
No início de 2026, uma significativa transformação econômica teve início em uma extensa propriedade rural de 66 mil hectares no Mato Grosso. Gabriel Dallamaria, aos 26 anos, está à frente desse projeto inovador, que visa converter antigas reservas imobiliárias em terras produtivas.
O jovem executivo, que recentemente foi destacado na lista Under 30 da Forbes Brasil, deixou sua cidade natal no Paraná para liderar esta reestruturação a partir de Goiânia. Esta decisão corajosa busca modificar a função econômica da área, convertendo-a em um polo produtivo que integra agricultura, pecuária e investimentos expressivos em logística e armazenagem.
A história dessas terras, localizadas em Juína, Nova Monte Verde e Tangará da Serra, passa por uma mudança que começou a ser delineada em 2020. Até então, as propriedades eram utilizadas principalmente para pecuária extensiva, com baixo investimento e sem metas produtivas concretas. A venda da transportadora SotrAN, fundada pela família, marcou o ponto de virada. Decidiu-se reestruturar o patrimônio em vez de vendê-lo.
A fase inicial do projeto focou no aspecto administrativo, corrigindo deficiências operacionais e financeiras. Somente após este ajuste, a transição para a agricultura teve início. A partir de 2020, iniciou-se a conversão de áreas degradadas da pecuária em áreas produtivas agrícolas. Em cinco anos, a área agrícola passou a somar 15 mil hectares, com soja e milho como principais culturas.
A pecuária, antes focada na mera ocupação territorial, foi revitalizada. A integração lavoura-pecuária e a intensificação do manejo visam liberar terras para a agricultura e otimizar a produtividade. Este reajuste estratégico é complementado por investimentos em infraestrutura de armazenagem, um setor tratado como autônomo e lucrativo.
Unidades de armazenagem regional foram planejadas para oferecer serviços além das fazendas próprias, visando captar a produção de terceiros e ampliar o fluxo comercial local. Este projeto, cujo investimento pode alcançar até R$ 250 milhões, integra armazenamento, transporte e escoamento, buscando reduzir gargalos e gerar receitas adicionais.
A estratégia delineada aponta para Goiânia como base de operações, dada a concentração de tradings, agentes financeiros e decisões logísticas na capital do Centro-Oeste.
A transformação da propriedade exige controle rigoroso e escala adequada para mitigar riscos, um processo que Gabriel Dallamaria lidera com a convicção de que a decisão tomada hoje impactará a geração de valor nas próximas décadas. Passada a fase de adaptação estrutural, o foco se volta para a consolidação do projeto, que visa integrar aportes em tecnologia e novas práticas de gerenciamento.
Este novo modelo de negócios não apenas redefine a utilização das terras, mas também capitaliza a experiência da família em logística rodoviária, influenciando positivamente a dinâmica econômica e agrícola da região.

A preferência chinesa pela soja brasileira é sustentada por uma relação de preços favoráveis, apesar das pressões no mercado interno devido ao câmbio valorizado e avanço da colheita. Segundo Anderson Nacaxe, CEO da Oken.Finance, os preços voltaram a mínimas, aumentando a dependência da demanda externa para o escoamento da produção nacional. O acesso a esse conteúdo é exclusivo para usuários cadastrados no Agrolink.

O IPCA-15 subiu 0,20% em janeiro, ligeiramente inferior à alta de 0,25% em dezembro. Em 12 meses, o índice acumula aumento de 4,50%. Habitação e Transportes caíram, enquanto Saúde e cuidados pessoais lideraram o aumento com alta de 0,81%. Alimentação e bebidas aceleraram, com alta influenciada por tomates e batata-inglesa. Embora passagens aéreas e transporte urbano tenham caído em Transportes, combustíveis subiram 1,25%.

O setor de lácteos da Argentina, em 2025, alcançou seu melhor desempenho externo em 12 anos, graças à modernização da cadeia produtiva e condições de mercado favoráveis. O país exportou 425.042 toneladas de produtos lácteos, gerando US$ 1,69 bilhão, um aumento de 11% em volume e 20% em valor em relação ao ano anterior. O volume exportado representou 27% da produção nacional, que atingiu 11,618 bilhões de litros, o maior da década. O leite em pó integral liderou as exportações, com o Brasil como principal parceiro. A expansão do setor leiteiro integra um crescimento mais amplo do agronegócio argentino.

A soja teve queda nos preços no Paraná e em Paranaguá, com desvalorizações de 1,12% e 2,18%, respectivamente. No interior do Paraná, a saca é cotada a R$ 119,83, enquanto no litoral chega a R$ 124,76. Em contraste, o trigo presenta reajustes para cima, com aumentos de 0,13% no Paraná (R$ 1.176,36 por tonelada) e 0,31% no Rio Grande do Sul (R$ 1.057,34 por tonelada). A padronização da saca em 60 kg facilita a comercialização e monitoramento de preços.

As importações brasileiras de fertilizantes atingiram um recorde histórico de 45,5 milhões de toneladas em 2025, superando o total de 44,28 milhões de toneladas em 2024, conforme o Boletim Logístico divulgado pela Conab. Esse aumento de 2,68% destaca a confiança do setor agrícola no Brasil, com Mato Grosso, Paraná e São Paulo liderando o consumo. O crescimento nas importações apoia o planejamento para expansão da área plantada e melhorias na produtividade, reforçando a robustez da cadeia de suprimentos agrícolas no país.