
CUIABÁ, MT – A pecuária brasileira busca inovar em 2026, focando não apenas na qualidade dos cortes de carne, mas também no uso completo do animal. Conforme o Instituto Mato-Grossense da Carne (IMAC), o vergalho bovino tem se mostrado um subproduto estratégico, aumentando bastante a rentabilidade dos frigoríficos por alcançar valores excepcionais no mercado externo.
Esse interesse do setor em exportar é motivado pela diferença significativa entre os preços do mercado interno e da exportação. Atualmente, a tonelada exportada pode render quase 15 vezes mais do que a vendida para o setor pet local.
A China se destaca como uma das maiores importadoras. Diferentemente da cultura ocidental, muitos países asiáticos possuem a tradição de consumo integral do animal, prática conhecida como "nose-to-tail".
Bruno de Jesus Andrade, diretor do IMAC, ressalta que essa diversificação indica maturidade na pecuária de Mato Grosso. Agora, partes que antes eram subestimadas geram receita em dólar, contribuindo para a competitividade global do setor.
A venda total e integrada do animal, oferecendo desde o filé-mignon até miúdos, ajuda a equilibrar custos e fortalecer a robustez dos frigoríficos brasileiros no mercado internacional.
Mesmo com debates sobre cotas de importação na China, a previsão é de manutenção do volume elevado de exportações de carne bovina no Brasil. A estratégia de diversificação de portfólios, que atende desde churrascarias europeias até mercados populares asiáticos, é essencial para o contínuo sucesso das exportações brasileiras no setor.

A preferência chinesa pela soja brasileira é sustentada por uma relação de preços favoráveis, apesar das pressões no mercado interno devido ao câmbio valorizado e avanço da colheita. Segundo Anderson Nacaxe, CEO da Oken.Finance, os preços voltaram a mínimas, aumentando a dependência da demanda externa para o escoamento da produção nacional. O acesso a esse conteúdo é exclusivo para usuários cadastrados no Agrolink.

O IPCA-15 subiu 0,20% em janeiro, ligeiramente inferior à alta de 0,25% em dezembro. Em 12 meses, o índice acumula aumento de 4,50%. Habitação e Transportes caíram, enquanto Saúde e cuidados pessoais lideraram o aumento com alta de 0,81%. Alimentação e bebidas aceleraram, com alta influenciada por tomates e batata-inglesa. Embora passagens aéreas e transporte urbano tenham caído em Transportes, combustíveis subiram 1,25%.

O setor de lácteos da Argentina, em 2025, alcançou seu melhor desempenho externo em 12 anos, graças à modernização da cadeia produtiva e condições de mercado favoráveis. O país exportou 425.042 toneladas de produtos lácteos, gerando US$ 1,69 bilhão, um aumento de 11% em volume e 20% em valor em relação ao ano anterior. O volume exportado representou 27% da produção nacional, que atingiu 11,618 bilhões de litros, o maior da década. O leite em pó integral liderou as exportações, com o Brasil como principal parceiro. A expansão do setor leiteiro integra um crescimento mais amplo do agronegócio argentino.

A soja teve queda nos preços no Paraná e em Paranaguá, com desvalorizações de 1,12% e 2,18%, respectivamente. No interior do Paraná, a saca é cotada a R$ 119,83, enquanto no litoral chega a R$ 124,76. Em contraste, o trigo presenta reajustes para cima, com aumentos de 0,13% no Paraná (R$ 1.176,36 por tonelada) e 0,31% no Rio Grande do Sul (R$ 1.057,34 por tonelada). A padronização da saca em 60 kg facilita a comercialização e monitoramento de preços.

As importações brasileiras de fertilizantes atingiram um recorde histórico de 45,5 milhões de toneladas em 2025, superando o total de 44,28 milhões de toneladas em 2024, conforme o Boletim Logístico divulgado pela Conab. Esse aumento de 2,68% destaca a confiança do setor agrícola no Brasil, com Mato Grosso, Paraná e São Paulo liderando o consumo. O crescimento nas importações apoia o planejamento para expansão da área plantada e melhorias na produtividade, reforçando a robustez da cadeia de suprimentos agrícolas no país.