
Na última terça-feira, o café arábica registrou uma valorização de 0,42%, com a saca de 60 kg sendo negociada a R$2.144,25 em São Paulo. Em contrapartida, observou-se um decréscimo de 1,40% no acumulado mensal. Essa variedade, também conhecida em algumas regiões como café Conilon, é apreciada por seu sabor suave e qualidade sensorial elevada, predominando nas exportações de cafés premium e representando cerca de 70% da produção brasileira, principalmente nos estados de Minas Gerais e São Paulo.
Por outro lado, o café robusta, que conta com um sabor mais forte e maior teor de cafeína, valorizou-se em 0,28%, alcançando R$1.290,03. Embora seu preço tenda a ser mais baixo em comparação ao arábica, devido ao perfil mais adequado para a produção de café solúvel e blends comerciais, o robusta é uma importante variedade, com polos produtivos no Espírito Santo e Rondônia.
No mercado de açúcar, a saca de 50 kg de açúcar cristal apresentou atividade diversa em São Paulo e Santos. Na capital paulista, o preço subiu ligeiramente, atingindo R$104,92, enquanto em Santos, o valor da saca ficou em R$110,62, após um decréscimo de 0,44% no dia. O indicador da qualidade e cotação do açúcar cristal no Brasil é medido pelo Cepea/Esalq-USP, que padroniza a saca em 50 kg para facilitar a comercialização no mercado.
Já no mercado de milho, a saca de 60 kg valorizou-se em 0,09%, sendo comercializada a R$66,69. Apesar das flutuações diárias, o milho mostrou uma tendência de queda mensal, com uma diminuição acumulada de 4,04% nos preços ao longo de janeiro.
Essas variações nos preços das commodities brasileiras refletem as dinâmicas do mercado e as influências externas, sendo elementos-chave para produtores e comerciantes na tomada de decisões importantes. Como o cenário continua a se desenvolver, é crucial estar atento às mudanças diárias para entender suas implicações na agricultura brasileira e no mercado global.

A preferência chinesa pela soja brasileira é sustentada por uma relação de preços favoráveis, apesar das pressões no mercado interno devido ao câmbio valorizado e avanço da colheita. Segundo Anderson Nacaxe, CEO da Oken.Finance, os preços voltaram a mínimas, aumentando a dependência da demanda externa para o escoamento da produção nacional. O acesso a esse conteúdo é exclusivo para usuários cadastrados no Agrolink.

O IPCA-15 subiu 0,20% em janeiro, ligeiramente inferior à alta de 0,25% em dezembro. Em 12 meses, o índice acumula aumento de 4,50%. Habitação e Transportes caíram, enquanto Saúde e cuidados pessoais lideraram o aumento com alta de 0,81%. Alimentação e bebidas aceleraram, com alta influenciada por tomates e batata-inglesa. Embora passagens aéreas e transporte urbano tenham caído em Transportes, combustíveis subiram 1,25%.

O setor de lácteos da Argentina, em 2025, alcançou seu melhor desempenho externo em 12 anos, graças à modernização da cadeia produtiva e condições de mercado favoráveis. O país exportou 425.042 toneladas de produtos lácteos, gerando US$ 1,69 bilhão, um aumento de 11% em volume e 20% em valor em relação ao ano anterior. O volume exportado representou 27% da produção nacional, que atingiu 11,618 bilhões de litros, o maior da década. O leite em pó integral liderou as exportações, com o Brasil como principal parceiro. A expansão do setor leiteiro integra um crescimento mais amplo do agronegócio argentino.

A soja teve queda nos preços no Paraná e em Paranaguá, com desvalorizações de 1,12% e 2,18%, respectivamente. No interior do Paraná, a saca é cotada a R$ 119,83, enquanto no litoral chega a R$ 124,76. Em contraste, o trigo presenta reajustes para cima, com aumentos de 0,13% no Paraná (R$ 1.176,36 por tonelada) e 0,31% no Rio Grande do Sul (R$ 1.057,34 por tonelada). A padronização da saca em 60 kg facilita a comercialização e monitoramento de preços.

As importações brasileiras de fertilizantes atingiram um recorde histórico de 45,5 milhões de toneladas em 2025, superando o total de 44,28 milhões de toneladas em 2024, conforme o Boletim Logístico divulgado pela Conab. Esse aumento de 2,68% destaca a confiança do setor agrícola no Brasil, com Mato Grosso, Paraná e São Paulo liderando o consumo. O crescimento nas importações apoia o planejamento para expansão da área plantada e melhorias na produtividade, reforçando a robustez da cadeia de suprimentos agrícolas no país.