
A adoção de sistemas de gestão, como ERP e CRM, tornou-se uma prática comum entre agroindústrias e empresas do interior do Brasil que buscam maior controle operacional. No entanto, especialistas e consultorias têm observado um problema recorrente: mesmo com a tecnologia instalada, muitas empresas continuam enfrentando atrasos, conflitos internos e uma tomada de decisão centralizada no proprietário.
Essa questão é explorada no artigo da ViaProjetos, “Por que ter ERP e CRM não resolve o caos da sua empresa”. Embora as ferramentas digitais possam organizar dados eficazmente, elas, por si só, não conseguem melhorar a gestão e a tomada de decisões.
Nos últimos anos, sistemas como ERP e CRM passaram a ser associados à profissionalização, especialmente em empresas familiares do setor agroindustrial. Há uma expectativa de que a digitalização resolva antigos gargalos de controle, produção e vendas. Apesar disso, o cenário real muitas vezes é diferente.
Enquanto relatórios e indicadores estão disponíveis, e as informações circulam mais rapidamente, as decisões continuam concentradas e os projetos disputam prioridade. Assim, operações dependem de validações informais, revelando que os sistemas registram eventos, mas não determinam os rumos da empresa.
Segundo a McKinsey & Company, apenas cerca de 20% das organizações conseguem converter dados em decisões consistentes no cotidiano, mesmo após investimentos em tecnologia e analytics. Para empresas agroindustriais, essa estatística é particularmente relevante, pois a complexidade operacional frequentemente supera a capacidade decisória devido à falta de critérios claros.
No Brasil, esse desafio é acentuado pela realidade das empresas do interior. De acordo com levantamento do Sebrae, mais de 70% das pequenas e médias empresas têm forte centralização decisória no proprietário, mesmo após a instalação de sistemas de gestão.
Na prática, isso significa que o ERP funciona como um cadastro organizado, enquanto decisões estratégicas dependem da experiência ou disponibilidade do dono. Quando ele está ausente, a empresa perde ritmo.
Esse modelo traz efeitos concretos para a indústria agro. Projetos de ampliação atrasam, investimentos ficam indefinidos, e oportunidades de mercado são perdidas devido à falta de clareza decisória. Além disso, as equipes tendem a operar com insegurança, à espera de constantes validações.
A OCDE destaca que organizações com baixa maturidade em governança e gestão de projetos podem perder, em média, até 11% da receita anual por ineficiências e decisões mal coordenadas. Em setores de margem apertada, como agroindústrias e cooperativas, esse percentual representa um risco significativo à sustentabilidade do negócio.
O ponto central é que a tecnologia organiza a informação, mas é a governança que organiza as decisões. Sem regras claras sobre quem decide, com base em quais indicadores e em que momento, o sistema não gera autonomia nem previsibilidade.
Estudos da PwC mostram que empresas com estruturas claras de governança e gestão de projetos têm até 38% mais entregas dentro do prazo e do orçamento, reduzindo a dependência de lideranças individuais. Para o agronegócio, onde ciclos produtivos são longos e decisões erradas são dispendiosas, essa diferença tem impacto direto nos resultados.
No interior do país, muitas empresas já superaram o estágio inicial de controle informal. O desafio agora vai além de “ter um sistema” e envolve a criação de critérios que transformem dados em decisões distribuídas. Isso envolve cultura, processos e clareza de papéis, além da tecnologia.
A maturidade organizacional surge quando a empresa aprende a decidir melhor, não apenas a acumular informação. Em um cenário de aumento de custos, pressão por eficiência e maior exigência de governança, compreender os limites da tecnologia e o papel da governança pode ser decisivo para transformar dados organizados em crescimento sustentável.

Pesquisadores do Brasil e dos EUA estão realizando ensaios para avaliar materiais de EPIs agrícolas, liderados pelo IAC-Quepia em colaboração com a cientista Anugrah Shaw. Os testes realizados no CEA, em Jundiaí, visam subsidiar a atualização da norma ISO 27065, garantindo maior segurança. Hamilton Ramos, coordenador do programa, destaca que as pesquisas analisam a resistência e durabilidade de aproximadamente 40 materiais impermeáveis, com o objetivo de validar e ampliar conhecimentos sobre EPIs agrícolas. O IAC-Quepia é referência internacional em segurança no agronegócio, e suas pesquisas são essenciais para revisões normativas e para garantir a proteção dos trabalhadores rurais.

Pesquisadores do Brasil e dos EUA estão realizando testes com materiais de EPIs agrícolas no IAC para revisões na norma ISO 27065, focando em resistência e durabilidade. Liderado pelo programa IAC-Quepia, em colaboração com a Universidade de Maryland Eastern Shore, o estudo analisa cerca de 40 materiais para garantir segurança no uso de agroquímicos. O projeto busca validar dados anteriores e fortalecer a liderança do Brasil em pesquisas de segurança no agronegócio. Enquanto isso, a Reforma Tributária prevê mudanças fiscais para o setor a partir de 2026, incluindo a introdução do IBS e CBS e a simplificação através da Nota Fiscal Fácil e do CNPJ Alfanumérico, visando melhor planejamento e competitividade para produtores rurais.

A Rawer, empresa de alimentação animal, surgiu de uma inquietação de Keila Bezi sobre a qualidade dos alimentos para pets. Após deixar seu emprego em uma clínica veterinária, Bezi iniciou a produção de alimentos naturais para animais na cozinha de sua mãe com um investimento inicial modesto. O negócio cresceu rapidamente, passando de um projeto artesanal a uma planta industrial em Mar del Plata, tendo sido finalista na competição Naves do IAE no final de 2022. A empresa, que enfatiza o bem-estar animal, enfrenta desafios logísticos devido à natureza perecível dos seus produtos, vendidos principalmente via e-commerce e em uma rede de clínicas veterinárias. Em 2026, planejam lançar dietas específicas para patologias animais e expandir a operação para Rosário, com a visão de desafiar o sistema tradicional falho e promover a mudança cultural na alimentação de pets.

No artigo, destaca-se a evolução das agrorevendas no Brasil, que passaram de pontos simples de venda para centros de curadoria tecnológica. Cada vez mais conectadas, elas enfrentam transformações significativas, migrando das tradicionais relações pessoais para um cenário digital, onde o WhatsApp e as redes sociais despontam como ferramentas essenciais. A necessidade de manter a confiança e os vínculos pessoais, agora formalizados, é essencial em um ambiente onde o suporte técnico e a informação de qualidade se tornam diferenciais decisivos para os produtores rurais. A intermediação entre oferta tecnológica e as demandas do campo é vital para o sucesso e a continuidade dessas relações.

A busca com inteligência artificial está transformando radicalmente o panorama da internet, alterando como marcas são descobertas e avaliadas. Ao invés de simples posições de ranking, a visibilidade agora depende da inclusão em respostas geradas por IA. Com o foco na recuperação de informações, a qualidade do conteúdo é avaliada em nível de fragmento, privilegiando clareza e concisão. A mídia conquistada ganha destaque em consultas de consideração, enquanto estratégias de GEO medem a eficácia em se obter visibilidade. É imperativo melhorar a estrutura e representação do conteúdo para otimizar sua citação em respostas generativas, ajustando as práticas de SEO para se alinhar com as novas exigências impostas por sistemas de inteligência artificial.