o Mercosul e a União Europeia, em função da recente decisão do Parlamento Europeu de enviar o texto para revisão pela Suprema Corte Europeia.
De acordo com a ABAG, essa ação representa um retrocesso nas negociações, lançando um sinal negativo ao comércio internacional. O acordo, já alvo de rigorosas avaliações técnicas e jurídicas por mais de duas décadas, é visto como essencial para potencializar a parceria entre as duas regiões. “Esse novo impasse limita o potencial da parceria e adia benefícios concretos para ambas as regiões”, afirmou a entidade.
O retrocesso na aprovação do acordo compromete a integração de mercados e o desenvolvimento de cadeias produtivas em diversos setores. A postergação é percebida como um enfraquecimento do multilateralismo no atual cenário global, marcado por tensões geopolíticas e incertezas econômicas. A ABAG destacou que, ao invés de fomentar a cooperação e a previsibilidade nas relações comerciais, a decisão fragiliza a União Europeia em seus esforços por uma soberania compartilhada.
Do ponto de vista do agronegócio brasileiro, o acordo é uma ferramenta estratégica para integrar o Brasil a mercados de alto poder aquisitivo com padrões regulatórios rigorosos. Especialistas sugerem que a ratificação pode impulsionar as exportações de carnes, grãos, frutas e produtos industrializados, além de fortalecer práticas de sustentabilidade e rastreabilidade, que são cada vez mais valorizadas na Europa.
A ABAG pede uma retomada pragmática das negociações, com foco na redução de incertezas e no destravamento de investimentos e acordos bilaterais. A expectativa é de que os países favoráveis ao tratado encontrem alternativas para acelerar sua implementação e garantir avanços concretos nas relações entre os dois blocos.

Sumário: Em entrevista realizada durante um dia de campo na lavoura de milho safrinha, Fábio Christovam, da RouteLife & AgroShield Seguros, explica como o seguro agrícola funciona como ferramenta de estabilidade para produtores. O destaque é o planejamento antecipado para entrar na fila da subvenção governamental federal e estadual, que reduz o custo da proteção. Mesmo quem já foi plantado pode contratar, mediante avaliação técnica, com a vantagem da cobertura de replantio caso haja atraso na emergência das plantas devido às chuvas. O seguro é dividido em estágios: replantio até 15 cm e, depois, a cobertura básica contra eventos climáticos severos. Em caso de sinistro, peritos avaliam o laudo inicial, e na colheita ocorre nova perícia para validar a produtividade, liberando indenização pela diferença entre o garantido e o rendimento efetivo. A RouteLife oferece portfólio amplo para o agronegócio, com visitas técnicas às propriedades, cotações personalizadas sem custo e atendimento no campo e na cidade; seguros de vida, automóveis e empresariais também integram a oferta.

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O vereador Pedro Kawai (PSDB) visitou a SCI-AGRO, empresa vencedora na categoria de médio porte no 18º Destaque Industrial promovido pelo Ciesp-Piracicaba. A premiação, que homenageou 15 empresas em 2025, reconhece indústrias de vários portes e uma categoria especial com impacto econômico e social significativo. Durante a visita, Kawai conheceu a estrutura e o funcionamento da SCI-AGRO, um laboratório de análises químicas e biológicas que contribui para o desenvolvimento da região. A empresa destaca-se por seu rigor técnico, empregando mais de 100 colaboradores.

O Sistema Faep e outras entidades do setor agropecuário entregaram um documento ao Instituto Água e Terra solicitando ajustes nas regras de licenciamento ambiental no Paraná. A proposta visa simplificar processos burocráticos que impactam cadeias produtivas como bovinocultura e avicultura, que atualmente enfrentam insegurança jurídica. Paralelamente, o Hackathon Show Rural Digital Coopavel, marcado para fevereiro, busca soluções inovadoras para o agronegócio, destacando-se como um impulsionador da transformação digital no setor. Em Goiás, o Valor Bruto da Produção Agropecuária cresceu 13,6% em 2025, reforçado principalmente pela soja, bovinocultura e milho. O Relatório de Perspectivas para Commodities 2026 da StoneX aponta uma estabilidade no setor de commodities, com riscos geopolíticos e impactos nos custos de fertilizantes. A economia global mostra crescimento, mas enfrenta incertezas políticas e econômicas.

A fruticultura de Santa Catarina celebra uma melhora nas exportações de maçãs com a realização de inspeções fitossanitárias diretamente nos packing houses, fortalecendo a segurança e a credibilidade do produto. Essa decisão, fruto de uma parceria entre entidades como a Faesc e ABPM, garante conformidade sanitária e solidifica a competitividade do estado, consolidando-o como referência na produção de maçãs no Brasil. Além disso, a Reforma Tributária, em vigor a partir de 2026, trará mudanças significativas para os produtores, como a introdução do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), demandando adaptação e planejamento tributário. A implementação da Nota Fiscal Fácil e do CNPJ Alfanumérico são outras inovações que prometem simplificar processos fiscais e melhorar a identificação dos produtores.