
O setor de pecuária do Mato Grosso do Sul registrou um crescimento notável no abate de bovinos com certificação orgânica e sustentável em 2025. Houve um aumento de 12%, totalizando 205,9 mil cabeças, conforme informado por Guilherme de Oliveira, diretor executivo da Associação Pantaneira de Pecuária Orgânica e Sustentável (ABPO).
Esse crescimento foi significativamente impulsionado pelo crescente engajamento dos produtores em um programa estadual de incentivo fiscal. A implementação deste programa incentivou os produtores a adotarem práticas mais sustentáveis, resultando em um aumento na produção de carne orgânica e sustentável.
O aumento no abate de bovinos sustentáveis não apenas contribui para a economia local, mas também apoia iniciativas globais de sustentabilidade. Com a demanda por produtos orgânicos e sustentáveis crescendo, o estado posiciona-se como um dos líderes nesse setor.
Embora o crescimento seja um marco significativo, ainda existem desafios, como a necessidade de maiores investimentos em tecnologia e logística para manter padrões elevados de produção sustentável.
Com o suporte de políticas governamentais e reconhecimento das práticas sustentáveis, o futuro parece promissor para a pecuária orgânica e sustentável no Mato Grosso do Sul. Este avanço pode servir de exemplo e incentivar outras regiões a adotar práticas semelhantes.
É importante ressaltar o papel da ABPO, que continua a auxiliar produtores na transição para um modelo de produção mais sustentável e responsável.

A proibição da União Europeia a produtos brasileiros de carne bovina e mel entra em vigor em 3 de setembro, com base em alegações de monitoramento insuficiente de antimicrobianos. Exportações de carne e mel orgânico para o bloco registraram altas recentes, mas o cenário futuro torna-se incerto.
Após a expansão do ecossistema de inovação voltado ao agronegócio, o mercado de fusões e aquisições envolvendo agtechs caminha para uma etapa mais seletiva. Com investidores e compradores cada vez mais atentos à geração de valor, empresas capazes de comprovar resultados operacionais, escalabilidade e maturidade de gestão tendem a concentrar as oportunidades de negócios nos próximos anos. Nesse cenário, de acordo com Camila Perez, líder de M&A da Galapos, a expectativa é que 2026 seja marcado por operações mais qualificadas, com foco em ativos que combinem tecnologia validada, base de clientes consistente, governança madura e capacidade comprovada de gerar vantagem competitiva no campo.

Produzir mais, preservando os recursos naturais e reduzindo a vulnerabilidade às mudanças climáticas, deixou de ser apenas uma agenda ambiental para se tornar uma estratégia de sobrevivência no agronegócio. Essa necessidade acelerou a busca por sistemas produtivos mais resilientes.
Fundada em um pequeno kibbutz em Israel há 60 anos, a Netafim é pioneira e líder mundial em soluções para irrigação. Com atuação em mais de 110 países, chegou ao Brasil na década de 1990, com um portfólio completo de produtos e soluções inovadoras de irrigação por gotejamento, que visam contribuir com o eficiente uso da água, aumentando a produtividade na agricultura e trazendo mais tranquilidade ao produtor rural.
A construção de uma agricultura mais resiliente às mudanças climáticas e capaz de gerar valor para toda a cadeia produtiva passa, cada vez mais, pela atuação conjunta entre empresas, instituições financeiras e produtores rurais. Foi com esse objetivo que a BB Seguros sediou, na última semana, o encontro "Agricultura Regenerativa em Pauta: Valor, Métricas e Mercado", promovido pelo Consórcio Reg.IA, primeiro consórcio de agricultura regenerativa da América Latina, liderado pela Produzindo Certo, empresa que conecta produtores rurais a empresas comprometidas com a sustentabilidade.