
O Vale do Rio São Francisco está se destacando globalmente como um dos maiores centros de fruticultura irrigada, combinando alta produtividade com um forte potencial turístico, principalmente nas cidades de Juazeiro (BA) e Petrolina (PE). As frutas que predominam na exportação dessa região incluem manga, melão e uva, atraindo investidores e turistas.
Essa contínua e eficiente produção de frutas é sustentada por um clima propício, abundância de água e solos férteis, permitindo colheitas durante todo o ano. Um exemplo eloquente é a propriedade de Valdemiro Rodrigues, localizada em Juazeiro, que atinge uma produção anual impressionante de até 300 toneladas de frutas. A fazenda se especializou no cultivo de uva Vitória para exportação e manga destinada ao mercado interno.
Nos últimos 15 anos, o turismo rural e pedagógico na região experimentou um crescimento extraordinário, atraindo cerca de 20 mil visitantes a cada ano. Este influxo de turistas é composto em grande parte por pessoas interessadas em conhecer técnicas de cultivo e a origem de seus alimentos. Além disso, os roteiros turísticos incluem experiências gastronômicas e atividades recreativas no Rio São Francisco, como degustações in loco nos pomares e experimentação de pratos típicos, o que fortalece a associação entre agronegócio e serviços na área.
Uma das grandes vantagens turísticas da região é a disponibilidade contínua de produtos frescos, permitindo visitas em qualquer momento do ano. Os itinerários turísticos são enriquecidos com degustações diretamente nos pomares e uma série de atividades aquáticas no Rio São Francisco.
Além das experiências nas fazendas, a cultura gastronômica local se destaca como um atrativo poderoso para os turistas que visitam Juazeiro e Petrolina. Prova disso é a famosa carne de bode, servida nos tradicionais bodódromos dessas cidades, um ponto de parada essencial para quem busca vivenciar a culinária regional.

A preferência chinesa pela soja brasileira é sustentada por uma relação de preços favoráveis, apesar das pressões no mercado interno devido ao câmbio valorizado e avanço da colheita. Segundo Anderson Nacaxe, CEO da Oken.Finance, os preços voltaram a mínimas, aumentando a dependência da demanda externa para o escoamento da produção nacional. O acesso a esse conteúdo é exclusivo para usuários cadastrados no Agrolink.

O IPCA-15 subiu 0,20% em janeiro, ligeiramente inferior à alta de 0,25% em dezembro. Em 12 meses, o índice acumula aumento de 4,50%. Habitação e Transportes caíram, enquanto Saúde e cuidados pessoais lideraram o aumento com alta de 0,81%. Alimentação e bebidas aceleraram, com alta influenciada por tomates e batata-inglesa. Embora passagens aéreas e transporte urbano tenham caído em Transportes, combustíveis subiram 1,25%.

O setor de lácteos da Argentina, em 2025, alcançou seu melhor desempenho externo em 12 anos, graças à modernização da cadeia produtiva e condições de mercado favoráveis. O país exportou 425.042 toneladas de produtos lácteos, gerando US$ 1,69 bilhão, um aumento de 11% em volume e 20% em valor em relação ao ano anterior. O volume exportado representou 27% da produção nacional, que atingiu 11,618 bilhões de litros, o maior da década. O leite em pó integral liderou as exportações, com o Brasil como principal parceiro. A expansão do setor leiteiro integra um crescimento mais amplo do agronegócio argentino.

A soja teve queda nos preços no Paraná e em Paranaguá, com desvalorizações de 1,12% e 2,18%, respectivamente. No interior do Paraná, a saca é cotada a R$ 119,83, enquanto no litoral chega a R$ 124,76. Em contraste, o trigo presenta reajustes para cima, com aumentos de 0,13% no Paraná (R$ 1.176,36 por tonelada) e 0,31% no Rio Grande do Sul (R$ 1.057,34 por tonelada). A padronização da saca em 60 kg facilita a comercialização e monitoramento de preços.

As importações brasileiras de fertilizantes atingiram um recorde histórico de 45,5 milhões de toneladas em 2025, superando o total de 44,28 milhões de toneladas em 2024, conforme o Boletim Logístico divulgado pela Conab. Esse aumento de 2,68% destaca a confiança do setor agrícola no Brasil, com Mato Grosso, Paraná e São Paulo liderando o consumo. O crescimento nas importações apoia o planejamento para expansão da área plantada e melhorias na produtividade, reforçando a robustez da cadeia de suprimentos agrícolas no país.