
A programação de embarques nos portos brasileiros, conhecida como line-up, sinaliza um significativo crescimento nas exportações de soja em grão no início de 2026. Conforme levantamento da Safras & Mercado, o Brasil está projetado para embarcar 3,48 milhões de toneladas do produto apenas em janeiro.
Esse volume representa um substancial aumento em relação a janeiro de 2025, quando os embarques atingiram 1,103 milhão de toneladas. Em uma comparação anual, o crescimento é de aproximadamente 215%, evidenciando a retomada do fluxo exportador logo no começo do ano.
Para fevereiro de 2026, o line-up projeta ainda mais robustos embarques, com um total estimado de 6,277 milhões de toneladas de soja. Este avanço é sustentado pela progressão da colheita da safra 2025/26 e pela maior disponibilidade do grão nos portos.
Já para março, a programação indica embarques de 132 mil toneladas. Todavia, tal volume é considerado preliminar e passível de ajustes conforme a colheita avança e a comercialização se intensifica.
No acumulado de janeiro e fevereiro de 2026, a previsão de embarques é de 9,89 milhões de toneladas de soja, um volume que supera em cerca de 32% o registrado no mesmo período de 2025, quando, segundo dados da Secex, o Brasil exportou 7,497 milhões de toneladas.
Esse desempenho reforça a expectativa de um início de ano mais aquecido para as exportações do complexo soja, um dos principais pilares da balança comercial brasileira.
O avanço das exportações é reflexo direto do progresso da colheita, da melhoria da logística portuária e da retomada da demanda internacional. Com a oferta abundante do grão, o ritmo dos embarques deve ser mantido nas semanas seguintes.
Diante desse cenário, o mercado segue atento a possíveis revisões no line-up à medida que novas cargas são negociadas e a programação dos portos é ajustada.

A preferência chinesa pela soja brasileira é sustentada por uma relação de preços favoráveis, apesar das pressões no mercado interno devido ao câmbio valorizado e avanço da colheita. Segundo Anderson Nacaxe, CEO da Oken.Finance, os preços voltaram a mínimas, aumentando a dependência da demanda externa para o escoamento da produção nacional. O acesso a esse conteúdo é exclusivo para usuários cadastrados no Agrolink.

O IPCA-15 subiu 0,20% em janeiro, ligeiramente inferior à alta de 0,25% em dezembro. Em 12 meses, o índice acumula aumento de 4,50%. Habitação e Transportes caíram, enquanto Saúde e cuidados pessoais lideraram o aumento com alta de 0,81%. Alimentação e bebidas aceleraram, com alta influenciada por tomates e batata-inglesa. Embora passagens aéreas e transporte urbano tenham caído em Transportes, combustíveis subiram 1,25%.

O setor de lácteos da Argentina, em 2025, alcançou seu melhor desempenho externo em 12 anos, graças à modernização da cadeia produtiva e condições de mercado favoráveis. O país exportou 425.042 toneladas de produtos lácteos, gerando US$ 1,69 bilhão, um aumento de 11% em volume e 20% em valor em relação ao ano anterior. O volume exportado representou 27% da produção nacional, que atingiu 11,618 bilhões de litros, o maior da década. O leite em pó integral liderou as exportações, com o Brasil como principal parceiro. A expansão do setor leiteiro integra um crescimento mais amplo do agronegócio argentino.

A soja teve queda nos preços no Paraná e em Paranaguá, com desvalorizações de 1,12% e 2,18%, respectivamente. No interior do Paraná, a saca é cotada a R$ 119,83, enquanto no litoral chega a R$ 124,76. Em contraste, o trigo presenta reajustes para cima, com aumentos de 0,13% no Paraná (R$ 1.176,36 por tonelada) e 0,31% no Rio Grande do Sul (R$ 1.057,34 por tonelada). A padronização da saca em 60 kg facilita a comercialização e monitoramento de preços.

As importações brasileiras de fertilizantes atingiram um recorde histórico de 45,5 milhões de toneladas em 2025, superando o total de 44,28 milhões de toneladas em 2024, conforme o Boletim Logístico divulgado pela Conab. Esse aumento de 2,68% destaca a confiança do setor agrícola no Brasil, com Mato Grosso, Paraná e São Paulo liderando o consumo. O crescimento nas importações apoia o planejamento para expansão da área plantada e melhorias na produtividade, reforçando a robustez da cadeia de suprimentos agrícolas no país.