
O mercado de biodefensivos no Brasil está crescendo rapidamente, com um aumento de 18% na safra 2024/25, atingindo R$ 4,35 bilhões, segundo a consultoria Kynetec. Este avanço resulta do crescente uso de tecnologias biológicas para controle de pragas e a busca por soluções sustentáveis e eficientes agronomicamente. Soja, milho e algodão são as culturas que mais têm se beneficiado, estimulando novos investimentos em pesquisa e desenvolvimento.
Os biolagarticidas, especialmente formulados com baculovírus, têm se destacado no combate às lagartas, um desafio comum nas lavouras brasileiras. Uma empresa manteve a liderança no mercado de soja, milho e algodão, graças a um bioinseticida que superou as expectativas em eficácia.
Pesquisas indicam que seu índice médio de mortalidade atinge cerca de 85%, enquanto concorrentes apresentaram apenas 24% de eficácia sob as mesmas condições. A consistência e a qualidade técnica do produto são comprovadas em diferentes regiões, demonstrando uma vantagem competitiva significativa.
Especialistas esperam que a demanda por biodefensivos continue crescendo, especialmente entre as principais culturas agrícolas, devido aos benefícios econômicos e ambientais. O fortalecimento da pesquisa e a expansão das áreas de aplicação configuram o Brasil como um dos líderes mundiais em insumos biológicos.
Paralelamente, o mercado de biodiesel no Brasil encerrou 2025 com crescimento robusto, apoiado por avanços regulatórios e estabilidade em políticas públicas. O grande avanço foi a implementação do mandato B15, obrigando uma mistura de 15% de biodiesel no diesel fóssil, reforçando o compromisso do país com a transição energética.
Além disso, a produção nacional de biodiesel bateu recordes em 2025, com destaque para o óleo de soja como insumo principal. No entanto, houve uma notável diversificação de matérias-primas, como sebo bovino e óleos residuais, amplificando a sustentabilidade do setor.
As expectativas para 2026 são otimistas, com a manutenção do B15 e possíveis discussões para avançar para o B16. Estima-se que a demanda por biodiesel alcance 10,5 milhões de toneladas, podendo superar 11 milhões se houver aumento da mistura obrigatória.
Com a combinação de maior eficiência industrial, diversificação de insumos e apoio a políticas de energia limpa, o Brasil está posicionado para continuar liderando entre os produtores mundiais de biocombustíveis nos próximos anos.
Fontes: Portal do Agronegócio

A preferência chinesa pela soja brasileira é sustentada por uma relação de preços favoráveis, apesar das pressões no mercado interno devido ao câmbio valorizado e avanço da colheita. Segundo Anderson Nacaxe, CEO da Oken.Finance, os preços voltaram a mínimas, aumentando a dependência da demanda externa para o escoamento da produção nacional. O acesso a esse conteúdo é exclusivo para usuários cadastrados no Agrolink.

O IPCA-15 subiu 0,20% em janeiro, ligeiramente inferior à alta de 0,25% em dezembro. Em 12 meses, o índice acumula aumento de 4,50%. Habitação e Transportes caíram, enquanto Saúde e cuidados pessoais lideraram o aumento com alta de 0,81%. Alimentação e bebidas aceleraram, com alta influenciada por tomates e batata-inglesa. Embora passagens aéreas e transporte urbano tenham caído em Transportes, combustíveis subiram 1,25%.

O setor de lácteos da Argentina, em 2025, alcançou seu melhor desempenho externo em 12 anos, graças à modernização da cadeia produtiva e condições de mercado favoráveis. O país exportou 425.042 toneladas de produtos lácteos, gerando US$ 1,69 bilhão, um aumento de 11% em volume e 20% em valor em relação ao ano anterior. O volume exportado representou 27% da produção nacional, que atingiu 11,618 bilhões de litros, o maior da década. O leite em pó integral liderou as exportações, com o Brasil como principal parceiro. A expansão do setor leiteiro integra um crescimento mais amplo do agronegócio argentino.

A soja teve queda nos preços no Paraná e em Paranaguá, com desvalorizações de 1,12% e 2,18%, respectivamente. No interior do Paraná, a saca é cotada a R$ 119,83, enquanto no litoral chega a R$ 124,76. Em contraste, o trigo presenta reajustes para cima, com aumentos de 0,13% no Paraná (R$ 1.176,36 por tonelada) e 0,31% no Rio Grande do Sul (R$ 1.057,34 por tonelada). A padronização da saca em 60 kg facilita a comercialização e monitoramento de preços.

As importações brasileiras de fertilizantes atingiram um recorde histórico de 45,5 milhões de toneladas em 2025, superando o total de 44,28 milhões de toneladas em 2024, conforme o Boletim Logístico divulgado pela Conab. Esse aumento de 2,68% destaca a confiança do setor agrícola no Brasil, com Mato Grosso, Paraná e São Paulo liderando o consumo. O crescimento nas importações apoia o planejamento para expansão da área plantada e melhorias na produtividade, reforçando a robustez da cadeia de suprimentos agrícolas no país.