
Empresas industriais e agroindustriais no interior do Brasil estão recorrendo à contratação de novos funcionários como solução para lidar com atrasos e dificuldades operacionais. No entanto, um estudo da ViaProjetos alerta que essa prática, quando realizada sem mudanças na gestão, pode elevar custos fixos e aumentar a dependência da liderança central.
O aumento da demanda pressionando as operações é uma realidade comum em agroindústrias e cooperativas. A análise destaca que, nesse cenário, a solução imediata é contratar mais pessoas para aliviar a carga operacional. Porém, isso pode levar a um sistema mais desorganizado, exigindo mais coordenação e tempo de alinhamento, sem ganhos claros de produtividade.
Estudo da McKinsey & Company indica que estruturas complexas sem simplificação de processos perdem eficiência operacional conforme crescem. No contexto brasileiro, o Sebrae observa que pequenas e médias empresas frequentemente subestimam custos indiretos associados à contratação, como integração e adaptação, afetando as margens.
Em empresas do interior, onde a gestão é mais centralizada, os efeitos negativos dessa prática são mais evidentes. Mesmo com um quadro ampliado, as decisões continuam se concentrando na liderança, acarretando microgestão e desgaste da equipe. Dados do IBGE indicam que despesas com pessoal são uma das maiores parcelas dos custos operacionais, afetando a competitividade.
O artigo reforça que contratar mais não é um erro intrínseco, mas precisa ser uma decisão acompanhada pela definição de processos e prioridades. Assim, a equipe ganha autonomia, reduzindo a dependência do gestor. Relatórios da Deloitte sugerem que empresas com governança estruturada crescem com menos aumento proporcional de custos.
Em um ambiente desafiador, com custos elevados e crédito restrito, rever operações antes de expandir a equipe é crucial para indústrias e agroindústrias do interior. A decisão de contratar sem ajustar processos pode transformar o crescimento em perda de controle.

A proibição da União Europeia a produtos brasileiros de carne bovina e mel entra em vigor em 3 de setembro, com base em alegações de monitoramento insuficiente de antimicrobianos. Exportações de carne e mel orgânico para o bloco registraram altas recentes, mas o cenário futuro torna-se incerto.
Após a expansão do ecossistema de inovação voltado ao agronegócio, o mercado de fusões e aquisições envolvendo agtechs caminha para uma etapa mais seletiva. Com investidores e compradores cada vez mais atentos à geração de valor, empresas capazes de comprovar resultados operacionais, escalabilidade e maturidade de gestão tendem a concentrar as oportunidades de negócios nos próximos anos. Nesse cenário, de acordo com Camila Perez, líder de M&A da Galapos, a expectativa é que 2026 seja marcado por operações mais qualificadas, com foco em ativos que combinem tecnologia validada, base de clientes consistente, governança madura e capacidade comprovada de gerar vantagem competitiva no campo.

Produzir mais, preservando os recursos naturais e reduzindo a vulnerabilidade às mudanças climáticas, deixou de ser apenas uma agenda ambiental para se tornar uma estratégia de sobrevivência no agronegócio. Essa necessidade acelerou a busca por sistemas produtivos mais resilientes.
Fundada em um pequeno kibbutz em Israel há 60 anos, a Netafim é pioneira e líder mundial em soluções para irrigação. Com atuação em mais de 110 países, chegou ao Brasil na década de 1990, com um portfólio completo de produtos e soluções inovadoras de irrigação por gotejamento, que visam contribuir com o eficiente uso da água, aumentando a produtividade na agricultura e trazendo mais tranquilidade ao produtor rural.
A construção de uma agricultura mais resiliente às mudanças climáticas e capaz de gerar valor para toda a cadeia produtiva passa, cada vez mais, pela atuação conjunta entre empresas, instituições financeiras e produtores rurais. Foi com esse objetivo que a BB Seguros sediou, na última semana, o encontro "Agricultura Regenerativa em Pauta: Valor, Métricas e Mercado", promovido pelo Consórcio Reg.IA, primeiro consórcio de agricultura regenerativa da América Latina, liderado pela Produzindo Certo, empresa que conecta produtores rurais a empresas comprometidas com a sustentabilidade.