
Relatório Destaca Crescimento de Tecnologias Agrícolas Verdes no Brasil
Um relatório recente do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) aponta um crescimento significativo na demanda por fertilizantes e defensivos agrícolas com princípio biológico no Brasil. Este movimento, que busca alternativas mais sustentáveis em comparação às soluções químicas tradicionais, tem sido uma prioridade para organizações e cientistas brasileiros dedicados às tecnologias agrícolas verdes.
De acordo com o relatório, 70% dos pedidos de patentes brasileiros nessa área desde 2012 estão relacionados a biofertilizantes e biodefensivos. No total, foram contabilizados 1.205 pedidos de patente brasileiros nesse campo, os quais se dividem entre empresas (465 pedidos), pessoas físicas (435), instituições públicas de pesquisa (389) e instituições da sociedade civil sem fins lucrativos (41 pedidos).
No segmento de tecnologias agrícolas verdes, que o INPI considera crucial, os defensivos sustentáveis lideram com 3.282 pedidos, seguidos pelos biofertilizantes com 2.597. Este número combinado de 5.879 supera consideravelmente o terceiro maior grupo, o de agricultura digital, que possui 2.132 pedidos de patente.
Inovações Brasileiras: As inovações brasileiras totalizam 1.205 pedidos de registros de novas tecnologias agrícolas verdes, colocando o Brasil em segundo lugar no ranking global. Os Estados Unidos lideram com 2.515 pedidos, enquanto a Alemanha ocupa a terceira posição com 509 pedidos.
Entre as 17 organizações brasileiras mais ativas nesse registro, predominam as entidades públicas, como a Embrapa e as universidades, com apenas uma entidade privada figurando neste grupo. A Embrapa é destaque, com 34 projetos submetidos ao INPI.
Esta tendência reflete um compromisso crescente com práticas agrícolas mais sustentáveis, que busquem minimizar os impactos ambientais ao mesmo tempo em que promovem a inovação tecnológica no agronegócio brasileiro. O avanço das tecnologias agrícolas verdes é fundamental para garantir uma produção eficiente e sustentável, alinhando-se aos desafios globais de segurança alimentar e conservação ambiental.

Pesquisadores do Brasil e dos EUA estão realizando ensaios para avaliar materiais de EPIs agrícolas, liderados pelo IAC-Quepia em colaboração com a cientista Anugrah Shaw. Os testes realizados no CEA, em Jundiaí, visam subsidiar a atualização da norma ISO 27065, garantindo maior segurança. Hamilton Ramos, coordenador do programa, destaca que as pesquisas analisam a resistência e durabilidade de aproximadamente 40 materiais impermeáveis, com o objetivo de validar e ampliar conhecimentos sobre EPIs agrícolas. O IAC-Quepia é referência internacional em segurança no agronegócio, e suas pesquisas são essenciais para revisões normativas e para garantir a proteção dos trabalhadores rurais.

Pesquisadores do Brasil e dos EUA estão realizando testes com materiais de EPIs agrícolas no IAC para revisões na norma ISO 27065, focando em resistência e durabilidade. Liderado pelo programa IAC-Quepia, em colaboração com a Universidade de Maryland Eastern Shore, o estudo analisa cerca de 40 materiais para garantir segurança no uso de agroquímicos. O projeto busca validar dados anteriores e fortalecer a liderança do Brasil em pesquisas de segurança no agronegócio. Enquanto isso, a Reforma Tributária prevê mudanças fiscais para o setor a partir de 2026, incluindo a introdução do IBS e CBS e a simplificação através da Nota Fiscal Fácil e do CNPJ Alfanumérico, visando melhor planejamento e competitividade para produtores rurais.

A Rawer, empresa de alimentação animal, surgiu de uma inquietação de Keila Bezi sobre a qualidade dos alimentos para pets. Após deixar seu emprego em uma clínica veterinária, Bezi iniciou a produção de alimentos naturais para animais na cozinha de sua mãe com um investimento inicial modesto. O negócio cresceu rapidamente, passando de um projeto artesanal a uma planta industrial em Mar del Plata, tendo sido finalista na competição Naves do IAE no final de 2022. A empresa, que enfatiza o bem-estar animal, enfrenta desafios logísticos devido à natureza perecível dos seus produtos, vendidos principalmente via e-commerce e em uma rede de clínicas veterinárias. Em 2026, planejam lançar dietas específicas para patologias animais e expandir a operação para Rosário, com a visão de desafiar o sistema tradicional falho e promover a mudança cultural na alimentação de pets.

No artigo, destaca-se a evolução das agrorevendas no Brasil, que passaram de pontos simples de venda para centros de curadoria tecnológica. Cada vez mais conectadas, elas enfrentam transformações significativas, migrando das tradicionais relações pessoais para um cenário digital, onde o WhatsApp e as redes sociais despontam como ferramentas essenciais. A necessidade de manter a confiança e os vínculos pessoais, agora formalizados, é essencial em um ambiente onde o suporte técnico e a informação de qualidade se tornam diferenciais decisivos para os produtores rurais. A intermediação entre oferta tecnológica e as demandas do campo é vital para o sucesso e a continuidade dessas relações.

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