
Gol anuncia liderança interina após falecimento de fundador
A Gol Linhas Aéreas anunciou neste domingo que Antonio Kandir, atualmente vice-presidente do conselho de administração, assumirá temporariamente a presidência da companhia. Essa decisão veio após a lamentável morte do fundador da empresa, Constantino de Oliveira Júnior, ocorrida no último sábado.
Destacando-se por sua longa trajetória na empresa, Kandir esteve envolvido em diversos órgãos administrativos da Gol nos últimos 20 anos. Economista e ex-deputado federal pelo PSDB, ele participou da criação do Plano Collor integrando a equipe econômica da então ministra Zélia Cardoso de Mello e do presidente do Banco Central na época, Ibrahim Eris.
Em 1995, Kandir iniciou uma breve carreira como deputado federal, mas licenciou-se para assumir o Ministério do Planejamento no governo Fernando Henrique Cardoso, substituindo José Serra entre 1996 e 1998. O novo presidente interino também possui experiência como presidente do Conselho Nacional de Desestatização, Governador Brasileiro no BID e liderou o Ipea.
Além disso, Kandir desempenhou funções como diretor de Private Equity e Hedge Funds, é diretor na Kandir e Associados, e exerceu a função de coordenador de estudos no Itaú Planejamento e Engenharia. No campo acadêmico, atuou também como professor na Unicamp, PUC/SP e na Universidade de Notre Dame.
Em um comunicado oficial, a Gol expressou seu profundo pesar pela perda de seu fundador, enquanto manifestou total solidariedade aos familiares e amigos de Constantino Junior. A empresa destacou que suas operações, estratégias e compromissos permanecem inalterados sob a liderança continuada de seus diretores, conselheiros e equipe executiva.
Constantino Junior esteve à frente da companhia aérea como executivo por 11 anos até 2012, e sua posição no conselho de administração era mantida até seu falecimento devido a complicações de um câncer. Seu legado como pioneiro nas aviações continuará a ser celebrado e respeitado por todos na indústria.

A preferência chinesa pela soja brasileira é sustentada por uma relação de preços favoráveis, apesar das pressões no mercado interno devido ao câmbio valorizado e avanço da colheita. Segundo Anderson Nacaxe, CEO da Oken.Finance, os preços voltaram a mínimas, aumentando a dependência da demanda externa para o escoamento da produção nacional. O acesso a esse conteúdo é exclusivo para usuários cadastrados no Agrolink.

O IPCA-15 subiu 0,20% em janeiro, ligeiramente inferior à alta de 0,25% em dezembro. Em 12 meses, o índice acumula aumento de 4,50%. Habitação e Transportes caíram, enquanto Saúde e cuidados pessoais lideraram o aumento com alta de 0,81%. Alimentação e bebidas aceleraram, com alta influenciada por tomates e batata-inglesa. Embora passagens aéreas e transporte urbano tenham caído em Transportes, combustíveis subiram 1,25%.

O setor de lácteos da Argentina, em 2025, alcançou seu melhor desempenho externo em 12 anos, graças à modernização da cadeia produtiva e condições de mercado favoráveis. O país exportou 425.042 toneladas de produtos lácteos, gerando US$ 1,69 bilhão, um aumento de 11% em volume e 20% em valor em relação ao ano anterior. O volume exportado representou 27% da produção nacional, que atingiu 11,618 bilhões de litros, o maior da década. O leite em pó integral liderou as exportações, com o Brasil como principal parceiro. A expansão do setor leiteiro integra um crescimento mais amplo do agronegócio argentino.

A soja teve queda nos preços no Paraná e em Paranaguá, com desvalorizações de 1,12% e 2,18%, respectivamente. No interior do Paraná, a saca é cotada a R$ 119,83, enquanto no litoral chega a R$ 124,76. Em contraste, o trigo presenta reajustes para cima, com aumentos de 0,13% no Paraná (R$ 1.176,36 por tonelada) e 0,31% no Rio Grande do Sul (R$ 1.057,34 por tonelada). A padronização da saca em 60 kg facilita a comercialização e monitoramento de preços.

As importações brasileiras de fertilizantes atingiram um recorde histórico de 45,5 milhões de toneladas em 2025, superando o total de 44,28 milhões de toneladas em 2024, conforme o Boletim Logístico divulgado pela Conab. Esse aumento de 2,68% destaca a confiança do setor agrícola no Brasil, com Mato Grosso, Paraná e São Paulo liderando o consumo. O crescimento nas importações apoia o planejamento para expansão da área plantada e melhorias na produtividade, reforçando a robustez da cadeia de suprimentos agrícolas no país.