
Brasília, 26 de janeiro de 2026 — Os brasileiros gastaram um total de US$ 21,7 bilhões no exterior em 2025, registrando um aumento de 10,4% em comparação ao ano anterior. Em 2024, as despesas no exterior somaram US$ 19,7 bilhões, conforme dados divulgados pelo Banco Central.
Abaixo, a série histórica das despesas de brasileiros no exterior:
| Ano | Valor (em bilhões de US$) |
|---|---|
| 2014 | US$ 25,6 |
| 2015 | US$ 17,35 |
| 2016 | US$ 14,5 |
| 2017 | US$ 19 |
| 2018 | US$ 18,3 |
| 2019 | US$ 17,6 |
| 2020 | US$ 5,4 |
| 2021 | US$ 5,2 |
| 2022 | US$ 13,45 |
| 2023 | US$ 17,9 |
| 2024 | US$ 19,67 |
| 2025 | US$ 21,7 |
Somente no mês de dezembro de 2025, as despesas de brasileiros no exterior foram de US$ 1,855 bilhão.
Em 2025, as contas externas brasileiras registraram um déficit de US$ 68,79 bilhões, o maior desde 2014, representando 3,02% do PIB. Os dados refletem a diferença entre exportações e importações de produtos, serviços contratados e as despesas de brasileiros fora do país, além do envio de lucros para outras nações.
No mesmo ano, a balança comercial brasileira contabilizou um superávit de US$ 60 bilhões, uma queda de 8,9% em relação a 2024. Durante o período de janeiro a dezembro, as exportações de bens totalizaram US$ 350,9 bilhões, com uma alta de 3,2%, enquanto as importações somaram US$ 290,9 bilhões, um aumento de 6,2%.
Ambas as séries de importação e exportação marcaram recordes históricos em 2025.

A preferência chinesa pela soja brasileira é sustentada por uma relação de preços favoráveis, apesar das pressões no mercado interno devido ao câmbio valorizado e avanço da colheita. Segundo Anderson Nacaxe, CEO da Oken.Finance, os preços voltaram a mínimas, aumentando a dependência da demanda externa para o escoamento da produção nacional. O acesso a esse conteúdo é exclusivo para usuários cadastrados no Agrolink.

O IPCA-15 subiu 0,20% em janeiro, ligeiramente inferior à alta de 0,25% em dezembro. Em 12 meses, o índice acumula aumento de 4,50%. Habitação e Transportes caíram, enquanto Saúde e cuidados pessoais lideraram o aumento com alta de 0,81%. Alimentação e bebidas aceleraram, com alta influenciada por tomates e batata-inglesa. Embora passagens aéreas e transporte urbano tenham caído em Transportes, combustíveis subiram 1,25%.

O setor de lácteos da Argentina, em 2025, alcançou seu melhor desempenho externo em 12 anos, graças à modernização da cadeia produtiva e condições de mercado favoráveis. O país exportou 425.042 toneladas de produtos lácteos, gerando US$ 1,69 bilhão, um aumento de 11% em volume e 20% em valor em relação ao ano anterior. O volume exportado representou 27% da produção nacional, que atingiu 11,618 bilhões de litros, o maior da década. O leite em pó integral liderou as exportações, com o Brasil como principal parceiro. A expansão do setor leiteiro integra um crescimento mais amplo do agronegócio argentino.

A soja teve queda nos preços no Paraná e em Paranaguá, com desvalorizações de 1,12% e 2,18%, respectivamente. No interior do Paraná, a saca é cotada a R$ 119,83, enquanto no litoral chega a R$ 124,76. Em contraste, o trigo presenta reajustes para cima, com aumentos de 0,13% no Paraná (R$ 1.176,36 por tonelada) e 0,31% no Rio Grande do Sul (R$ 1.057,34 por tonelada). A padronização da saca em 60 kg facilita a comercialização e monitoramento de preços.

As importações brasileiras de fertilizantes atingiram um recorde histórico de 45,5 milhões de toneladas em 2025, superando o total de 44,28 milhões de toneladas em 2024, conforme o Boletim Logístico divulgado pela Conab. Esse aumento de 2,68% destaca a confiança do setor agrícola no Brasil, com Mato Grosso, Paraná e São Paulo liderando o consumo. O crescimento nas importações apoia o planejamento para expansão da área plantada e melhorias na produtividade, reforçando a robustez da cadeia de suprimentos agrícolas no país.