
O preço da arroba do bezerro registrou um novo recorde nominal em fevereiro de 2026, superando a máxima anterior observada em abril de 2021. A valorização mantém o movimento de alta ao longo do ano e coloca a categoria em seu maior patamar histórico em termos nominais, de acordo com dados do indicador do Cepea para Mato Grosso do Sul.
Na parcial de fevereiro de 2026 (até o dia 25), a arroba do bezerro apresentou média de R$ 463,4, acima do recorde anterior, quando o indicador havia alcançado R$ 458,3 em abril de 2021. O desempenho confirma o momento de firmeza no mercado de reposição, em um cenário de preços elevados também para o boi gordo.
Ao longo de 2026, as cotações do bezerro seguem sustentadas em níveis consideravelmente superiores aos registrados no mesmo período do ano anterior. Em torno de R$ 470,0 por arroba, o indicador mantém a tendência de valorização e evidencia uma fase de mercado aquecido, com impacto direto sobre custos de reposição e decisões de compra e venda dentro da cadeia pecuária.
Além de quebrar o recorde mensal nominal, fevereiro de 2026 também se destacou por ficar muito acima do padrão histórico para esse mês. A média parcial do período ficou 24,5% superior à média nominal observada em fevereiro de 2025, consolidando o segundo ano consecutivo de alta nas comparações entre meses de fevereiro.
A escalada do preço do bezerro em 2026 reforça que o mercado de reposição vive um ciclo de valorização, com reflexos diretos na estratégia de compra, venda e retenção de animais.
A seguir, os dados centrais que resumem o movimento recente do mercado, com foco nos valores nominais mencionados no indicador para Mato Grosso do Sul:
Indicador Período Valor (R$/arroba) Destaque Média parcial do bezerro Fevereiro/2026 (até dia 25) R$ 463,4 Maior média nominal já registrada Recorde nominal anterior Abril/2021 R$ 458,3 Máxima histórica até então Patamar observado em 2026 Ano de 2026 Em torno de R$ 470,0 Preços muito acima de 2025
Com o bezerro e o boi gordo em patamares recordes ou próximos disso em 2026, o cenário chama atenção não apenas para as oportunidades de comercialização, mas também para a necessidade de gestão. Em ciclos de valorização, é comum que a atenção do produtor se concentre no preço de venda, porém a margem do pecuarista depende de um conjunto mais amplo de fatores, especialmente quando o custo de reposição também sobe.
Nesse contexto, o momento atual reforça a importância do planejamento do negócio, considerando decisões de curto e médio prazo. A alta de preços pode melhorar a receita, mas também pode comprometer o resultado futuro se a reposição for feita em níveis muito elevados, sem avaliação criteriosa do impacto sobre o caixa e o desempenho do ciclo seguinte.
Reposição mais cara: quando o bezerro encarece, o custo por animal sobe e a margem pode ser pressionada, mesmo com boi gordo valorizado.
Gestão de risco: movimentos de alta podem aumentar a exposição do produtor a oscilações futuras, exigindo decisões mais estratégicas.
Planejamento de médio prazo: o resultado da compra de hoje pode influenciar diretamente a rentabilidade do próximo ciclo de venda.
Eficiência produtiva: em preços recordes, cada ajuste de manejo e desempenho tende a ter impacto ainda maior no resultado final.
O novo recorde nominal do bezerro em fevereiro de 2026 confirma a intensidade do ciclo de valorização no mercado de reposição e amplia o debate sobre equilíbrio econômico na atividade. A combinação de preços elevados na reposição e no boi gordo coloca o produtor diante de um cenário desafiador: ao mesmo tempo em que há sustentação de valor para venda, há também maior necessidade de controle de custos e planejamento para preservar a rentabilidade.
Em síntese, a alta histórica registrada em fevereiro mostra força do mercado, mas também funciona como sinal de alerta para decisões mais bem estruturadas. Em um período de preços nominais recordes, a diferença entre oportunidade e risco pode estar justamente na gestão da margem.
Palavras-chave: preço do bezerro, arroba do bezerro, recorde nominal, fevereiro de 2026, Cepea, Mato Grosso do Sul, mercado de reposição, pecuária, margem do pecuarista, planejamento.

