
A cidade de São Paulo se destacou como protagonista no crescimento do mercado imobiliário de luxo em 2025 no Brasil. O número de unidades de alto padrão lançadas aumentou de 1.819 em 2024 para 3.668 em 2025, segundo dados da Brain Inteligência Estratégica. O Valor Geral de Vendas (VGV) também subiu expressivamente de R$ 8,6 bilhões para R$ 21,3 bilhões, destacando o avanço no tíquete médio e a maior presença de projetos neste segmento.
Embora essa seja uma parte da oferta, um levantamento da Forbes mostrou que há cerca de 3.600 imóveis com valor superior a R$ 10 milhões anunciados em São Paulo pelas principais imobiliárias de luxo, incluindo MBras, Bossa Nova Sotheby’s, Taylor Real Estate, entre outras. Exemplos de alto valor incluem uma residência no Jardim Europa avaliada em R$ 300 milhões e a cobertura do Arbórea Itaim com valor de R$ 140 milhões.
Analisando a formação dos preços no setor de luxo, Marcello Romero, CEO da Bossa Nova Sotheby’s, explica que novos projetos trazem consigo altos custos de desenvolvimento imobiliário. É necessário encontrar áreas mínimas de 1.600 metros quadrados disponíveis, o que é raro, além de resolver questões documentais complexas. Estes fatores, junto ao aumento do custo da construção civil, influenciam a precificação elevada dos novos empreendimentos.
MicrogeografiaOs preços não dependem apenas do bairro onde o imóvel está localizado, mas sim da exata posição e de características específicas, como orientação solar e o projeto arquitetônico. Um exemplo é a Praça Pereira Coutinho, onde preços de imóveis similares variam significativamente.
Quando um imóvel combina localização privilegiada, arquitetura exclusiva e infraestrutura completa, é denominado “projeto puro sangue”. Nesses casos, o preço por metro quadrado pode facilmente exceder R$ 100 mil. Aspectos como rampa de garagem adequada para SUVs e sistemas de automação são fundamentais neste segmento de mercado.
A exclusividade também é um fator-chave. O Art Boulevard, por exemplo, é um empreendimento no Jardim Europa, projetado como uma obra de arte e se destaca por suas residências elitizadas. Outro exemplo de exclusividade é a cobertura do Arbórea Itaim e as residências do Seridó e Reserva Cidade Jardim, com infraestrutura e dimensões impressionantes.
A maior parte do público-alvo desse mercado valoriza não apenas a localização e a infraestrutura, mas também aspectos decorativos e de conveniência, como home cinematics ambientes. Um caso citado exemplifica um comprador que investiu R$ 3,5 milhões em um home cinema.
No mercado de luxo, além dos imóveis anunciados, o sigilo muitas vezes é uma característica importante no processo de venda, como evidenciado pela casa de R$ 300 milhões no Jardim Europa, cujos detalhes são mantidos privados por razões contratuais.

A preferência chinesa pela soja brasileira é sustentada por uma relação de preços favoráveis, apesar das pressões no mercado interno devido ao câmbio valorizado e avanço da colheita. Segundo Anderson Nacaxe, CEO da Oken.Finance, os preços voltaram a mínimas, aumentando a dependência da demanda externa para o escoamento da produção nacional. O acesso a esse conteúdo é exclusivo para usuários cadastrados no Agrolink.

O IPCA-15 subiu 0,20% em janeiro, ligeiramente inferior à alta de 0,25% em dezembro. Em 12 meses, o índice acumula aumento de 4,50%. Habitação e Transportes caíram, enquanto Saúde e cuidados pessoais lideraram o aumento com alta de 0,81%. Alimentação e bebidas aceleraram, com alta influenciada por tomates e batata-inglesa. Embora passagens aéreas e transporte urbano tenham caído em Transportes, combustíveis subiram 1,25%.

O setor de lácteos da Argentina, em 2025, alcançou seu melhor desempenho externo em 12 anos, graças à modernização da cadeia produtiva e condições de mercado favoráveis. O país exportou 425.042 toneladas de produtos lácteos, gerando US$ 1,69 bilhão, um aumento de 11% em volume e 20% em valor em relação ao ano anterior. O volume exportado representou 27% da produção nacional, que atingiu 11,618 bilhões de litros, o maior da década. O leite em pó integral liderou as exportações, com o Brasil como principal parceiro. A expansão do setor leiteiro integra um crescimento mais amplo do agronegócio argentino.

A soja teve queda nos preços no Paraná e em Paranaguá, com desvalorizações de 1,12% e 2,18%, respectivamente. No interior do Paraná, a saca é cotada a R$ 119,83, enquanto no litoral chega a R$ 124,76. Em contraste, o trigo presenta reajustes para cima, com aumentos de 0,13% no Paraná (R$ 1.176,36 por tonelada) e 0,31% no Rio Grande do Sul (R$ 1.057,34 por tonelada). A padronização da saca em 60 kg facilita a comercialização e monitoramento de preços.

As importações brasileiras de fertilizantes atingiram um recorde histórico de 45,5 milhões de toneladas em 2025, superando o total de 44,28 milhões de toneladas em 2024, conforme o Boletim Logístico divulgado pela Conab. Esse aumento de 2,68% destaca a confiança do setor agrícola no Brasil, com Mato Grosso, Paraná e São Paulo liderando o consumo. O crescimento nas importações apoia o planejamento para expansão da área plantada e melhorias na produtividade, reforçando a robustez da cadeia de suprimentos agrícolas no país.