
O ano de 2025 marcou um avanço significativo para o agronegócio brasileiro, consolidando-o como um pilar robusto da economia nacional. Com exportações recordes de US$ 169,2 bilhões e uma safra histórica de 352,2 milhões de toneladas de grãos, o setor demonstrou sua capacidade produtiva e competitividade global. Esses resultados impulsionaram o PIB nacional e ajudaram a controlar a inflação de alimentos, destacando o agronegócio como um motor do desenvolvimento econômico e da segurança alimentar do Brasil.
A produtividade das principais culturas atingiu patamares inéditos. A soja registrou uma média nacional de 3.621 kg/ha, e o milho produziu um total de 139,7 milhões de toneladas. Além disso, a diversificação da pauta exportadora se destacou, com a alta nas exportações de produtos não convencionais, como o gergelim, que alcançou US$ 195,1 milhões em exportações para a China.
Apesar dos bons resultados de 2025, o setor agrícola brasileiro enfrenta desafios em 2026, como a alta inadimplência no crédito. No entanto, essa pressão financeira está impulsionando o setor a adotar práticas de gestão mais profissionais, focando em eficiência operacional, controle de custos e uso de tecnologia para maximizar a produtividade.
A capacidade de adaptação dos produtores brasileiros às adversidades históricas é um ponto positivo. As projeções para 2026 indicam um crescimento comedido, mas sustentável, com o PIB do agronegócio estimado em 1%, após uma expansão de 9,6% em 2025. A safra de 2025/2026 deve superar os 354 milhões de toneladas, com destaque para a soja, prevista para 177,6 milhões de toneladas.
No mercado internacional, a volatilidade nos preços das commodities é uma preocupação. No entanto, há uma demanda estrutural sólida, especialmente na China e na classe média crescente na Ásia. O acordo Mercosul-União Europeia também promete abrir novos mercados de forma gradual.
O segmento de hortifrúti se destaca pelo dinamismo e capacidade de adaptação. Com exportações em alta e uma produção de qualidade e diversidade, produtos como manga, melão, uva, mamão e maçãs estão conquistando mercados exigentes. O apelo saudável desses produtos, aliado à demanda global por alimentos frescos, posiciona o hortifrúti como um segmento de alto potencial de crescimento nos próximos anos.
Para 2026, o desafio será equilibrar a expansão da área produtiva com investimentos em tecnologias que minimizem os impactos climáticos. As condições são favoráveis para que o hortifrúti brasileiro amplie sua participação no mercado global, investindo em logística, armazenamento e rastreabilidade para atender aos mercados premium e exigências sanitárias internacionais.
Em 2026, os produtores rurais brasileiros continuam sendo peças-chave para o desenvolvimento do país, mostrando que trabalho, tecnologia e visão a longo prazo transformam desafios em oportunidades, mantendo o Brasil como uma potência agrícola global.

A proibição da União Europeia a produtos brasileiros de carne bovina e mel entra em vigor em 3 de setembro, com base em alegações de monitoramento insuficiente de antimicrobianos. Exportações de carne e mel orgânico para o bloco registraram altas recentes, mas o cenário futuro torna-se incerto.
Após a expansão do ecossistema de inovação voltado ao agronegócio, o mercado de fusões e aquisições envolvendo agtechs caminha para uma etapa mais seletiva. Com investidores e compradores cada vez mais atentos à geração de valor, empresas capazes de comprovar resultados operacionais, escalabilidade e maturidade de gestão tendem a concentrar as oportunidades de negócios nos próximos anos. Nesse cenário, de acordo com Camila Perez, líder de M&A da Galapos, a expectativa é que 2026 seja marcado por operações mais qualificadas, com foco em ativos que combinem tecnologia validada, base de clientes consistente, governança madura e capacidade comprovada de gerar vantagem competitiva no campo.

Produzir mais, preservando os recursos naturais e reduzindo a vulnerabilidade às mudanças climáticas, deixou de ser apenas uma agenda ambiental para se tornar uma estratégia de sobrevivência no agronegócio. Essa necessidade acelerou a busca por sistemas produtivos mais resilientes.
Fundada em um pequeno kibbutz em Israel há 60 anos, a Netafim é pioneira e líder mundial em soluções para irrigação. Com atuação em mais de 110 países, chegou ao Brasil na década de 1990, com um portfólio completo de produtos e soluções inovadoras de irrigação por gotejamento, que visam contribuir com o eficiente uso da água, aumentando a produtividade na agricultura e trazendo mais tranquilidade ao produtor rural.
A construção de uma agricultura mais resiliente às mudanças climáticas e capaz de gerar valor para toda a cadeia produtiva passa, cada vez mais, pela atuação conjunta entre empresas, instituições financeiras e produtores rurais. Foi com esse objetivo que a BB Seguros sediou, na última semana, o encontro "Agricultura Regenerativa em Pauta: Valor, Métricas e Mercado", promovido pelo Consórcio Reg.IA, primeiro consórcio de agricultura regenerativa da América Latina, liderado pela Produzindo Certo, empresa que conecta produtores rurais a empresas comprometidas com a sustentabilidade.