
O agronegócio brasileiro de frutas alcançou marcos significativos em 2025, ao conquistar recordes históricos em exportações tanto em volume quanto em valor, segundo dados da Consultoria Agro do Itaú BBA. Apesar dos desafios, o setor terminou o ano com um superávit de US$ 423 milhões na balança comercial de frutas frescas e secas.
Com o total de 1,3 milhão de toneladas exportadas e US$ 1,4 bilhão em receita, o desempenho apontou para um aumento de 20% em volume e 11% em valor em comparação ao ano anterior, 2024. Este crescimento foi atribuído à melhora na produção nacional, incremento da demanda europeia e diversificação dos destinos de exportação, mesmo em um cenário global desafiador.
A manga se destacou entre as frutas brasileiras, liderando as exportações com receitas de US$ 335,1 milhões. Outros destaques incluíram melões, limões, uvas e melancias, reforçando o Brasil como um dos maiores fornecedores globais de frutas tropicais. A tabelas abaixo mostram os valores de exportação:
| Fruta | Receita (em milhões de US$) |
|---|---|
| Manga | 335,1 |
| Melão | 231,5 |
| Limão | 199,2 |
| Uva | 158,6 |
| Melancia | 115,6 |
A União Europeia foi o principal destino, absorvendo 62% das exportações, seguida pelo Reino Unido (16%) e Argentina (7%). Na Europa, a competitividade foi favorecida por janelas de entressafra e menor oferta interna, particularmente na Espanha.
As tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos em agosto de 2025 pressionaram as exportações de manga e uva. O impacto maior foi nas uvas, cujos embarques reduziram drasticamente. Entretanto, a manga mostrou resiliência, com o redirecionamento para a Europa e o término antecipado da safra mexicana ajudando a equilibrar o cenário. Houve ainda um ajuste no preço médio da fruta, que recuou 15%.
O mercado interno também observou crescimento nas importações, totalizando US$ 1 bilhão em 2025, um aumento de 5% comparado a 2024. A Argentina se manteve como principal fornecedora, principalmente de maçãs, peras e kiwis. A recuperação da safra nacional resultou em um declínio de 9% nas importações de maçãs, enquanto kiwis continuaram a depender de fornecedores externos, com um aumento de 10% na receita.
O acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia amplia as perspectivas para 2026, prometendo maior competitividade para o Brasil, especialmente com a eliminação gradual de tarifas. As uvas brasileiras terão isenção imediata, enquanto outras frutas vão usufruir de reduções escalonadas, fortalecendo o Brasil como exportador estratégico de frutas tropicais.

A proibição da União Europeia a produtos brasileiros de carne bovina e mel entra em vigor em 3 de setembro, com base em alegações de monitoramento insuficiente de antimicrobianos. Exportações de carne e mel orgânico para o bloco registraram altas recentes, mas o cenário futuro torna-se incerto.
Após a expansão do ecossistema de inovação voltado ao agronegócio, o mercado de fusões e aquisições envolvendo agtechs caminha para uma etapa mais seletiva. Com investidores e compradores cada vez mais atentos à geração de valor, empresas capazes de comprovar resultados operacionais, escalabilidade e maturidade de gestão tendem a concentrar as oportunidades de negócios nos próximos anos. Nesse cenário, de acordo com Camila Perez, líder de M&A da Galapos, a expectativa é que 2026 seja marcado por operações mais qualificadas, com foco em ativos que combinem tecnologia validada, base de clientes consistente, governança madura e capacidade comprovada de gerar vantagem competitiva no campo.

Produzir mais, preservando os recursos naturais e reduzindo a vulnerabilidade às mudanças climáticas, deixou de ser apenas uma agenda ambiental para se tornar uma estratégia de sobrevivência no agronegócio. Essa necessidade acelerou a busca por sistemas produtivos mais resilientes.
Fundada em um pequeno kibbutz em Israel há 60 anos, a Netafim é pioneira e líder mundial em soluções para irrigação. Com atuação em mais de 110 países, chegou ao Brasil na década de 1990, com um portfólio completo de produtos e soluções inovadoras de irrigação por gotejamento, que visam contribuir com o eficiente uso da água, aumentando a produtividade na agricultura e trazendo mais tranquilidade ao produtor rural.
A construção de uma agricultura mais resiliente às mudanças climáticas e capaz de gerar valor para toda a cadeia produtiva passa, cada vez mais, pela atuação conjunta entre empresas, instituições financeiras e produtores rurais. Foi com esse objetivo que a BB Seguros sediou, na última semana, o encontro "Agricultura Regenerativa em Pauta: Valor, Métricas e Mercado", promovido pelo Consórcio Reg.IA, primeiro consórcio de agricultura regenerativa da América Latina, liderado pela Produzindo Certo, empresa que conecta produtores rurais a empresas comprometidas com a sustentabilidade.