
Os mercados financeiros da Europa iniciaram a semana de forma mista, refletindo a cautela dos investidores perante os acontecimentos políticos nos Estados Unidos e a expectativa de mudanças na política monetária americana.
Investidores estão na espera pela decisão de política monetária do Federal Reserve, prevista para quarta-feira, enquanto aguardam também o anúncio do próximo líder do banco central americano, atualmente sob o comando de Jerome Powell.
No mercado de Londres, as mineradoras se destacaram. A Fresnillo ganhou impulso com a alta dos metais preciosos, levando o ouro a estabelecer novos recordes.
A manhã desta segunda-feira apresentou um panorama diverso entre as bolsas europeias. O índice pan-europeu Stoxx 600 caiu 0,21%, situando-se em 607,09 pontos. Depois:
As ações da Reckitt Benckiser e Experian em Londres sofreram quedas consideráveis, mas isso foi equilibrado pelo aumento significativo nas ações de empresas mineradoras como Fresnillo, Endeavour Mining e Antofagasta. A CSG destacou-se com uma alta notável na bolsa de Amsterdã.
Do outro lado, a Volkswagen enfrentou um declínio de 1,2% em Frankfurt. A continuidade da construção de sua fábrica da Audi nos EUA está condicionada à alteração nas tarifas de importação de automóveis, conforme afirmou o presidente da empresa.
Em Portugal, os eleitores se preparam para o segundo turno das eleições presidenciais, onde o socialista pró-europeu António José Seguro enfrenta o nacionalista eurocético André Ventura.
O índice Ifo alemão, que mede o clima de negócios, permaneceu inalterado em janeiro, refletindo uma estabilidade no sentimento econômico do país.

A preferência chinesa pela soja brasileira é sustentada por uma relação de preços favoráveis, apesar das pressões no mercado interno devido ao câmbio valorizado e avanço da colheita. Segundo Anderson Nacaxe, CEO da Oken.Finance, os preços voltaram a mínimas, aumentando a dependência da demanda externa para o escoamento da produção nacional. O acesso a esse conteúdo é exclusivo para usuários cadastrados no Agrolink.

O IPCA-15 subiu 0,20% em janeiro, ligeiramente inferior à alta de 0,25% em dezembro. Em 12 meses, o índice acumula aumento de 4,50%. Habitação e Transportes caíram, enquanto Saúde e cuidados pessoais lideraram o aumento com alta de 0,81%. Alimentação e bebidas aceleraram, com alta influenciada por tomates e batata-inglesa. Embora passagens aéreas e transporte urbano tenham caído em Transportes, combustíveis subiram 1,25%.

O setor de lácteos da Argentina, em 2025, alcançou seu melhor desempenho externo em 12 anos, graças à modernização da cadeia produtiva e condições de mercado favoráveis. O país exportou 425.042 toneladas de produtos lácteos, gerando US$ 1,69 bilhão, um aumento de 11% em volume e 20% em valor em relação ao ano anterior. O volume exportado representou 27% da produção nacional, que atingiu 11,618 bilhões de litros, o maior da década. O leite em pó integral liderou as exportações, com o Brasil como principal parceiro. A expansão do setor leiteiro integra um crescimento mais amplo do agronegócio argentino.

A soja teve queda nos preços no Paraná e em Paranaguá, com desvalorizações de 1,12% e 2,18%, respectivamente. No interior do Paraná, a saca é cotada a R$ 119,83, enquanto no litoral chega a R$ 124,76. Em contraste, o trigo presenta reajustes para cima, com aumentos de 0,13% no Paraná (R$ 1.176,36 por tonelada) e 0,31% no Rio Grande do Sul (R$ 1.057,34 por tonelada). A padronização da saca em 60 kg facilita a comercialização e monitoramento de preços.

As importações brasileiras de fertilizantes atingiram um recorde histórico de 45,5 milhões de toneladas em 2025, superando o total de 44,28 milhões de toneladas em 2024, conforme o Boletim Logístico divulgado pela Conab. Esse aumento de 2,68% destaca a confiança do setor agrícola no Brasil, com Mato Grosso, Paraná e São Paulo liderando o consumo. O crescimento nas importações apoia o planejamento para expansão da área plantada e melhorias na produtividade, reforçando a robustez da cadeia de suprimentos agrícolas no país.