
Londrina, Paraná - A Dechra Brasil, subsidiária de uma indústria veterinária de capital britânico, anunciou a desativação de sua fábrica localizada no Norte do Paraná, em Londrina. A empresa continuará a atuar no mercado brasileiro, no entanto, seus produtos passarão a ser importados de outras unidades da corporação no exterior.
Durante uma recente reunião com seus colaboradores, a Dechra fez o anúncio formalizado por meio de uma nota oficial. A ação vem pouco tempo após a finalização de investigações referentes ao infeliz episódio que envolveu mais de 600 mortes de animais relacionadas à vacina Excell 10, aplicada em agosto nos estados do Piauí, Maranhão, Ceará e Sergipe.
A investigação determinou falhas no processo de inativação da vacina contra clostridiose como o fator mais provável para o ocorrido. Animais como bovinos, caprinos e ovinos foram vítimas depois de receber a controversa imunização.
A Dechra Brasil tem origem na aquisição da Venco Saúde Animal pelo conglomerado britânico em outubro de 2018. Esta aquisição fazia parte de um planejamento maior de expansão da Dechra. A história da Venco remonta a 1986, quando começou sua trajetória em Londrina sob o nome de Vencofarma, destacando-se na produção de soro antiofídico e, posteriormente, expandindo para o mercado veterinário com diversos produtos.
Produtos fabricados na fábrica de Londrina serão retirados do mercado. No entanto, clientes fiéis podem esperar pela continuidade das operações de vendas e distribuição de produtos através de importações de outras fábricas internacionais da marca.
A medida indica um reposicionamento estratégico significativo por parte da matriz da Dechra, com influência direta no mercado brasileiro de medicamentos veterinários. A empresa se compromete a oferecer suporte a todos os seus clientes e distribui suas orientações através de canais apropriados.

A preferência chinesa pela soja brasileira é sustentada por uma relação de preços favoráveis, apesar das pressões no mercado interno devido ao câmbio valorizado e avanço da colheita. Segundo Anderson Nacaxe, CEO da Oken.Finance, os preços voltaram a mínimas, aumentando a dependência da demanda externa para o escoamento da produção nacional. O acesso a esse conteúdo é exclusivo para usuários cadastrados no Agrolink.

O IPCA-15 subiu 0,20% em janeiro, ligeiramente inferior à alta de 0,25% em dezembro. Em 12 meses, o índice acumula aumento de 4,50%. Habitação e Transportes caíram, enquanto Saúde e cuidados pessoais lideraram o aumento com alta de 0,81%. Alimentação e bebidas aceleraram, com alta influenciada por tomates e batata-inglesa. Embora passagens aéreas e transporte urbano tenham caído em Transportes, combustíveis subiram 1,25%.

O setor de lácteos da Argentina, em 2025, alcançou seu melhor desempenho externo em 12 anos, graças à modernização da cadeia produtiva e condições de mercado favoráveis. O país exportou 425.042 toneladas de produtos lácteos, gerando US$ 1,69 bilhão, um aumento de 11% em volume e 20% em valor em relação ao ano anterior. O volume exportado representou 27% da produção nacional, que atingiu 11,618 bilhões de litros, o maior da década. O leite em pó integral liderou as exportações, com o Brasil como principal parceiro. A expansão do setor leiteiro integra um crescimento mais amplo do agronegócio argentino.

A soja teve queda nos preços no Paraná e em Paranaguá, com desvalorizações de 1,12% e 2,18%, respectivamente. No interior do Paraná, a saca é cotada a R$ 119,83, enquanto no litoral chega a R$ 124,76. Em contraste, o trigo presenta reajustes para cima, com aumentos de 0,13% no Paraná (R$ 1.176,36 por tonelada) e 0,31% no Rio Grande do Sul (R$ 1.057,34 por tonelada). A padronização da saca em 60 kg facilita a comercialização e monitoramento de preços.

As importações brasileiras de fertilizantes atingiram um recorde histórico de 45,5 milhões de toneladas em 2025, superando o total de 44,28 milhões de toneladas em 2024, conforme o Boletim Logístico divulgado pela Conab. Esse aumento de 2,68% destaca a confiança do setor agrícola no Brasil, com Mato Grosso, Paraná e São Paulo liderando o consumo. O crescimento nas importações apoia o planejamento para expansão da área plantada e melhorias na produtividade, reforçando a robustez da cadeia de suprimentos agrícolas no país.