
Oferta elevada e demanda reduzida impactam preços do milho
No início deste ano, os preços do milho apresentam queda nas principais regiões do Brasil, conforme dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Esse cenário é resultado de uma oferta elevada e de uma demanda mais fraca.
Pesquisadores indicam que o clima favorável e o avanço da colheita da safra de verão contribuem para o aumento na oferta do cereal. Ao mesmo tempo, os compradores optam por utilizar os estoques anteriores, o que diminui o interesse por novas compras.
Com a chegada da colheita da soja, há expectativas de que produtores precisarão liberar espaço nos armazéns e gerar receita, aumentando ainda mais a pressão sobre os preços do milho. Enquanto isso, o plantio da segunda safra já teve início em regiões do Sul e Centro-Oeste, intensificando as previsões de oferta elevada nos próximos meses.
Mercado futuro em queda na B3
Na Bolsa Brasileira de Mercadorias (B3), as movimentações foram mistas nesta segunda-feira, com cotações variando entre R$ 67,77 e R$ 69,21. Embora tenha ocorrido algumas altas pontuais, como:
A semana anterior foi marcada por quedas nos preços, influenciadas pelo aumento da oferta interna e pela busca por liquidez dos produtores. A média de preços segundo o Cepea teve recuo de 2,60%, acompanhando a desvalorização do dólar de 1,60%, o que reduziu a competitividade das exportações.
Influência no mercado global
Os contratos futuros de milho na Bolsa de Chicago (CBOT) também iniciaram a semana em baixa, impactados pela especulação. Dados da Commodity Futures Trading Commission (CFTC) indicam que investidores aumentaram posições vendidas, apostando na redução de preços do cereal. Apesar da pressão externa, leves recuperações foram registradas, sustentadas por dados positivos de exportação, somando 4,01 milhões de toneladas, 33,68% acima do mesmo período do ano passado.
Perspectivas futuras
A expectativa é de que o mercado de milho permaneça sob pressão nas próximas semanas, devido ao avanço da colheita de verão e à safrinha. Com estoques altos, demanda interna enfraquecida e câmbio desfavorável, o cenário para recuperação de preços a curto prazo é limitado. Apenas mudanças significativas no cenário internacional, como eventos climáticos adversos na América do Sul ou uma elevação nas exportações dos Estados Unidos, poderiam oferecer suporte às cotações.

A preferência chinesa pela soja brasileira é sustentada por uma relação de preços favoráveis, apesar das pressões no mercado interno devido ao câmbio valorizado e avanço da colheita. Segundo Anderson Nacaxe, CEO da Oken.Finance, os preços voltaram a mínimas, aumentando a dependência da demanda externa para o escoamento da produção nacional. O acesso a esse conteúdo é exclusivo para usuários cadastrados no Agrolink.

O IPCA-15 subiu 0,20% em janeiro, ligeiramente inferior à alta de 0,25% em dezembro. Em 12 meses, o índice acumula aumento de 4,50%. Habitação e Transportes caíram, enquanto Saúde e cuidados pessoais lideraram o aumento com alta de 0,81%. Alimentação e bebidas aceleraram, com alta influenciada por tomates e batata-inglesa. Embora passagens aéreas e transporte urbano tenham caído em Transportes, combustíveis subiram 1,25%.

O setor de lácteos da Argentina, em 2025, alcançou seu melhor desempenho externo em 12 anos, graças à modernização da cadeia produtiva e condições de mercado favoráveis. O país exportou 425.042 toneladas de produtos lácteos, gerando US$ 1,69 bilhão, um aumento de 11% em volume e 20% em valor em relação ao ano anterior. O volume exportado representou 27% da produção nacional, que atingiu 11,618 bilhões de litros, o maior da década. O leite em pó integral liderou as exportações, com o Brasil como principal parceiro. A expansão do setor leiteiro integra um crescimento mais amplo do agronegócio argentino.

A soja teve queda nos preços no Paraná e em Paranaguá, com desvalorizações de 1,12% e 2,18%, respectivamente. No interior do Paraná, a saca é cotada a R$ 119,83, enquanto no litoral chega a R$ 124,76. Em contraste, o trigo presenta reajustes para cima, com aumentos de 0,13% no Paraná (R$ 1.176,36 por tonelada) e 0,31% no Rio Grande do Sul (R$ 1.057,34 por tonelada). A padronização da saca em 60 kg facilita a comercialização e monitoramento de preços.

As importações brasileiras de fertilizantes atingiram um recorde histórico de 45,5 milhões de toneladas em 2025, superando o total de 44,28 milhões de toneladas em 2024, conforme o Boletim Logístico divulgado pela Conab. Esse aumento de 2,68% destaca a confiança do setor agrícola no Brasil, com Mato Grosso, Paraná e São Paulo liderando o consumo. O crescimento nas importações apoia o planejamento para expansão da área plantada e melhorias na produtividade, reforçando a robustez da cadeia de suprimentos agrícolas no país.