
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) expressou preocupações em sua recente nota técnica sobre o acordo de liberalização tarifária entre o Mercosul e a União Europeia (UE). Embora o tratado abra possibilidades promissoras para o comércio exterior, a CNA ressalta que ele, isoladamente, pode não garantir o acesso efetivo dos produtos agrícolas brasileiros ao mercado europeu.
De acordo com a entidade, o tratado é considerado um instrumento estratégico para o agronegócio nacional e sua ratificação é apoiada. Contudo, existem obstáculos adicionais ao livre comércio, como as exigências ambientais e novas salvaguardas impostas pela UE, que têm o potencial de neutralizar os benefícios do acordo.
Em 2025, a União Europeia foi o segundo principal destino das exportações do agronegócio brasileiro, representando 14,9% do total exportado, o equivalente a US$ 25,2 bilhões. Além disso, o bloco foi o segundo maior fornecedor de produtos agropecuários para o Brasil, respondendo por 19,5% das importações, totalizando US$ 3,9 bilhões.
O tratado pretende criar uma zona de livre comércio que reúne aproximadamente 700 milhões de consumidores, com um mercado estimado em cerca de US$ 22 trilhões. Caso implemente-se com sucesso, o acordo poderá se consolidar como um dos maiores pactos econômicos do mundo.
Apesar do otimismo em torno do acordo, a CNA alerta para a necessidade de superar barreiras não tarifárias que podem dificultar a entrada dos produtos brasileiros na Europa. Questões ambientais e requisitos de sustentabilidade são algumas das medidas que devem ser endereçadas para que o Brasil possa tirar pleno proveito do acordo.
Além disso, as novas salvaguardas propostas pela União Europeia podem representar obstáculos significativos, necessitando de cooperação e adaptação por parte dos produtores brasileiros.
| Categoria | Dados de Exportação | Dados de Importação |
|---|---|---|
| Participação no Mercado Europeu | 14,9% (US$ 25,2 bilhões) | 19,5% (US$ 3,9 bilhões) |
| Total de Consumidores | 700 milhões | |
| Valor Estimado do Mercado | US$ 22 trilhões | |
Em resumo, o acordo entre Mercosul e União Europeia é visto como um passo crucial para fortalecer o agro brasileiro. No entanto, para que os efeitos sejam completamente positivos, é essencial que o setor se prepare para atender aos requisitos ambientais e de sustentabilidade europeus, transformando potenciais em realidades de mercado.

No dia 6 de agosto de 2026, de 14h às 18h, entidades promoveram em Natal o evento 'Minerais Críticos para o Rio Grande do Norte', com foco em industrialização e valor agregado a recursos estratégicos. Líderes destacaram a importância dos minerais críticos e o potencial do tungstênio no Seridó.

As recentes decisões da Justiça sobre a recuperação de créditos de PIS e Cofins têm chamado a atenção de empresas do agronegócio. O entendimento, que ganhou força após as mudanças promovidas pela Lei Complementar 224/2025, pode representar uma oportunidade para produtores rurais, cooperativas e agroindústrias revisarem sua estratégia tributária e recuperarem valores pagos indevidamente.
A Defesa Agropecuária, órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) através do seu Programa Estadual de Certificação Fitossanitária e do Programa Estadual de Exportação de Produtos de Origem Vegetais, deu início nesta terça-feira, 21 de julho, a uma série de reuniões que têm como objetivo, abordar junto a Responsáveis Técnicos (RT’s) habilitados para a emissão de Certificado Fitossanitário de Origem e do Certificado Fitossanitário de Origem Consolidado (CFO/CFOC), as novas diretrizes do Sistema Nacional de Certificação Fitossanitária de Origem, o SINFITO. Até o dia 6 de agosto, engenheiros agrônomos percorrem o Estado para finalizar a série de sete encontros.
Com o início da fiscalização das novas regras de preços de transferência (Lei nº 14.596/23), especialistas apontam que a Receita Federal deve priorizar dois segmentos nos próximos meses: o setor de commodities (devido à nova obrigatoriedade do RTC mensal) e subsidiárias de risco limitado que operam com prejuízos recorrentes no Brasil.

Sumário: Em entrevista realizada durante um dia de campo na lavoura de milho safrinha, Fábio Christovam, da RouteLife & AgroShield Seguros, explica como o seguro agrícola funciona como ferramenta de estabilidade para produtores. O destaque é o planejamento antecipado para entrar na fila da subvenção governamental federal e estadual, que reduz o custo da proteção. Mesmo quem já foi plantado pode contratar, mediante avaliação técnica, com a vantagem da cobertura de replantio caso haja atraso na emergência das plantas devido às chuvas. O seguro é dividido em estágios: replantio até 15 cm e, depois, a cobertura básica contra eventos climáticos severos. Em caso de sinistro, peritos avaliam o laudo inicial, e na colheita ocorre nova perícia para validar a produtividade, liberando indenização pela diferença entre o garantido e o rendimento efetivo. A RouteLife oferece portfólio amplo para o agronegócio, com visitas técnicas às propriedades, cotações personalizadas sem custo e atendimento no campo e na cidade; seguros de vida, automóveis e empresariais também integram a oferta.