
A inserção financeira tem sido um tema crítico para o setor agrícola brasileiro, principalmente com a recente divulgação pela Serasa Experian indicando que a inadimplência entre os produtores agropecuários atingiu a marca de 8,3% no terceiro trimestre de 2025.
A maioria das dívidas está concentrada junto às instituições financeiras, uma área que exige atenção contínua por parte dos stakeholders. Uma análise detalhada por faixa etária revela que os produtores mais experientes têm menor propensão a serem inadimplentes, destacando a importância da experiência na gestão financeira dentro do agronegócio.
Geograficamente, a Região Sul do Brasil apresentou o melhor desempenho em termos de inadimplência, registrando uma taxa de apenas 5,5%. O Sudeste segue com 7%, enquanto as regiões Centro-Oeste e Nordeste apresentam índices de 9,4% e 9,7%, respectivamente. A Região Norte, contudo, teve o maior índice de inadimplência, chegando a 12,4%.
Especialistas apontam que investir na educação financeira dos produtores pode ser uma estratégia eficaz para reduzir a inadimplência. Além disso, o fortalecimento das cooperativas pode proporcionar melhor acesso ao crédito com condições mais favoráveis.
Simultaneamente, a discussão sobre a industrialização das commodities é cada vez mais relevante. Transformar matérias-primas como café e soja em produtos industrializados pode gerar maior valor econômico, incrementando significativamente a renda dos produtores.
O Brasil também está buscando estreitar suas relações com nações africanas como Angola, com quem possui facilidade de comunicação devido ao idioma comum. Reuniões recentes, que incluíram a participação do Ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, demonstraram o interesse mútuo em fortalecer laços e expandir a produção agrícola.
Tais parcerias oferecem oportunidades para o Brasil investir em projetos agrícolas no continente africano, além de vender máquinas, equipamentos e tecnologia para apoiar o desenvolvimento agrícola local.
De acordo com o 1º Boletim Prohort de Janeiro de 2026, elaborado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o mercado brasileiro de hortigranjeiros demonstra estabilidade nos preços da laranja e maçã, enquanto outras frutas e hortaliças sofreram um aumento de preço.
O novo secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Geraldo Melo Filho, recentemente visitou o Centro de Cana do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), onde destacou a importância da pesquisa e inovação tecnológicas para a cadeia sucroenergética, fundamentais para aumentar a produtividade e a sustentabilidade da cultura.
A produção global de trigo para a safra 2025/26 está prevista para ser recorde, com estimativas de que ultrapasse em 42 milhões de toneladas a safra anterior. Segundo o Cepea, espera-se que a safra mundial alcance 842,17 milhões de toneladas, com um consumo de 823,9 milhões de toneladas, o que eleva os estoques finais de trigo.
Esses números consolidam a posição do Brasil como um importante player no cenário global, com uma produção doméstica de trigo avaliada em 7,873 milhões de toneladas para o ano de 2025.
Em termos de segurança alimentar nacional, a Ceagesp de São Paulo recebeu recentemente 13,5 toneladas de arroz doados pela Conab. Esse esforço faz parte do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), que visa apoiar cooperativas locais e distribuir alimentos às comunidades em situação de insegurança alimentar.
Estas iniciativas refletem um compromisso contínuo em garantir que recursos essenciais cheguem àqueles que mais precisam.

A preferência chinesa pela soja brasileira é sustentada por uma relação de preços favoráveis, apesar das pressões no mercado interno devido ao câmbio valorizado e avanço da colheita. Segundo Anderson Nacaxe, CEO da Oken.Finance, os preços voltaram a mínimas, aumentando a dependência da demanda externa para o escoamento da produção nacional. O acesso a esse conteúdo é exclusivo para usuários cadastrados no Agrolink.

O IPCA-15 subiu 0,20% em janeiro, ligeiramente inferior à alta de 0,25% em dezembro. Em 12 meses, o índice acumula aumento de 4,50%. Habitação e Transportes caíram, enquanto Saúde e cuidados pessoais lideraram o aumento com alta de 0,81%. Alimentação e bebidas aceleraram, com alta influenciada por tomates e batata-inglesa. Embora passagens aéreas e transporte urbano tenham caído em Transportes, combustíveis subiram 1,25%.

O setor de lácteos da Argentina, em 2025, alcançou seu melhor desempenho externo em 12 anos, graças à modernização da cadeia produtiva e condições de mercado favoráveis. O país exportou 425.042 toneladas de produtos lácteos, gerando US$ 1,69 bilhão, um aumento de 11% em volume e 20% em valor em relação ao ano anterior. O volume exportado representou 27% da produção nacional, que atingiu 11,618 bilhões de litros, o maior da década. O leite em pó integral liderou as exportações, com o Brasil como principal parceiro. A expansão do setor leiteiro integra um crescimento mais amplo do agronegócio argentino.

A soja teve queda nos preços no Paraná e em Paranaguá, com desvalorizações de 1,12% e 2,18%, respectivamente. No interior do Paraná, a saca é cotada a R$ 119,83, enquanto no litoral chega a R$ 124,76. Em contraste, o trigo presenta reajustes para cima, com aumentos de 0,13% no Paraná (R$ 1.176,36 por tonelada) e 0,31% no Rio Grande do Sul (R$ 1.057,34 por tonelada). A padronização da saca em 60 kg facilita a comercialização e monitoramento de preços.

As importações brasileiras de fertilizantes atingiram um recorde histórico de 45,5 milhões de toneladas em 2025, superando o total de 44,28 milhões de toneladas em 2024, conforme o Boletim Logístico divulgado pela Conab. Esse aumento de 2,68% destaca a confiança do setor agrícola no Brasil, com Mato Grosso, Paraná e São Paulo liderando o consumo. O crescimento nas importações apoia o planejamento para expansão da área plantada e melhorias na produtividade, reforçando a robustez da cadeia de suprimentos agrícolas no país.