
O mercado de biodefensivos agrícolas no Brasil está experimentando um crescimento acelerado. De acordo com a consultoria Kynetec, houve um aumento de 18% na safra 2024/25, com movimentação financeira atingindo R$ 4,35 bilhões. Esse avanço é impulsionado pela adoção crescente de tecnologias biológicas no controle de pragas e pelo interesse em soluções sustentáveis e de alta eficiência agronômica.
A consolidação de produtos biodefensivos em culturas-chave, como soja, milho e algodão, está estimulando novos investimentos em pesquisa e desenvolvimento. Dentro desse cenário, os biolagarticidas formulados com baculovírus continuam se destacando, especialmente no controle das lagartas, que são pragas significativas nas lavouras brasileiras.
Uma empresa manteve sua posição de liderança no mercado dessas culturas, apoiada pelo desempenho de um bioinseticida com resultados superiores à média. Em diversos estudos, esse produto apresentou índices de mortalidade superiores a 80%, uma performance quatro vezes maior que a média dos concorrentes.
Com uma eficácia média de 81%, o bioinseticida demonstra vantagem competitiva e potencial de ampliação no uso. Isso reforça a perspectiva positiva para a adoção de biodefensivos nas próximas safras, impulsionando o Brasil a se consolidar como um dos maiores mercados de insumos biológicos do mundo.
Especialistas do setor acreditam que o uso de biodefensivos continuará a aumentar, especialmente nas grandes culturas do agronegócio. O fortalecimento das pesquisas, a expansão das áreas de aplicação e a busca por manejos mais sustentáveis prometem consolidar o mercado brasileiro de insumos biológicos, proporcionando soluções economicamente viáveis e ecologicamente corretas.
O cenário é favorável para produtores que buscam melhorar sua sustentabilidade e eficiência agronômica, estimulando um ciclo virtuoso de crescimento e inovação no setor agrícola.

A preferência chinesa pela soja brasileira é sustentada por uma relação de preços favoráveis, apesar das pressões no mercado interno devido ao câmbio valorizado e avanço da colheita. Segundo Anderson Nacaxe, CEO da Oken.Finance, os preços voltaram a mínimas, aumentando a dependência da demanda externa para o escoamento da produção nacional. O acesso a esse conteúdo é exclusivo para usuários cadastrados no Agrolink.

O IPCA-15 subiu 0,20% em janeiro, ligeiramente inferior à alta de 0,25% em dezembro. Em 12 meses, o índice acumula aumento de 4,50%. Habitação e Transportes caíram, enquanto Saúde e cuidados pessoais lideraram o aumento com alta de 0,81%. Alimentação e bebidas aceleraram, com alta influenciada por tomates e batata-inglesa. Embora passagens aéreas e transporte urbano tenham caído em Transportes, combustíveis subiram 1,25%.

O setor de lácteos da Argentina, em 2025, alcançou seu melhor desempenho externo em 12 anos, graças à modernização da cadeia produtiva e condições de mercado favoráveis. O país exportou 425.042 toneladas de produtos lácteos, gerando US$ 1,69 bilhão, um aumento de 11% em volume e 20% em valor em relação ao ano anterior. O volume exportado representou 27% da produção nacional, que atingiu 11,618 bilhões de litros, o maior da década. O leite em pó integral liderou as exportações, com o Brasil como principal parceiro. A expansão do setor leiteiro integra um crescimento mais amplo do agronegócio argentino.

A soja teve queda nos preços no Paraná e em Paranaguá, com desvalorizações de 1,12% e 2,18%, respectivamente. No interior do Paraná, a saca é cotada a R$ 119,83, enquanto no litoral chega a R$ 124,76. Em contraste, o trigo presenta reajustes para cima, com aumentos de 0,13% no Paraná (R$ 1.176,36 por tonelada) e 0,31% no Rio Grande do Sul (R$ 1.057,34 por tonelada). A padronização da saca em 60 kg facilita a comercialização e monitoramento de preços.

As importações brasileiras de fertilizantes atingiram um recorde histórico de 45,5 milhões de toneladas em 2025, superando o total de 44,28 milhões de toneladas em 2024, conforme o Boletim Logístico divulgado pela Conab. Esse aumento de 2,68% destaca a confiança do setor agrícola no Brasil, com Mato Grosso, Paraná e São Paulo liderando o consumo. O crescimento nas importações apoia o planejamento para expansão da área plantada e melhorias na produtividade, reforçando a robustez da cadeia de suprimentos agrícolas no país.