
Em uma operação significativa deflagrada na manhã de segunda-feira (26), a Polícia Civil de Santa Catarina cumpriu três mandados de busca e apreensão no caso envolvendo o assassinato brutal do cão comunitário conhecido como Orelha. Este caso chocante ocorre na Praia Brava, em Florianópolis, evidenciando um caso de violência extrema que gerou ampla comoção pública e mobilização das autoridades.
As investigações apontam para a participação de pelo menos quatro adolescentes nas agressões fatais ao cão, que era considerado um símbolo local aos 10 anos de idade. As buscas foram realizadas em suas residências e nas de seus responsáveis legais. Dispositivos eletrônicos foram apreendidos para análise, enquanto adultos também são investigados por possível coação no processo, sugerindo tentativas de obstrução das investigações.
Após o desaparecimento de alguns dias, Orelha foi encontrado por uma moradora que o cuidava voluntariamente, evidenciando ferimentos graves. Ele foi rapidamente levado a uma clínica veterinária, porém, diante da gravidade das lesões, a eutanásia foi a saída encontrada para aliviar seu sofrimento, gerando grande revolta na comunidade local.
O caso recebeu atenção direta do governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, que instruiu a intensificação das investigações. Em comunicado, o governador afirmou que as evidências coletadas são de tal gravidade que "embrulham o estômago". O envolvimento da justiça logo que a Polícia Civil apresentou o inquérito demonstra a seriedade com que a questão está sendo tratada.
A comoção não se limitou ao estado, com a participação de figuras públicas, como os artistas Rafael Portugal, Heloísa Périssé e Paula Burlamaqui, que expressaram suas indignações nas redes sociais. Os ativistas Luisa Mell e o deputado federal Delegado Bruno Lima também estão à frente das mobilizações, juntamente com dezenas de moradores em um protesto recente na Praia Brava. O evento contou com expressões simbólicas como camisetas personalizadas e a utilização da hashtag #JustiçaPorOrelha.
A tragédia acelerou a entrada em vigor de uma nova legislação estadual, sancionada pelas autoridades locais, a Lei nº 19.726. A nova normativa estabelece a Política Estadual de Proteção e Reconhecimento do Cão e Gato Comunitário. A lei tem o objetivo claro de oferecer amparo jurídico para animais que vivem em espaços públicos mas que criam vínculos com a comunidade local. Essa legislação é considerada um marco na proteção animal, formalizando o cuidado informal que muitos animais comunitários já recebem.
A legislação, de autoria do deputado estadual Marcius Machado, define que um "animal comunitário" é aquele cuidado coletivamente, sem um único proprietário. Com isso, está autorizada a instalação de abrigos e infraestrutura de alimentação, respeitando a mobilidade urbana. Além disso, a lei proíbe a remoção dos animais de sua área sem justificativa técnica ou notificação aos cuidadores, garantindo proteção contra retaliações a voluntários.
Um aspecto crucial da legislação é a responsabilidade pública pelo monitoramento sanitário dos animais, permitindo parcerias entre o Estado, universidades, ONGs e consórcios intermunicipais para promoção de campanhas de castração, vacinação e controle de saúde, medidas fundamentais para evitar a repetição de tragédias como a do Orelha.
O deputado Marcius Machado destaca que a legislação “é um passo decisivo contra o abandono e os maus-tratos”, visando fortalecer a proteção dos direitos dos animais e garantir o respeito ao cuidado comunitário. Mudanças como essas são vistas como essenciais para inibir maus-tratos e garantir a dignidade dos animais que fazem parte integrante da vida urbana.
A nova política entrou em vigor em todo o território catarinense desde 22 de janeiro de 2026, com expectativa de que sirva de modelo para outros estados ao criar uma rede de proteção mais eficiente e humanizada.

Sumário: Em entrevista realizada durante um dia de campo na lavoura de milho safrinha, Fábio Christovam, da RouteLife & AgroShield Seguros, explica como o seguro agrícola funciona como ferramenta de estabilidade para produtores. O destaque é o planejamento antecipado para entrar na fila da subvenção governamental federal e estadual, que reduz o custo da proteção. Mesmo quem já foi plantado pode contratar, mediante avaliação técnica, com a vantagem da cobertura de replantio caso haja atraso na emergência das plantas devido às chuvas. O seguro é dividido em estágios: replantio até 15 cm e, depois, a cobertura básica contra eventos climáticos severos. Em caso de sinistro, peritos avaliam o laudo inicial, e na colheita ocorre nova perícia para validar a produtividade, liberando indenização pela diferença entre o garantido e o rendimento efetivo. A RouteLife oferece portfólio amplo para o agronegócio, com visitas técnicas às propriedades, cotações personalizadas sem custo e atendimento no campo e na cidade; seguros de vida, automóveis e empresariais também integram a oferta.

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O vereador Pedro Kawai (PSDB) visitou a SCI-AGRO, empresa vencedora na categoria de médio porte no 18º Destaque Industrial promovido pelo Ciesp-Piracicaba. A premiação, que homenageou 15 empresas em 2025, reconhece indústrias de vários portes e uma categoria especial com impacto econômico e social significativo. Durante a visita, Kawai conheceu a estrutura e o funcionamento da SCI-AGRO, um laboratório de análises químicas e biológicas que contribui para o desenvolvimento da região. A empresa destaca-se por seu rigor técnico, empregando mais de 100 colaboradores.

O Sistema Faep e outras entidades do setor agropecuário entregaram um documento ao Instituto Água e Terra solicitando ajustes nas regras de licenciamento ambiental no Paraná. A proposta visa simplificar processos burocráticos que impactam cadeias produtivas como bovinocultura e avicultura, que atualmente enfrentam insegurança jurídica. Paralelamente, o Hackathon Show Rural Digital Coopavel, marcado para fevereiro, busca soluções inovadoras para o agronegócio, destacando-se como um impulsionador da transformação digital no setor. Em Goiás, o Valor Bruto da Produção Agropecuária cresceu 13,6% em 2025, reforçado principalmente pela soja, bovinocultura e milho. O Relatório de Perspectivas para Commodities 2026 da StoneX aponta uma estabilidade no setor de commodities, com riscos geopolíticos e impactos nos custos de fertilizantes. A economia global mostra crescimento, mas enfrenta incertezas políticas e econômicas.

A fruticultura de Santa Catarina celebra uma melhora nas exportações de maçãs com a realização de inspeções fitossanitárias diretamente nos packing houses, fortalecendo a segurança e a credibilidade do produto. Essa decisão, fruto de uma parceria entre entidades como a Faesc e ABPM, garante conformidade sanitária e solidifica a competitividade do estado, consolidando-o como referência na produção de maçãs no Brasil. Além disso, a Reforma Tributária, em vigor a partir de 2026, trará mudanças significativas para os produtores, como a introdução do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), demandando adaptação e planejamento tributário. A implementação da Nota Fiscal Fácil e do CNPJ Alfanumérico são outras inovações que prometem simplificar processos fiscais e melhorar a identificação dos produtores.