Resumo: O mercado de pecuária brasileiro está em cautela após dados do Ministério do Comércio Chinês mostrarem que o Brasil já atingiu metade da cota de exportação de carne bovina para 2026, fixada em 1,106 milhão de toneladas, com previsão de alcance já em junho. Se a cota não for ampliada, o excedente da produção pode enfrentar uma tarifa de salvaguarda de 55% para entrar na China, forçando o escoamento para o mercado interno e pressionando os preços. Analistas apontam que a arroba do boi gordo deve recuar no segundo semestre, com a cotação próxima de R$ 346,50 sob pressão. Em resposta, entidades buscam diversificar mercados, ampliando vendas para a Europa e outros países asiáticos que demandam o produto brasileiro, ainda que em volumes menores que a China. Cotas de Exportação 2026 (China): Brasil 1.106.000 t; Argentina 511.000 t; Uruguai 324.000 t. Mesmo com a cautela, o consumidor pode sentir alívio nos preços nos açougues caso o volume seja redirecionado para o mercado interno. Sobre a Salvaguarda Chinesa: o teto regula o mercado interno; volumes que excedem o limite pagam 55% de tarifa adicional; a medida vale até o final de 2028, com pequenos aumentos anuais na cota. O texto encerra questionando se a queda de preço chegará à mesa do consumidor mato-grossense ou se custos logísticos manterão os valores estáveis, além de como o pecuarista deve se preparar para esse cenário.
Resumo: A pecuária brasileira enfrenta falta de vacinas contra clostridioses, com o problema transcendente não se limitando a Minas Gerais e afetando o abastecimento nacional após a saída de uma empresa que detinha cerca de 40% do mercado. A CNA informou ao MAPA que está buscando acelerar a recomposição de estoques. Na Expozebu, a CNA e o Sindan mostraram que as demais indústrias estão ampliando a capacidade de produção para atender à demanda emergencial, mas a regularização deve ocorrer somente no segundo semestre. Clostridiose é um grupo de doenças virais graves e frequentemente letais, cuja prevenção depende principalmente da vacinação. Enquanto a vacinação não está amplamente disponível, o Sistema Faemg/Senar orienta pecuaristas a reforçar boas práticas de manejo, com suplementação mineral, alimentação adequada, descarte correto de carcaças e priorização de animais não vacinados quando houver vacinas. O Mapa atribui o desabastecimento a decisões mercadológicas de fabricantes que descontinuaram produção entre o fim de 2025 e janeiro deste ano, e afirmou que atua para estimular a ampliação da fabricação e de importações, bem como acelerar fiscalização e liberação das vacinas.

A palma forrageira tem ganhado espaço em Minas Gerais, principalmente no Norte de Minas, como alternativa de alimentação do rebanho diante das secas. A 4ª edição do Palmatech ocorre até 7 de maio, em Janaúba e Nova Porteirinha, promovida pela Epamig, com o SimPalma e o PalmaDay no Campo Experimental de Gorutuba. A expectativa é de mais de 200 participantes; os painéis abordarão uso da palma na alimentação animal, formas de cultivo e manejo, desafios e pesquisas em andamento.armazenem a palma por tempo indeterminado, assegurando alimentação caso haja escassez.

Resumo: A FIAPE (Feira Internacional de Agropecuária de Estremoz), em sua 38ª edição, ocorre até domingo, 3 de maio, no Parque de Feiras e Exposições de Estremoz. A organização é da Câmara Municipal, com o apoio da Associação de Criadores de Gado de Estremoz (ACORE). O destaque é o setor agropecuário, com cerca de mil animais em exposição, principalmente bovinos e ovinos. Segundo Manuel Ramalho, presidente da ACORE, a FIAPE é um espaço importante de promoção, troca e venda entre criadores; se houvesse mais espaço, haveria mais animais. Participam produtores de norte a sul do país, além de representantes estrangeiros.

A JBJ Agropecuária, controlada por José Batista Júnior (Júnior Friboi), formalizou a aquisição da Fazenda Conforto, em Nova Crixás (GO), proprietária de um dos maiores confinamentos de gado bovino do país. Júnior Friboi é irmão de Wesley e Joesley Batista, controladores da JBS. O texto também cita a expansão de uma unidade de bovinos pela Próxima MBRF no Uruguai, além de promover conteúdos sobre Valor One e ferramentas de mercado.